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Asha Sharma diz que o Xbox não sobreviverá se apenas reviver o passado

Xbox quer franquias de bilhões, mas Asha Sharma diz que sem IPs novas a divisão não sobrevive. Ela negou venda do Xbox.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura

A chefe do Xbox cortou milhares de vagas, desfez estúdios e entregou Halo à Activision. Mesmo assim, Asha Sharma diz que a divisão não pode viver só de franquias antigas.

Em reunião interna com funcionários na semana passada, segundo transcrições obtidas pelo Windows Central, ela defendeu apostar nos grandes nomes da casa. Também avisou que o Xbox “não vai sobreviver” se ficar apenas revivendo o passado.

O verão em que o Xbox encolheu

Sharma assumiu em 20 de fevereiro, no lugar de Phil Spencer, que se aposentou após 38 anos na Microsoft. Sarah Bond, então presidente do Xbox, também deixou a empresa, e Matt Booty virou diretor de conteúdo. Na carta de estreia, ela prometeu não tratar os mundos do Xbox como propriedade estática para espremer e monetizar.

Desde então, a divisão passou por um corte profundo. Em julho, foram 1.600 demissões, com outras 1.600 previstas até o fim do ano fiscal, em junho de 2027. Em 22 de setembro vieram mais 268, e o próximo Halo passou para uma equipe nova dentro da Activision. A Obsidian foi para a Bethesda, enquanto Rare e World’s Edge também migraram para a Activision. Segundo o New York Times, cerca de 20% dos funcionários perderam o emprego no verão, e cinco estúdios saíram da Microsoft.

Entre os afetados, a Double Fine, de Psychonauts 2, e a Compulsion, de South of Midnight, voltaram à gestão independente, com propriedade intelectual e catálogo. A Ninja Theory, de Hellblade, enfrenta proposta de fechamento depois que dois acordos de venda fracassaram.

O que ela disse no town hall

Sharma repetiu que a aposta está nas franquias mais fortes e que quer ver os melhores jogos virarem marcas globais de bilhões de dólares. Em seguida, fez a ressalva: o Xbox precisa continuar criando propriedades novas e duradouras, o que exige coragem e invenção para chegar a públicos diferentes.

Ela também falou em simplificar a estrutura de estúdios, o que sugere que mais mudanças podem vir. Citou ainda o potencial de crescimento da King e do segmento casual, onde jogos como Monopoly Go e Block Blast tomaram espaço de Candy Crush.

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“Xbox não está à venda”

Em entrevista ao New York Times, publicada em 30 de setembro, a executiva também respondeu aos rumores de venda. Em junho, o The Information noticiou que a Microsoft não descartava transformar o Xbox em subsidiária ou formar uma joint venture, o que facilitaria uma venda futura. Sharma foi direta: o Xbox não está à venda.

Ela acrescentou que a empresa vai olhar as parcerias e o modelo operacional certos, sem dizer quais. Segundo o jornal, o Xbox ainda alcança 500 milhões de jogadores por mês, e o Game Pass chegou a 34 milhões de assinantes antes de a base começar a cair. O Xbox responde por cerca de 6% do lucro da Microsoft, e Satya Nadella espera que a divisão volte a crescer no próximo ano fiscal.

Onde estão as novas apostas

Mesmo com os cortes, há projetos novos na fila. A inXile prepara Clockwork Revolution, exclusivo do Xbox Series X|S no ano que vem. A empresa também fechou acordos com Hideo Kojima, incluindo PHYSINT, e trabalha em OD, terror feito com o cineasta Jordan Peele.

Em 8 de outubro, Sharma anunciou a XP, nova divisão para levar as franquias do Xbox ao cinema, à TV, a produtos e a experiências presenciais. Na lista, entram a sequência de Um Filme Minecraft, a terceira temporada de Fallout, um filme de Call of Duty e uma série animada de Diablo para a Netflix.

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