A popular franquia de jogos de aventura da Konami começou há mais de trinta anos, em 1986 com o clássico Castlevania do saudoso console NES (Nintendo Entretainment Sistem). Desde então os vampirescos games (apesar dos seus altos e baixos) vem fazendo bastante sucesso, possui uma fiel legião de fãs, sobrevive com mais de 20 títulos lançados e mais recentemente ganhou uma série animada na Netflix. Aqui listaremos todos os games da série do pior ao melhor.

22. Castlevania 64

O infame jogo de 1999 não é totalmente ruim como dizem, arrisco dizer que nenhum jogo da franquia é abaixo da média, até esse tem seus méritos. Foi o jogo que introduziu a franquia ao modelo 3D, com um gráfico fantástico pra época e incorpora alguns interessantes elementos de games do gênero survival horror em seu gameplay, podemos sentir que o personagem é vulnerável e o jogo tem sucesso em evocar sentimentos de ansiedade e apreensão  em alguns momentos, mas é inegável que o titulo tem seus problemas.

A câmera e os controles não foram bem configurados, o que prejudica a experiência de gameplay. Mas é compreensível entender porque o jogo não foi tão bem recebido, ele veio logo depois de symphony of the night, que é simplesmente uma obre prima dos games e no campo dos games 3D seu predecessor foi The Legend of Zelda Ocarina of Time, que dispensa apresentações, enfim, dadas as altas expectativas o jogo foi decepcionante.

21. Castlevania: Legacy of Darkness

Não tem muito a acrescentar a esse game em termos de gameplay, ele é praticamente a mesa coisa do seu antecessor, o Castlevania 64, com poucas novidades. Na trama, o  jogador agora se encontra no pele do lobisomem Cornel, cujo objetivo é salvar sua irmã que dos seguidores de Drácula, que haviam a sequestrado para sacrificá-la e assim ressuscitar seu mestre. Uma novidade interessante é a forma de lobisomem em que o Cornel pode se transformar.

20. Castlevania: The Adventure

Nesse primeiro jogo para gameboy, o jogador encarnará Cristopher Belmont, que prossegue na ancestral missão de derrotar o terrível Conde Drácula. O gameplay é praticamente igual o dos jogos do NES, mas simplificado, dado as limitações tecnológicas do portátil. O jogo foi bastante criticado quando saiu pela mesmice e um gráfico abaixo da média até mesmo para um jogo de gameboy.

19. Castlevania 2: Belmont’s Revenge

Não confundir com Castlevania 2: Simon’s Quest, não se tratada sequencia do jogo original e sim do segundo jogo para Game Boy Color. O titulo segue a mesma formula de seus antecessores e considerando as limitações do portátil, é um ótimo game. Seguindo os eventos do game anterior, Drácula retorna e captura o filho de Cristopher Belmont, forçando o caçador de vampiros a retornar a ativa e destruir seu eterno rival para salvar seu filho.

18. Castlevania: Lords of Shadows 2

Certo, agora vem a parte complicada do ranking, todos que aparecerão a partir daqui são games que eu gosto bastante passei horas, dias, meses de minha vida jogando, então colocá-los em um ranking é bem complicado. LoS 2 foi muito criticado em seu lançamento e com alguma razão. Sim, alguns inimigos são bastante genéricos. Sim, os visuais da cidade não são muito legais e sim, a história não é lá essas coisas. Mas é um jogo de ação muito acima da média e divertidíssimo. Pela primeira vez na franquia você pode jogar como o próprio Drácula, só isso já me deixou bastante animado para esse jogo, sem falar na impressionante trilha sonora do jogo. Apesar de suas falhas, LoS2 ainda vale muito a pena. Assim como o Castlevania 64, sem duvidas o que fez com que a recepção do jogo fosse desse jeito foi a expectativa levantada pelo seu antecessor, LoS, que foi um ótimo reboot.

