Backrooms estreia com US$ 9 mi em pré-estreias nos EUA
O filme Backrooms, da A24 com Kane Parsons, registrou US$ 9 mi em pré-estreias, superando Scream 7 no mesmo período.
Números que surpreendem até os mais céticos
O Backrooms começou sua jornada nas telonas de um jeito que poucos esperavam. As sessões antecipadas, abertas a partir das 16h de quinta-feira no horário local dos EUA, já acumularam US$ 9 milhões em bilheteria, de acordo com o Deadline. O valor chama atenção porque supera o desempenho de Scream 7 no mesmo período, um blockbuster de franquia consolidada com décadas de público fiel.
Para colocar em perspectiva: a pré-venda de ingressos do Backrooms já vinha sendo descrita pelo Deadline como em um nível “absurdo de blockbuster“. Os números das pré-estreias confirmaram esse otimismo, e os dados chegam antes mesmo do fim da noite de quinta, o que sugere uma abertura de fim de semana robusta.
De vídeo viral a produção da A24
A trajetória do Backrooms até as telas é, em si, uma história curiosa. Kane Parsons era um adolescente quando começou a publicar vídeos no YouTube baseados no mito urbano digital dos Backrooms, ambientes liminarres infinitos que viralizaram em fóruns e comunidades de terror na internet. O apelo dos vídeos foi tão grande que atraiu a atenção da A24, estúdio conhecido por apostas autorais como Hereditary e Midsommar.
A parceria transforma uma propriedade intelectual nascida no ambiente digital em um longa-metragem de estúdio, com Parsons à frente do projeto. É um caminho inédito para o criador e um movimento ousado para a A24, que une seu prestígio no terror de autor à popularidade orgânica de um fenômeno gerado por fãs.
O que os números indicam para o fim de semana
Pré-estreias fortes em uma quinta-feira costumam ser um sinal confiável do desempenho no fim de semana. Com US$ 9 milhões já garantidos antes de sexta, a projeção para os três dias de estreia oficial aponta para um resultado expressivo, posicionando Backrooms como uma das maiores aberturas recentes do gênero terror.
Além disso, o público que comparece às sessões de quinta tende a ser o mais engajado, composto por fãs que aguardaram o lançamento com antecipação. Esse grupo normalmente alimenta o boca a boca nas redes sociais durante o fim de semana, amplificando ou freando o desempenho dos dias seguintes. Com uma base de fãs tão conectada digitalmente quanto a do Backrooms, as chances de repercussão orgânica são altas.
Um novo modelo de IP para o cinema
O sucesso antecipado do Backrooms levanta uma questão relevante para a indústria: o conteúdo criado por usuários na internet pode, de fato, sustentar uma carreira cinematográfica de grande escala. Até agora, os estúdios apostavam em quadrinhos, videogames e parques temáticos como fontes de IP. A jornada de Kane Parsons adiciona o YouTube à lista.
Se o fim de semana confirmar o que as pré-estreias sugerem, outros criadores digitais devem ganhar atenção redobrada de executivos de Hollywood. O Backrooms pode não ser só um filme de terror. Pode ser o início de uma nova rota entre a internet e as grandes telas.