Sempre bom relembrar de alguns dos melhores filmes que contém histórias e personagens psicóticos e perturbadores que tanto nos enchem de uma boa diversão ou um pesadelo inesquecível. E aqui estão listados alguns dos melhores exemplos do século passado que marcaram em suas distintas e especiais formas.

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24. Cidadão X (1995)

Uma história que por si só já se levanta uma aura pesada e sombria vindouro dos atos verídicos de seu personagem Andrei Chikatilo de um bom Jeffrey DeMunn, mesmo não sendo o verdadeiro foco do filme que se mostra ser mais um drama investigativo com um forte teor crítico político-social, longe de qualquer vilanização ou demonstração de violência explícita. E consegue ser certamente eficiente nisso.

23. O Colecionador de Ossos (1999) 

Um bebedor voraz da fonte estrutural de suspense e mistério de um bem conhecido Seven, é com sua boa dose de imprevisibilidade de seu antagonista assassino calculista de Richard Thompsn de Leland Orser. Mas ter uma boa dupla em ótima química com Angelina Jolie e Denzel Washington deixa tudo em um bom nível de intrigante e decente!

22. O Maníaco (1980) 

Imagino que nunca pensaram ver um filme slasher totalmente trash e explicitamente violento ser guiado por um protagonista insano sedento de sangue que se apaixona perdidamente por uma das vitimas. Dando a Frank Zitto de Joe Spinell um ar de um serial-killer ala Giallo Italiano, suas motivações podem ser fracas e sem sentido, mas nos faz realmente sentir pena por ele ao mesmo tempo que o tememos mortalmente.

21. Beijos que Matam (1997) 

Ter um personagem como Alex Cross sendo interpretado por um ator como Morgan Freeman é uma honra a parte. Mas o interessante de se notar neste bom filme, que consegue se sustentar de forma bem decente sua trama de investigação mesmo carregada de infindáveis e familiares clichês com uma aura de suspense e mistério que lembram um bom giallo Italiano, ainda mais involvendo um assassino com codinome de Casanova. Uma intrigante e divertida sessão rumo ao encontro de um pérfido embora familiar antagonista.

20. Copycat – A Vida Imita a Morte (1995)

Menos focado na identidade ou origem de seu serial killer, e sim um filme que denota suas violentas consequências físicas e psicológicas representadas em duas excelentes Sigourney Weaver e Holly Hunter, enquanto batem de frente na investigação intrincada do mal que as assola de formas distintas representado em um doentio Harry Connick Jr.

19. A Mão Que Balança o Berço (1992) 

Uma trama um tanto previsível não foi o bastante para derrocar o que é aqui uma verdadeira assustadora performance de uma fabulosa Rebecca De Mornay como a baba mais demoníaca que você verá em um filme, e graças a ela, toda a tensão e suspense que o filme cria se sustenta e te toma dentro de um pesadelo claustrofóbico!

18. A Procura de um Assassino (1992) 

Uma pequena pérola a ser redescoberta e um personagem extraordinário a ser melhor analisado. O John Wayne Gacy de um ÓTIMO Brian Dennehy em sua pura maldade e psicopatia torna seu personagem quase que um monumento histórico de extrema importância, e um marco de uma força do mal sendo louvada e exaltada.

17. Vítimas de uma Paixão (1989) 

A tipica história da paixão proibida pelo mal sedutor. Paixão essa que cega Frank Keller de Al Pacino de sua misteriosa amada Helen Cruger de Ellen Barkin, onde todo seu possível mal é escondido por debaixo da fissura, tesão e sedução tão letais e atraentes ao ponto de nos fazer perguntar quem é realmente o verdadeiro psicopata aqui!