17. Castlevania: Lords of Shadow Mirror of Fate

Castlevania: Mirror of Fate está ao lado de Resident Evil Revelations na minha categoria de “jogos que quase me fizeram comprar um Nintendo 3DS” mas assim como Revelations, foi anunciado um port para Xbox 360 antes que pudesse comprar o portátil da Nintendo. O titulo nada mais é que uma carta de amor aos clássicos games de plataforma da franquia enquanto adiciona também o novo sistema de combate da franquia estabelecido no primeiro Lords of Shadow e causa uma bem vinda nostalgia aos fãs não só pelo estilo de gameplay como também traz personagens icônicos da franquia como Trevor, Simon e Alucard. O jogo recebeu algumas criticas negativas por causa de sua estória que é bem previsível. Mas é um jogo divertidíssimo, recomendo.

16. Castlevania 2: Simon’s Quest

Castlevania 2 tem os seus méritos, adicionou elementos de gameplay não lineares de exploração de mundo num estilo parecido com os games da franquia Metroid, incluindo com sucesso elementos de RPG muito antes de Symphony of the Night. Mas o jogo tem bosses risíveis de tão fáceis e um sistema irritante de backtracking, que fazem o jogo ser facilmente o pior Castlevania da geração de 8 bits.

15. Castlevania

Castlevania é o jogo que começou tudo, lá atrás em 1986. Partindo de uma premissa simples, um caçador de vampiros que deveria derrotar o terrível Conde Drácula eles definiram toda uma franquia. Tudo estava lá, o chicote, a trilha sonora gótica e uma diversa gama de monstros saídos de todo tipo de literatura fantástica de terror que se pudesse imaginar, além de bosses desafiadores e memoráveis. O jogo é ótimo, mas está nessa posição, pois todos os jogos que virão a seguir conseguiram melhorar a formula aqui estabelecida, como a maioria das séries dos videogames, Castlevania está em constante evolução.

14. Castlevania: Lamment of Innocense

Lamment of Innocense narra o primeiro encontro do clã Belmont com as terríveis criaturas da noite. Leon Belmont recebe de um amigo a informação de que sua esposa foi sequestrada pelo vampiro Walter Bernhardt, ele então parte em seu encalço. Este foi o primeiro jogo 3D da série decente e também é um bom jogo, mas falta-lhe o charme que seus antecessores 2D possuem. O sistema de batalha é até divertido, os cenários são bastante repetitivos e a trilha sonora é muito boa e digna da série.

13. Castlevania 3: Dracula’s Curse

Castlevania 3 é simplesmente o melhor jogo da série na geração 8 bits. Ao contrario do seu antecessor, que tentou inovar afastando o game da proposta do original, esse terceiro é um bem vindo retorno às raízes. Seu gameplay é parecido com o do primeiro game da série, com algumas inovações. O jogo é menos linear, a passar de cada missão é dada ao jogador as opções de dois níveis diferentes do qual ele pode escolher por qual prosseguir e há mais personagens jogáveis, cada um com suas habilidades e apresenta um alto nível de desafio até mesmo para os padrões do NES. O jogo introduz Sypha, uma feiticeira, Grant, um pirata e o icônico Alucard, vampiro, filho do próprio senhor das trevas, Drácula. Este é facilmente um clássico dos videogames.

12. Castlevania: Harmony of Dissonance

Nesse jogo de 2002 acompanhamos Juste Belmont em mais uma trama em que sua amiga é sequestrada por algum seguidor de Drácula, motivando nosso herói a  destruir o lorde das trevas… de novo. Apesar da estória nada original, o jogo se utiliza da excelente fórmula introduzida em symphony of the Night, que combina os elementos clássicos dos jogos de plataforma com elementos de RPG. O jogo também possui alguns dos piores bosses da série, como Max Slime, que é ridículo de tão genérico, é só uma meleca gigante. Ah, vamos, Konami, eu sei que você consegue fazer melhor que isso.

