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Crítica | A Noiva – Um atentado ao bom gosto

Fujam da Noiva

Gabriel Danius
Gabriel Danius Redação
5 de novembro de 2017 · 4 min de leitura
Crítica | A Noiva – Um atentado ao bom gosto

Na semana do dia das bruxas não poderia deixar de ter a estreia de um filme de terror. A Noiva, produção russa e lançada por aqui com dublagem em português é com certeza um dos piores filmes de terror do ano.

Em seus primeiros quinze minutos a trama envolve o telespectador por trazer elementos que geram dúvidas e mistério. De início contam uma história interessante do hábito, que as pessoas tinham antigamente de tirar fotos dos mortos com o pensamento de que a alma do morto ficasse presa na chapa.

A tal noiva que dá nome ao título aparece logo de cara sendo fotografada por seu marido e em pouco tempo é enterrada. Dentro do caixão acontece algo misterioso e ela aparentemente volta a vida. É a partir daí que o longa começa a se perder. O diretor vai montando uma história de época bacana em que a noiva era o elemento central. Então, o diretor Svyatoslav Podgayevskiy decide dar uma quebrada no suspense e leva toda a trama para os dias de hoje.

Tudo que foi apresentado até então fica em segundo plano e passa a ser negligenciado, para só depois próximo do fim voltar a ser o foco central. O diretor ao levar de uma época para outra tirou toda a atenção da situação já criada e que até ali fluía bem.

Com esse corte somos apresentados aos dois protagonistas, Nastya (Victoria Agalakova) e seu marido. Ela viaja junto com ele a ponto de visitar sua cunhada. É lá que toda a história acontece. Precisam de uma virgem para que o espírito da noiva possa então a possuir e voltar a vida.  

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Nastya é uma personagem bastante fraca e forçada, e a atuação de Victoria não ajuda em nada para que a protagonista fique melhor. Seu marido não tem muito destaque, todos os holofotes são voltados para ela. A antagonista, que é a irmã de seu marido é muito mais interessante para o filme. Ela não é assustadora, mas sim misteriosa e parece ter um segredo guardado, que vai levando a história. Se não fosse por ela a história seria um fracasso total. 

A estrutura narrativa é muito mal feita e mal trabalhada. Várias situações são jogadas sem serem discutidas ou analisadas. Por exemplo, o diretor ao abandonar a história de época (como dito acima) e ao levá-la para os dias atuais, precisava de um motivo para voltar a tratar do assunto abordado de início. A ideia foi pegar a personagem de Nastya para fazer ela voltar ao tempo. Só que não explicam como ela faz isso, nem o porquê dela ter uma relação com os tempos antigos. Simplesmente jogado sem se aprofundar no assunto. 

A noiva em si, que dá nome ao filme aparece no máximo por cinco minutos e nada faz a não ser dar gritos. O trailer foi bastante enganador ao dar a entender que o espírito dela estaria muito presente na história. 

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Svyatoslav Podgayevskiy dá destaque para Nastya, e não explica quem é a noiva, o que ela quer e nem o que planejavam fazer com Nastya. Tudo isso jogado sem cuidado nenhum, uma aglomeração de ideias mal discutidas e desenvolvidas que deixaram mais dúvidas que explicação. 

É um longa bastante óbvio em seus sustos, em nenhum momento dá medo e até mesmo o suspense é deixado de lado na tentativa de ficar jogando elementos novos. O cinema russo já teve muitas produções atraentes, mas no gênero de terror ainda não se encontrou.

A Noiva (Nevesta, Rússia, 2017)

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Direção: Svyatoslav Podgayevskiy
Roteiro: Svyatoslav Podgayevskiy
Elenco: Victoria Agalakova, Aleksandra Rebenok, Igor Khripunov, Miroslava Karpovich, Valeriya Dmitrieva, Vera Biryukova, Vyacheslav Chepurchenko
Gênero: terror, thriller
Duração: 93 min

Tags: #Victoria Agalakova
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Gabriel Danius
Escrito por

Gabriel Danius

Jornalista e cinéfilo de carteirinha amo nas horas vagas ler, jogar e assistir a jogos de futebol. Amo filmes que acrescentem algo de relevante e tragam uma mensagem interessante.

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