Cinema

A Odisseia fecha final de semana com US$ 264 milhões, maior estreia da carreira de Nolan

A Odisseia fecha a estreia com US$ 264,1 milhões globais e bate recorde de Christopher Nolan também no Brasil.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura

Os números finais confirmam: A Odisseia fechou o fim de semana de estreia com US$ 264,1 milhões em bilheteria global, consolidando o maior lançamento mundial da carreira de Christopher Nolan, à frente de Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (US$ 249 milhões).

O destaque para o público brasileiro fica por conta do desempenho local: o filme estreou no Brasil com US$ 4,8 milhões, quase o dobro do que Oppenheimer havia arrecadado no mesmo período, tornando-se a maior abertura da carreira de Nolan no país e superando inclusive as arrecadações totais de Interestelar, A Origem, Dunkirk e Tenet somadas ao longo de toda a exibição desses filmes por aqui. A quinta-feira de pré-estreia também marcou o maior dia de abertura do diretor no mercado brasileiro, além do melhor desempenho do ano em salas IMAX no país.

Um recorde internacional puxado pela Europa

Fora dos Estados Unidos, a arrecadação chegou a US$ 139,6 milhões, a maior estreia internacional da carreira de Nolan em mercados comparáveis, superando tanto Oppenheimer quanto O Cavaleiro das Trevas Ressurge. O filme estreou em 73 territórios, somando 12.700 locais de exibição e 25.600 telas ao redor do mundo.

A Itália se destacou como um dos mercados mais surpreendentes: US$ 11,5 milhões em arrecadação, superando com folga não apenas Oppenheimer, mas a soma total das bilheterias de Dunkirk e Tenet no país ao longo de toda a exibição. Já a Índia, para onde o próprio Nolan viajou ao lado de Matt Damon e Tom Holland em campanha promocional, rendeu US$ 7,2 milhões, a maior estreia da Universal de todos os tempos no mercado indiano.

O peso do IMAX no resultado final

Como o primeiro longa da história rodado inteiramente em câmeras IMAX, A Odisseia também bateu recordes específicos do formato: US$ 51,8 milhões vieram só das telas IMAX ao redor do mundo, com US$ 6,3 milhões adicionais gerados pelas 41 salas que exibem cópias em 70mm, uma média de US$ 153 mil por sala. Vinte e seis mercados registraram a maior estreia IMAX de todos os tempos, incluindo França, Alemanha, Itália, Espanha, Austrália, México e Argentina.

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Segundo Rich Gelfond, CEO do IMAX, o filme já entra para um grupo raro de clássicos instantâneos dentro da história do formato, mesmo com a expectativa de crescimento ainda incerta nas próximas semanas.

Copa do Mundo afetou pouco, com exceções pontuais

A movimentação da Copa do Mundo teve impacto limitado sobre a bilheteria, restrito a mercados bem específicos. Na Argentina, às vésperas da decisão contra a Espanha, a estreia ficou em apenas US$ 1 milhão, resultado atribuído diretamente à disputa da final. No Vietnã, o desempenho modesto de US$ 602 mil teve outro motivo: o longa de animação Detective Conan segue dominando as bilheterias locais.

O filme ainda não estreou em mercados como Coreia do Sul (5 de agosto), China (14 de agosto) e Japão (11 de setembro), territórios que devem se beneficiar do burburinho já gerado pelas estreias número um registradas em países asiáticos como Indonésia, Taiwan, Hong Kong e Malásia.

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