11. Castlevania: Bloodlines

Lançado para o Sega Genesis em 1994, Bloodlines é um dos  jogos mais divertidos da franquia. No jogo você pode escolher entre os personagens John Morris, descendente dos Belmonts e de Quincey Morris (Sim, o mesmo do clássico romance Drácula, de Bram Stoker)  Que usa o já bem conhecido chicote e Eric Lecarde que usa uma lança. O gameplay com Eric é particularmente interessante, pois se distancia um pouco do convencional da série, além de atacar com sua lança, ele também pode dar grandes saltos a usando e a trilha da Michiru Yamane é muito boa e o jogo foi bastante elogiado pelo uso de efeitos especiais como trovões e efeitos de água.

10. Castlevania: Curse of Darkness

Esse é o segundo Castlevania de PS2 e quarto jogo 3D da franquia e o  melhor desses até então. O combate é bem mais dinâmico e variado que no Lamment of Innocense, já que o protagonista Hector utiliza vários tipos de armas e executa séries diferentes de combos dependendo da arma de sua escolha e também apresenta o sistema de familiares, uma fada que vai te curar e um golem que o auxiliará nos combates, lutando ao seu lado, essas criatura vão evoluindo conforme você passa de nível. A trilha sonora é impecável e o jogo traz de volta personagens icônicos da franquia como Trevor Belmont.

9. Castlevania: Circle of the Moon

Circle of the Moon foi o primeiro jogo da série feito para o Game Boy Advanced (GBA) e contava com uma mecânica de gameplay similar ao de Symphony of the Night, o estilo que já fora apelidado de “Metroidvania”. Na trama, nós acompanhamos Nathan Graves, seu companheiro, Hugh Baldwin, que alimenta um rancor secreto em relação ao Nathan por não ter sido o escolhido de seu pai como caçador e Morris Baldwin, mestre de Nathan e pai de Hugh. Os três invadem o castelo de Drácula para deter que Camilla, uma de suas mais fiéis servas ressuscite o lorde das trevas, mas chegam tarde demais. Drácula e Camilla então sequestram Morris, pretendendo usar sua alma para deixar o vampiro com sua força total, Nathan então parte para resgatá-lo. Uma novidade incorporada no game é um sistema de cartas encontradas durante o jogo que dão ao personagem poderes mágicos. É mais um ótimo game na série e considerado por alguns o melhor do GBA.

8. Castlevania: Portrait of Ruin

Portrait of Ruin foi lançado em 2006 e foi o segundo jogo da série para  DS. Foi o primeiro jogo a permitir multiplayer. O jogo é uma continuação direta do Bloodlines, agora se passando na segunda guerra. Nesse game os heróis da vez são Jonathan, o típico herói da série que usa  o chicote e Charlotte, uma feiticeira. Em termos de mecânica de gameplay, é mais um metroidvania, mas com alguns diferenciais interessantes. Agora a transição de níveis é feita “mergulhando” em quadros que são portais para outros cenários. A cooperação entre os dois protagonistas se faz necessária para resolver alguns puzzles e os dois personagens podem se unir para executar uma poderosa habilidade com seus poderes combinados. É um bom jogo, mas que fica um pouco aquém do seu antecessor, Dawn of Sorrow.

7. Super Castlevania 4

Esse jogo inaugurou a série na geração 16 bits em alto nível. O jogo é praticamente um remake do primeiro Castlevania, com melhorias gráficas consideráveis, o cenário é deslumbrante. A novidade na mecânica de combate é que agora o chicote pode ser lançado em qualquer direção e pode ser usado para se balançar para chegar em plataformas mais distantes. O jogo utiliza todo o poder do SNES utilizando efeitos especiais nos cenários magníficos e a trilha sonora mais uma vez é impecável, sem duvidas um dos melhores jogos de toda a série e do próprio SNES.

