Guerra Mundial Z 2: Brad Pitt e diretor de Conclave fecham acordo e são confirmados
Após o afastamento de David Fincher do projeto, Edward Berger assume a direção da sequência de Guerra Mundial Z ao lado de Brad Pitt.
A Paramount Pictures fechou acordo com Brad Pitt para retomar seu papel like protagonista de Guerra Mundial Z 2, e colocou Edward Berger, diretor indicado ao Oscar por Sem Novidade no Front e Cônclave, no comando das filmagens. O anúncio marca o avanço mais concreto de um projeto que Pitt tenta viabilizar há mais de dez anos, desde o sucesso comercial do primeiro filme em 2013.
Baseado no romance best-seller de Max Brooks, Guerra Mundial Z: Uma História Oral da Guerra Zumbi, o longa original arrecadou mais de 540 milhões de dólares em bilheteria mundial, apesar de um orçamento inflado por reescritas e refilmagens que elevaram os custos de 125 milhões para cerca de 190 milhões de dólares durante a produção conduzida por Marc Forster. Pitt, Dede Gardner e Jeremy Kleiner assinam a produção pela Plan B Entertainment, enquanto Berger atua como produtor executivo. Dennis Kelly, roteirista britânico conhecido pela série Utopia e pelo longa Together, ficará responsável pelo roteiro. Detalhes da trama seguem em sigilo.
Uma década de tentativas e a saída de David Fincher
O desejo de Pitt em produzir uma sequência remonta a mais de dez anos, quando o ator começou a cortejar o amigo e colaborador de longa data David Fincher para dirigir o projeto. A parceria chegou perto de se concretizar, mas esbarrou em problemas orçamentários que fizeram Fincher deixar a produção, colocando os planos da sequência em pausa por anos, ainda que Pitt nunca tenha abandonado a ideia de retomar a história.
O impasse só começou a ser resolvido no verão passado, quando Josh Greenstein e Dana Goldberg assumiram como copresidentes da Paramount Pictures e trataram o projeto como prioridade máxima do estúdio, confirmação reforçada publicamente durante o evento CinemaCon, em Las Vegas. A Skydance, que teve papel decisivo na viabilização do primeiro filme, também segue envolvida no processo por meio de seu fundador, David Ellison, que compartilha o interesse de Pitt em avançar com a sequência.
Como Berger entrou no projeto durante outra filmagem
A conexão entre Pitt e Berger nasceu de forma orgânica durante as gravações de The Riders, produção da A24 e da Scott Free que os dois acabaram de concluir juntos. Segundo fontes próximas à produção, o set funcionou tão bem que, ainda durante as filmagens, Pitt começou a defender a ideia de Berger assumir Guerra Mundial Z 2, argumentando que o cineasta seria a escolha perfeita para o tom da sequência.
Ao fim das gravações de The Riders, Berger já estava convencido a embarcar no projeto, e nas últimas semanas o estúdio conseguiu fechar contrato formal com os dois talentos. A escolha reforça a reputação recente de Berger como um dos diretores mais cotados de Hollywood, consolidada após o sucesso crítico de Sem Novidade no Front, vencedor de quatro Oscars, e de Cônclave, que rendeu ao cineasta elogios por sua capacidade de equilibrar tensão dramática com produções de grande escala.
Uma fase de intensa parceria entre Pitt e a Paramount
O acordo reforça um vínculo já estreito entre Pitt e o estúdio, que estreia na próxima semana o thriller de sobrevivência Heart of the Beast, reunindo o ator com David Ayer, diretor com quem já havia trabalhado em Fúria. Pitt também aparece ainda este ano no elenco de The Further Mis-Adventures of Cliff Booth, produção que o traz de volta ao papel do dublê Cliff Booth, de Era uma Vez em… Hollywood, sob direção de David Fincher e roteiro de Quentin Tarantino, com estreia simultânea nos cinemas e na Netflix.