Control Resonant estreia com 84 no Metascore, acima do jogo original
Control Resonant chega ao mercado com médias altas da imprensa especializada
Control Resonant chega às lojas em 24 de setembro com uma recepção crítica sólida, mas dividida, refletindo o tom experimental que marca a trajetória da Remedy Entertainment desde o Control original, lançado em 2019. O jogo acumula 84 pontos no Metacritic com base em 56 análises até o momento, uma nota ligeiramente superior aos 82 pontos que o primeiro título da franquia obteve na versão de PlayStation em seu lançamento.
Vale destacar que o Metascore funciona por plataforma, o que gera comparações desiguais entre os dois jogos. Na versão de PC, por exemplo, o Control original chega a 85 pontos, superando a média atual de Control Resonant. Ainda assim, os números confirmam que a sequência mantém o padrão de qualidade que consolidou a Remedy como um dos estúdios mais respeitados do gênero de ação com elementos sobrenaturais.
Uma sequência que muda de protagonista sem perder a essência
Control Resonant se passa em uma versão distorcida de Manhattan cerca de sete anos após os eventos do primeiro jogo, desta vez com Dylan Faden como protagonista no lugar da irmã mais velha, Jesse. Mantido em confinamento pelo Federal Bureau of Control por anos devido a poderes sobrenaturais inexplicados, Dylan é convocado para conter ameaças que se espalham pela cidade, incluindo o Hiss e uma nova anomalia batizada de “O Padrão”, enquanto busca pistas do paradeiro da irmã desaparecida.
Segundo o diretor criativo Mikael Kasurinen, os dois jogos funcionam como “expressões dos dois irmãos diferentes” dentro de um mesmo arco narrativo, embora cada um possa ser jogado de forma independente. A jogabilidade também passou por mudanças relevantes, trocando o combate baseado em cobertura do primeiro jogo por um estilo mais corpo a corpo, com uma arma sobrenatural transformável chamada Aberrant e novas habilidades de deslocamento, como duplo pulo e levitação.
O que a crítica especializada está dizendo
A recepção da imprensa especializada mistura entusiasmo e ressalvas pontuais. O GamesRadar+ deu três de cinco estrelas ao game, com o editor Oscar Taylor-Kent afirmando que “a Remedy continua criando jogos inesperados mesmo em suas sequências”, embora tenha terminado a experiência “desejando mais da contenção e do rigor do jogo original e de suas expansões”. A Polygon seguiu linha parecida, descrevendo o título como “um jogo perfeitamente satisfatório, mas esse é exatamente o problema”.
Outros veículos se mostraram mais entusiasmados. A IGN concedeu nota 8 de 10, reconhecendo trechos “um tanto monótonos”, mas destacando arriscos criativos “que acertam o alvo ao lado de alguns dos melhores momentos do estúdio”. A Push Square, também com nota 8, elogiou “alguns dos ambientes mais bonitos desta geração de consoles”, incorporados diretamente à jogabilidade através de mecânicas de gravidade e voo. Já a Vice deu a nota máxima ao jogo, chamando o combate de “uma emoção absoluta” que mistura levitação, deslocamentos aéreos e poderes telecinéticos.
Onde Control Resonant fica no ranking do ano
Apesar da recepção majoritariamente positiva, Control Resonant não conseguiu entrar na lista dos 20 jogos mais bem avaliados de 2026 no Metacritic, cujo corte mínimo atual é 87 pontos, nota obtida por 007 First Light. Resident Evil Requiem e Pokémon Pokopia dividem a média intermediária da lista com 89 pontos cada, enquanto o topo do ranking pertence ao game indie Sektori, um shooter twin-stick lançado originalmente no fim de 2025 que atingiu 94 pontos em sua versão para Nintendo Switch 2.
A posição de Control Resonant no comparativo geral não diminui o peso da Remedy Entertainment dentro do gênero, especialmente considerando o histórico do chamado “universo conectado” do estúdio, que já reúne o próprio Control e a franquia Alan Wake dentro de uma mitologia compartilhada construída ao longo de mais de uma década.