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Crítica | 7 Desejos

Desejo esquecer desse filme.

Gabriel Danius
Gabriel Danius Redação
28 de julho de 2017 · 5 min de leitura
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Crítica | 7 Desejos

Se você tivesse sete desejos para fazer certamente iria pedir dinheiro, saúde, fama e um amor verdadeiro. Algo parecido com isso fez Clare (Joey King) ao ganhar de presente uma estranha caixa chinesa e descobrir que sempre que ela o abraça misteriosamente seus desejos são realizados. Essa é a premissa de 7 Desejos, um filme que tinha tudo para ser bom, mas falha justamente no principal que é a história. 

Havia uma certa expectativa por esse novo longa de John R. Leonetti (Annabelle) já que ele fez um trabalho regular com a boneca amaldiçoada. Ele é o principal culpado pelo fracasso de Wish Upon (nome original) ao criar uma trama sem foco e por não dar aquele ar de tensão que é tão importante em obras do gênero. Toda vez que ele podia criar algo legal e original acabava por fazer o óbvio. As mortes poderiam ser melhor elaboradas e os desejos poderiam ser mais criativos. Você sabe o que vai acontecer e mesmo assim ele não se dá ao trabalho de mudar nada, vai jogando clichês e mais clichês um atrás do outro. 

No trailer é apresentado um longa totalmente diferente do resultado final, quem vê o trailer acha que será um filmaço de terror. Na realidade acabamos por encontrar um filme vazio, apenas com mortes sendo apresentadas sem trabalhar em nada as cenas e com um roteiro perdido sem saber para onde ir. A todo momento quer pregar surpresas no telespectador, mas é tão previsível que você já sabe o que vai acontecer e qual será a consequência da cena. John Leonetti criou um produto ao estilo Premonição em que a morte vai perseguindo cada um que esteve envolvido em algum caso catastrófico. Aqui algo vai atrás das vítimas, mas não sabemos o que é, pois nada foi apresentado ou dito sobre a caixa. 

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Aqui a caixa é o elemento principal, que faz tudo acontecer. A ideia é bem bacana, uma caixa misteriosa que realiza desejos e quer algo em troca como pagamento. O problema mesmo foi a execução, pois a caixa apenas abre e fecha e pronto, mágica feita. O roteiro não ajuda, como dito ele é fraquíssimo. Tão fraco que que parece ter sido escrito por uma criança de seis anos. A roteirista Barbara Marshall podia por exemplo ter criado um demônio que poderia residir dentro da caixa e apareceria para pegar algo em troca, ia ficar parecido ao Mestre dos Desejos, mas seria melhor explicado e mais interessante que simplesmente ela se abrir e fechar. Faltou isso, o vilão aparecer. 

É difícil entender como um filme desse é produzido, mesmo com baixo orçamento. É tão ruim e fraco que faz Esquadrão Suicida ser uma obra-prima, algo difícil de se imaginar. A falha como dito acima é em querer fazer um suspense/terror teen, mas usando elementos de filmes que deram certo como o próprio Premonição e até mesmo obras clássicas do terror como o Mestre dos Desejos (esse último claramente serve de referência para Wish Upon). Difícil inovar quando se fala em desejos já que muitas produções já falaram sobre o assunto, mas poderiam ter sido mais originais ou colocado um vilão em uma forma física, coisa que não aconteceu. Em alguns momentos a caixa começa a ficar chata por fazer sempre a mesma coisa.

Pelo incrível que pareça 7 Desejos tem o seu público cativo, adolescentes e fãs de filmes de terror que consomem bastante esse tipo de produção. Não importa se são ruins ou bons, sempre atraem um público considerável aos cinemas e essa é a ideia dessa produção: lucrar. Com orçamento de 5 milhões o que vier é lucro, se conseguir 15 milhões é ótimo se conseguir mais melhor ainda. É quase certo que filmes nesse estilo consigam uma continuação até porque ele tem uma história que pode ser contada centenas de vezes e de várias maneiras. Provavelmente vão fazer aparecer algum demônio ou espírito que vive preso dentro da caixa e vai aparecer.

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Quem tem um olhar mais apurado para o gênero do terror logo repara nos defeitos dele, como as atuações exageradas de Clare e suas duas amigas. Consegue até prever em quais cenas algo vai acontecer, é um longa bastante previsível e óbvio em suas ações. A única surpresa é justamente no final que em vez de causar choque em quem assiste acaba causando na verdade um ataque de riso. Tente não dar risada em 7 Desejos e falhe miseravelmente.

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Os desejos dela (Clare) são tão comuns e bobos que ela merece tudo o que acontece com ela em seguida. Clare, por sinal, é uma personagem tão chata que você torce para que ela perca a caixa só para se dar mal (caso o dono caixa a perca a pessoa recebe um triste presente), uma personagem muito mal trabalhada, mimada e sem objetivo nenhum. Outro fato que deve irrita aos fãs dos filmes de terror é a falta de “susto” ou de uma certa tensão, algo necessário para segurar o público-alvo desse tipo de produção. Até filmes ruins como A Autópsia de Jane Doe se mostraram com um roteiro melhor trabalhado que esse. 

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A única coisa que se salva é a caixa chinesa e a ideia dos desejos. Isso se fosse bem trabalhado daria um ótimo filme de terror e na mão de gente mais competente poderia até se tornar uma nova franquia de sucesso, porquê não? Resta a dúvida se haverá uma continuação. A torcida é para que isso não aconteça, caso eles resolvam fazer um segundo filme que seja melhor, pois pior não dá para fazer.

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Escrito por Gabriel Danius.

7 Desejos (EUA – 2017)

Direção: John R. Leonetti
Roteiro: Barbara Marshall
Elenco: Joey King, Ki Hong Lee, Mitchell Slaggert, Ryan Phillippe, Alexander Nunez, Josephine Langford, Shannon Purser
Gênero: Fantasia, Terror, Thriller
Duração: 90 min

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https://www.youtube.com/watch?v=i8w9lEZTe4Q

Tags: #Filme de terror #Joey King #John R. Leonetti #Terror
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Gabriel Danius
Escrito por

Gabriel Danius

Jornalista e cinéfilo de carteirinha amo nas horas vagas ler, jogar e assistir a jogos de futebol. Amo filmes que acrescentem algo de relevante e tragam uma mensagem interessante.

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