Na história do Cinema, poucos cineastas vão do céu ao inferno como Ridley Scott. De um filme para outro e numa frequência assustadora, o diretor é capaz de realizar uma obra-prima e, logo depois, entregar um fracasso retumbante. Aliás, se há uma palavra que define com exatidão a sua filmografia, esta palavra é “inconsistência”. Em razão disso – e também por ocasião do lançamento de Alien: Covenant nos cinemas -, resolvemos fazer duas listas. A primeira delas conterá os seus 5 piores filmes, e a segunda, os 5 melhores. Para acessar esta última, basta clicar no link que será disponibilizado no final da postagem.

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Para iniciarmos este trajeto, precisamos começar uma viagem não muito prazerosa por alguns dos seus piores filmes. Vamos a eles!

5. Um Bom Ano (2006)

Não é que Um Bom Ano seja ruim. Na verdade, se aceitarmos as suas intenções modestas, o filme funciona e acaba se revelando um divertimento passageiro e aceitável. O problema é que fica perceptível a mão pesada de Ridley Scott e a sua falta de intimidade com o material. O diretor está acostumado a trabalhar em projetos mais ambiciosos. Comédias românticas que se passam nas regiões vinícolas da França não é sua praia, e cada frame deste longa de 2006 deixa isso muito claro.

4. Até o Limite da Honra (1997)

Drama militar feminista, Até o Limite da Honra contém todos os clichés imagináveis desse tipo de filme. Desde os minutos iniciais, o espectador consegue prever facilmente os desdobramentos da narrativa e como tudo terminará. Além disso, há sérios problemas de ritmo, e Demi Moore não é talentosa o suficiente para dar a intensidade dramática exigida pela personagem. Dos trabalhos feitos pelo diretor na década de 1990, este é o mais fraco.

3. Alien: Covenant (2017)

Sim, Alien: Covenant é recente, mas é muito difícil que revisões futuras indiquem algum tipo de reparação na avaliação atual. O filme é genérico, vazio, mal construído, irregular, falha como ação, suspense e reflexão filosófica. O longa poderia não existir e, ainda assim, a franquia não sentiria a menor falta. Com este filme, Ridley Scott provou mais uma vez (a primeira tinha sido em Prometheus) que a sua passagem pelo universo do xenomorfo devia ter parado na obra de 1979.

2. O Conselheiro do Crime (2013)

Ridley Scott dirigindo um filme escrito pelo romancista Cormac McCarthy e cujo elenco era formado pelos atores Michael Fassbender, Brad Pitt, Javier Bardem, Cameron Diaz e Penélope Cruz. A fórmula perfeita, correto? Errado. Nem mesmo a junção de todos esses talentos foi capaz de prevenir  O Conselheiro do Crime de se transformar em um dos piores filmes dos últimos anos. No longa, tudo é sem vida. Não há fôlego, a história não gera interesse, os atores parecem deslocados. Não é um drama, filme policial ou suspense. Na verdade, é completamente vazio. Um grande e ambicioso vazio.

1. Robin Hood (2010)

Ridley Scott já dirigiu muitos filmes ruins, mas nenhum é pior que Robin Hood. Frio, engessado,  mal escalado (Russell Crowe e Cate Blanchett estão deslocados) e lançado numa época em que ninguém mais se importa com o personagem, o longa é uma aventura que não convence ninguém a embarcar na sua jornada. Um equívoco dos minutos iniciais até os instantes finais. A única sensação que acompanha o espectador ao término da sessão é a indiferença, o que, para uma obra de arte, é o equivalente à morte.

Menção desonrosa:

Êxodo: Deuses e Reis (2014)

Êxodo: Deuses e Reis não é a primeira experiência de Ridley Scott com o épico. No entanto, parece ser. No filme, o diretor incorre em erros infantis e não consegue entregar nada que amenize os problemas do roteiro. Não é pior que os cinco filmes mencionados acima, mas também não é bom a ponto de se safar de uma menção desonrosa. Portanto, que a justiça seja feita. Aqui está ele.

Para saber quais são os 5 melhores filmes do diretor, clique aqui.

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