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O multiverso nerd é pautado por discussões intermináveis e, geralmente, extremamente redundantes. Mas com toda a certeza a gente adora aquela treta cósmica para provar que um lado é melhor que o outro – mesmo que o único convencido na discussão seja você mesmo. Analisando essa treta tão peculiar, decidimos trazer um pouco desse espírito “saudável” de discussão para o nosso site.

Sejam bem-vindos ao Cine Vinil! Calma, antes de soltar os cães nos comentários, entenda nossa proposta. Os discos de vinil foram um dos itens mais amados para reprodução de arquivos sonoros. Sua grande peculiaridade eram os lados A e B. O lado A era utilizado para gravar os hits comerciais das bandas, músicas mais populares. Enquanto o Lado B era mais voltado para canções experimentais ou mais autorais.

No caso, nos inspiramos pelos lados opostos do mesmo “disco” – de uma mesma obra. Serão dois artigos: o Lado A, que contém a opinião positiva, e o Lado B, com a versão negativa. Os autores, obviamente, serão distintos, e escolherão 5 pontos específicos da obra para justificar seus argumentos.

Em mais um número de nossa Limited Edition proporcionaremos um debate diferente. 

Explicado o conceito, nós lhes desejamos aquela ótima discussão para defender o seu lado favorito! Quem ganhou? Lado A ou Lado B? Que a treta perfeita comece!

Atenção aos spoilers.

Lado A

Por Raphael Klopper

Reinventou o cinema de quadrinhos

Esse é um fato que os haters e depreciadores nunca vão poder negar ou retirar de Nolan. No momento em que ele decidiu trazer o Batman de volta para o cinema em sua excepcional bem conhecida trilogia, Nolan trouxe uma nova roupagem estrutural completamente nova e inovadora em contar a história de origem de um super-herói no cinema e desenvolve-la em percursos dramáticos focados em seu personagem mas sem nunca perder o seu lado blockbuster de puro entretenimento. Podendo ser sombrio e realista; tentar novas técnicas narrativas não lineares; e ser leal ao material base sem sacrificar a coesão narrativa e liberdade cinematográfica. E ressaltar a influência que ele teve nos inúmeros grandes blockbusters de hoje, além dos baseados em quadrinhos, é apenas retificar o óbvio.

Aposta em ideias originais

Ouso dizer que desde Steven Spielberg que não temos um cineasta que se mostra tão versátil a cada novo filme que faz. Nolan consegue ir de um filme de origem do Batman para um drama/mistério que involve ilusionismo, e depois ir para um thriller de ação surrealista sobre extração de sonhos. E hoje de sobra realiza um dos mais emblemáticos e complexos filmes de ficção científica dos últimos anos e um dos mais aclamados e até diferentes filmes de guerra já feitos talvez. E dentro de tudo isso, Nolan mostra sempre se inovar em seu já bem conhecido estilo e crescer como cineasta, ao mesmo tempo que aposta em tramas originais e desenvolturas não clichês dentro de cada um desses gêneros que ele já meteu a mão. E as chances são de que ele não tão cedo vai acabar isso!

Constrói espetáculos como poucos

“Espetáculos” narrativos a parte, coisa que ele já mostrou tão bem saber fazer em Amnésia, Nolan é um diretor que quando adentrou no cinema blockbuster, só criou verdadeiros espetáculos em tela. Sua criação de escala e orçamentação de cenários e grandes sequências de acontecimento tomam uma forma de quase épicos cinematográficos sendo feitos hoje em dia em puro deleite que o cinema moderno pode trazer. E sua busca, para muitos pretensiosa, de constantemente usar o IMAX em suas filmagens só o ajudam nisso de querer imergir seu público nos mundos em que cria e nas grandes histórias emocionais que constrói. O que me leva ao próximo ponto daqui…

Luta pela Preservação da Película

Seu mais novo Dunkirk é um exemplo perfeito disso, assim como fora seus subestimados Cavaleiro das Trevas Ressurge e Interestelar. Apenas imaginem um cineasta hoje, num mercado dominado por franquias bilionárias de universos compartilhados, conseguiu convencer executivos a bancarem um filme de guerra sem violência explícita, sem diálogo, filmado em filme e ainda por cima em IMAX com logística de 40 mil figurantes em cena com uso de aviões e navios verdadeiros, e ainda filmado em locação. Em outras palavras, Nolan traz o cinema clássico, o cinema épico sendo novamente realizado nos dias atuais. E o impressionante de tudo isso? Traz lucro atrás de lucro a cada filme, e mais e mais deixa seu nome crescer dentro da indústria como um dos cineastas raiz mais modernos trabalhando hoje!

O Ilusionista

Como já falamos muito aqui no site, Nolan é um ilusionista por natureza, e isso se reflete em seu estilo autoral em cada um de seus filmes até hoje. Na forma com que sempre constrói sua linha de mistério e graus de complexidade narrativa em diferentes vertentes, sempre orquestrando tudo em nossa frente com as respostas, visualmente e narrativamente. Para muitos um puro exibicionismo e expositividade. Nolan talvez sim entregue muitas vezes as respostas, mas para perguntas que ele nos instiga procurar conceber ao nos aprofundarmos nas histórias que ele nos apresenta nos tão ricos e emocionalmete complexos temas que ele já ousou adentrar, e ousou fazer sim seu público pensar.

Clique AQUI para ler o LADO B.

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