6. Castlevania: Lords of Shadow

Eu sei que alguns fãs mais “hardcore” da série não ficariam felizes em ver esse jogo em uma posição tão  alta de um ranking, mas eu amo esse jogo. O jogo segue a estória de Gabriel Belmont, um membro da ordem Brotherhood of Light, que jurou combater as criaturas da noite sua esposa foi assassinada e não pode ir para o céu, ficando presa no limbo, alguma forte magia impede os mortos de irem para o além. Gabriel então é incumbido de investigar e resolver essa crise. O jogo é um reboot da série, aqui eles abandonam o estilo “metroidvania” e adotam o “god of warvania” agora o sistema de combate é o hack n’ slash. O jogo possui uma grande variedade de inimigos e os bosses são fenomenais e há vária combinações de golpes diferentes, fazendo difícil entediar-se. A trilha sonora é ótima e apesar da estória realmente não ser das mais originais, é envolvente e emocionante. Para mim está entre os melhores reboots dos videogames.

5. Castlevania: Dawn of Sorrow

Dawn of Sorrow é o primeiro jogo da série para o Nintendo DS e é continuação direta do Aria of Sorrow do GBA. Mais uma vez o protagonista é Soma Cruz, que vivia uma vida pacifica quando de repente vários monstros aparecem na cidade e ele se vê obrigado a derrota-los, se lançando em mais uma aventura. O gameplay é parecido com o de seu antecessor, com o sistema de tactical soul,  o que por si só já faz o jogo divertido. Para mim o jogo só fica aquém do Aria of Sorrow por causa da frustração de nem sempre conseguir desenhar o selo mágico direito. Argh, frustrante!

4. Castlevania Dracula X/ Rondo of Blood

Esse jogo foi primeiro lançado para PC em 1993 com o titulo Rondo of Blood, depois teve uma versão simplificada no SNES e em 2005 lançaram o excelente Dracula X Chronicles para PSP. Tudo aqui beira a perfeição, cenários, trilha sonora, gráficos e dificuldade. Um dos meus jogos favoritos da série.

3. Castlevania: Order of Ecclesia

Order of Ecclesia foi o ultimo jogo lançado no DS e o meu favorito do portátil. O jogo adiciona o elemento da stamina no sistema de combate, a personagem pode desferir golpes rápidos, com duas armas diferentes, mas só até certo ponto, pois se sua stamina acabar , ela ficará impotente temporariamente. A protagonista é a feiticeira/guerreira bad ass da order of ecclesia, mais uma das organizações que jurou proteger o mundo das criaturas da noite. A trilha sonora como sempre não decepciona, o combate é divertidíssimo e os cenários são deslumbrantes. Recomendadíssimo.

2. Castlevania: Aria of Sorrow

O último jogo lançado para GBA é discutivelmente o jogo mais divertido da franquia e também um dos mais diferentes. Ao invés de situar-se no passado como todos os seus antecessores, esse se passa no futuro, no ano de 2035. O protagonista da vez é Soma Cruz que possui a habilidade de absorver o poder dos monstros que ele derrota. Além da época, ao contrário dos outros jogos da série, esse jogo possui  uma estória mais intimista, diferente do já saturado “vamos acabar com o Drácula” .

1. Castlevania: Symphony of the Night

Não podia ser diferente. Esse jogo definiu o rumo de toda a série para, pelo menos, seus próximos 10 anos, incorporando elementos de RPG a série e um mapa gigantesco do castelo de Drácula para ser explorado. O protagonista é Alucard, o mais icônico personagem de toda a série. Alucard possui diversas habilidades, pode  usar diversos tipos de armas, conjurar diversas magias (algumas especiais, com certas armas equipadas) e por ser um vampiro, assim como seu pai, ele pode se transformar em névoa, lobo e morcego. Cenário, gráficos, combate e trilha sonora impecáveis tornam esse um dos maiores clássicos dos videogames.

Menções honrosas

Alguns jogos não entraram na lista por não fazer parte da linha principal da série mas merecem ser mencionados, são eles: Castlevania Chronicles, Castlevania Judgement, Castlevania Harmony of Despair e Castlevania The Adventure Rebirth.

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