16. O Mistério da Viúva Negra (1987) 

Não vai faltar damas aqui, e destaque seja dado para esse esquecido e ótimo filme de Bob Rafaelson que lida com esse intrínseco e letal triangulo amoroso entre a fria psicótica, sensual e fatal Catherine Petersen de uma ótima Theresa Russell e a justa mas igualmente densa Alexandra Barnes de Debra Winger e seus diferentes interesses carnais na figura do homem que as atrai. O filme que vai te deixar absolutamente intrigado e excitado (você entendeu o sentido) com o desenrolar do relacionamento de suas protagonistas e igualmente perturbado no final!

15. Jennifer 8 – A Próxima Vítima (1992)

A típica história de serial killers e todos seus clichês de investigação inimagináveis e mortes explícitas em série ficando em total segundo plano, com o complexo e intenso romance entre os personagens John e Helena de sempre ótimos Andy Garcia e Uma Thurman tornando-se o verdadeiro destaque. E exatamente aí, debaixo de tanta pureza e paixão, que se encontra o perverso mal o deturpando representado num maquiavélico St.Anne de John Malkovich.

14. Kalifornia – Uma Viagem ao Inferno (1993)

Quando alguém como o pobre casal Brian e Carrie de David Duchovny e Michelle Forbes se atrevem a investigar origens de assassinatos, apenas absorvem toda sua pérfida essência para perto de si encarnadas em Early Grayce, com uma criminalmente subestimada e soberba performance de Brad Pitt como a perfeita definição do caipira do mal sedento por sangue, mas com um coração pulsante batendo dentro de si.

13. O Estrangulador de Rillington Place (1971) 

Ah pois é, se lembram de Richard Attenborough como o fofo Dr. Hammond de Jurassic Park? Pois então, nada será o mesmo depois que o ver aqui como John Christie, o médico de boa índole e ar de bom moço que é um poço de insanidade quando assume sua faceta de serial killer que quase se torna uma versão moderna de Jack o Estripador. E buscas a definição de calafrio na espinha? Não procure mais e presencie a encarnação sombria do grande ator aqui!

12. O Homem Que Odiava as Mulheres (1968) 

Durante o filme inteiro seguindo uma intricada investigação policial, é quando finalmente que um tenebroso Tony Curtis aparece em cena em sua encarnação de Robert DeSalvo é que somos realmente engolidos pela pura psicopatia encarnada e nada mais é o mesmo quando somos mesmo estrangulados pela sua curta mas poderosa presença em cena.

11. Louca Obsessão (1990)

Um amor não compreendido sem sombra ou pernas de dúvidas. E só vindo de alguém como Stephen King que poderia sair uma personagem tão extremamente tenebrosa com uma soberba Kathy Bates encarnando a obsessa apaixonada. E com a direção de Rob Reiner deixando tudo em um tom leve e até humorado, suas explosões de violência vem como uma força do mal querendo romper com a paz!

10. Parceiros da Noite (1980) 

Com certeza um dos mais ambíguos e subestimadíssimos filmes da lista que, assim como seu FANTÁSTICO protagonista Steve Burns de Al Pacino, é muito mal compreendido. Não é um mero thriller policial com uma alegoria negativa para o homossexualismo, e sim um intrínseco estudo de personagem  onde o ambiente em que ele se mergulha é onde sua verdadeira natureza do mal se aflora e domina a tela até o fim, sendo capaz de engasgar nossas emoções.

9. Terra de Ninguém (1973) 

Quando alguém se depara com um filme sobre um serial killer dirigido por Terrence Malick deve ser um tanto desconcertante. Mas é exatamente nessa visão sempre poética e contemplativa do diretor que encaramos um profundo estudo de personagem em seu protagonista Kit de Martin Sheen, e dissecamos junto dele a origem da brutalidade e insanidade presentes na natureza humana de forma um tanto perturbadora e estranhamente bela.

