Cinema

Andy Serkis confirma uso de IA em O Senhor dos Anéis: A Caçada a Gollum

O Senhor dos Anéis: A Caçada a Gollum vai tomar uma decisão que promete dividir opiniões entre os fãs. Andy Serkis, que dirige o longa e retorna ao papel de Gollum, revelou em entrevista à Variety que a produção vai utilizar inteligência artificial em parte do processo. A franquia O Senhor dos Anéis nasceu dos […]

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura

O Senhor dos Anéis: A Caçada a Gollum vai tomar uma decisão que promete dividir opiniões entre os fãs. Andy Serkis, que dirige o longa e retorna ao papel de Gollum, revelou em entrevista à Variety que a produção vai utilizar inteligência artificial em parte do processo.

A franquia O Senhor dos Anéis nasceu dos romances de J.R.R. Tolkien, publicados entre 1954 e 1955, e se tornou uma das maiores propriedades de mídia do mundo após a trilogia de Peter Jackson. O Retorno do Rei venceu os 11 Oscars aos quais concorreu, um feito que entrou para a história do cinema.

A revelação de Serkis chega em um momento sensível para a indústria, já que atores e cineastas têm protestado contra o uso de inteligência artificial e lutado para manter controle sobre suas próprias imagens e performances.

O que exatamente vai usar IA no filme

Segundo Serkis, o uso da tecnologia se limita a rejuvenescimento digital de alguns personagens, processo que envolve aprendizado de máquina. “Há um pouco de rejuvenescimento para alguns personagens, e o aprendizado de máquina faz parte do processo”, explicou o diretor, sem revelar quais atores serão rejuvenescidos.

Ele fez questão de comparar a iniciativa ao MASSIVE, programa criado por Peter Jackson na trilogia original para simular milhares de orcs com comportamento individual em batalha. Para Serkis, aquele já era um exemplo brilhante de uso de inteligência artificial no cinema, décadas antes do termo virar polêmica. “Não estamos criando cenas com IA, cada plano é feito de forma tradicional”, garantiu.

O resgate das técnicas artesanais

Serkis afirmou que um dos objetivos pessoais com o filme era recuperar técnicas clássicas de produção, unindo miniaturas e próteses físicas às ferramentas digitais disponíveis atualmente. Segundo ele, essa mistura de métodos reflete seu próprio gosto como cineasta.

Publicidade

Questionado se a inteligência artificial poderia um dia substituir performances de captura de movimento como a de Gollum, o diretor foi cauteloso. Ele reconheceu que já viu imagens geradas por IA impressionantes de personagens de O Senhor dos Anéis circulando no TikTok, mas ressaltou que esse tipo de conteúdo não nasce de uma performance autoral. Para ele, a atuação segue sendo insubstituível quando se trata de contar uma história completa, do roteiro à interpretação de um personagem ao longo de um filme inteiro.

Sobre o filme

A Caçada a Gollum se passa entre a festa de aniversário de Bilbo e a entrada da Sociedade do Anel nas Minas de Moria, cobrindo a busca de Gandalf e Aragorn por Gollum antes que ele revele a Sauron a localização do Um Anel. A trama parte de eventos mencionados nos apêndices dos livros de Tolkien, nunca antes retratados em detalhes nos filmes.

Peter Jackson produz o longa ao lado de suas colaboradoras de longa data, Fran Walsh e Philippa Boyens. O elenco reúne o retorno de Ian McKellen como Gandalf, Elijah Wood como Frodo e Lee Pace como Thranduil, além das novas adições Jamie Dornan como Strider, Leo Woodall como Halvard e Kate Winslet em papel ainda não revelado. As filmagens ocorrem atualmente na Nova Zelândia, com estreia prevista para 17 de dezembro de 2027.

Compartilhar: Twitter Facebook WhatsApp