8. Caçador de Assassinos (1986) 

O melhor de todos sempre vem duas vezes (só que com Lecktor no sobrenome por alguma razão…) e dessa vez com um excelente e deveras subestimado Brian Cox no papel. Mas não vem sozinho e se acompanha de William Petersen que talvez se revele com seu agente Will Graham como o verdadeiro mentalmente perturbado dessa história, enquanto investiga o outro assassino deturpado, o Francis Dollarhyde de Tom Noonan com seu ar de bobo e inocente mas com a morte brilhando em seu olhar. Todos os três constantemente imprevisíveis, deixando a experiência do filme angustiante e enervante!

7 . Psicopata Americano (2000)

A perfeita definição da pura maldade e psicopatia em seu estado de pura elegância e transbordando carisma. Christian Bale brilha tanto no papel que consegue tornar seu Patrick Bateman em um ser completamente desprezível, ao mesmo tempo que conquista uma limitada dose de empatia por ele ao vermos balbuciar seus diálogos afiados milimitrados e se afundar mais e mais em sua insanidade.

6. Frenesi (1972) 

Como todo grande filme de Hitchcock, é no intenso e quase meditativo mistério aqui magistralmente construido que se encontra a verdadeira violência macabra dos atos de seu vil serial killer, ao ponto de suspeitarmos de tudo e a todos, e do pobre coitado protagonista. E nada dói mais do que ver este ser alguém querido tão próximo.

5. Laranja Mecânica (1971)

A perfeita relação de amor e ódio com certeza se traduzem de forma perfeita na personalidade de Alex encarnada de forma tenebrosa por Malcom McDowell e seu relacionamento com nós o público. Vamos do medo, desprezo e ódio, para a pena, apreensão e torcida pela vitória do personagem num piscar de olhos. Assim como talvez o próprio Alex se sente cometendo seus atos de ultra-violência, uma mistura de repulsa e puro prazer!

4. A Tortura do Medo (1960)

Podia me ater aqui e balbuciar a aula de cinema que é o filme e seu uso magistral do voyeurismo, e é exatamente em seu protagonista Mark Lewis, de um FANTÁSTICO Karlheinz Böhm, que se encontra um dos vários trunfos desse grande filme. Ao sermos deparados o sadismo e a psicopatia de seu personagem serem como faces da mesma moeda, que nós o público também podemos fazer parte da mesma experiencia doentia. Um personagem que transcende sua psicopatia dentro do filme para dentro de nós que assistimos.

3. Seven: Os Sete Crimes Capitais (1995)

O John Doe de um SOBERBO Kevin Spacey aqui só tende a ser a verdadeira representação do puro mal encarnado. Não só nele, mas como também desperta a essência mais pérfida do mal embutido em cada pecado mortal que todos nós somos capazes de cometer. No final, ele é um reflexo de como seus pobres investigadores de Brad Pitt e Morgan Freeman, e nós o público somos todos podres pecadores. Nós que estamos na caixa!

2. Silêncio dos Inocentes (1991)

Um dos maiores psicopatas (e personagens) da literatura moderna recebeu um filme a sua altura e um ator nada menos que perfeito para encarna-lo. É até muito clichê dizer isso, mas não tem como: Anthony Hopkins não interpreta Hannibal Lecter, ele É Hannibal Lecter de cabo a rabo. Com toda uma crueldade e vilaneza capaz de meter afiados calafrios na espinha, ao mesmo tempo que nos conquista com um charme e carisma dignos de uma criatura sedutora atraindo sua vítima para cada vez mais e mais perto.

1. Psicose (1960)

O aparente inofensivo que resguarda um ninho de maldade e insanidade por debaixo de sua faceta de bom moço. Apenas alguns dos grandes retoques que o personagem soberbo da obra de Robert Bloch toma por debaixo da tutela de Hitchcock em sua grande obra-prima,  e ainda guardar dentro de si profundas camadas macabras e sombrias que só um diretor como esse poderia despertar em uma performance tão extraordinária de Anthony Perkins como um dos personagens mais icônicos de todo o cinema!

 

Conhecia todos os maníacos daqui? Qual seu favorito?

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