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Catálogo

Crítica | Em Chamas – Um Excelente Exemplar do Cinema Sul-Coreano

Em Chamas é apenas mais um exemplar de como o país está a frente em muitos quesitos nesse cenário cultural. 

Gabriel Danius
Gabriel Danius Redação
16 de novembro de 2018 · 6 min de leitura
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Pode não parecer de início, mas Em Chamas (Lee Chang-dong) não é apenas um filme de drama, é também um filme de mistério, lembrando em alguns momentos um suspense de primeira em que há um segredo central e dessa forma desenvolvendo toda a trama principal. O protagonista é Jong-su (Yoo Ah In), um rapaz simples e solitário que encontra por acaso uma antiga amiga chamada Hae-mi (Jong-seo Jeon). Logo os dois voltam a sair juntos, há um inicio de relacionamento entre os dois, e uma terceira pessoa aparece para assim compor o trio de amigos que se encontram ocasionalmente.  

O aparecimento desse terceiro elemento, até então desconhecido, muda tudo o que a trama havia proporcionado ao telespectador, e essa mudança é que deixa o longa mais fascinante ainda. A chegada de Ben (Steven Yeun, o Glenn de Walking Dead), traz de início certa harmonia para Hae-mi e Jong-su, mas na mesma proporção que Ben é apresentado como um homem de múltiplas facetas – cozinha, é rico, têm muitos amigos e faz muitas viagens – Hae-mi e Jong-su são apresentados como pessoas pobres, com problemas familiares e vivem entre o tédio do dia a dia e de prazeres momentâneos.

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Até a chegada de Ben, o diretor Lee Chang-dong (Poesia) trabalha a hipótese do longa ser apenas um drama sobre relacionamentos e em alguns momentos parece até mesmo um filme sobre amizade, o diretor perde um bom tempo desenvolvendo essa amizade, primeiro entre os dois personagens centrais e depois com o amigo recém chegado. Nesse tempo vai nos mostrando também como é a relação deles com suas famílias, além de dar um ar de mistério em relação ao personagem de Ben. Mas é aí que vem a espetacular mudança de roteiro.

Essa mudança consiste no sumiço de Hae-mi e o diretor começa a focar na busca de Jong-su em tentar descobrir o que aconteceu com sua amiga. Há várias possibilidades apontadas pelo roteiro, ou ela fez uma viagem ou algo de mais sério aconteceu com a garota. É fantástico o jeito que Lee Chang-dong trabalha essa mudança repentina, pois o suspense começa a tomar conta do filme e até passa-se a criar certos momentos de tensão, feitos para nos mostrar qual o paradeiro dela. Claro que toda essa transformação em relação a atmosfera vem da criação de um possível vilão.

Seria errado cravar quem é o assassino e até mesmo se foi assassinato, ou simplesmente Hae-mi fugiu ou sumiu por algum outro motivo. O diretor não diz com certeza quem é esse assassino, deixa uma duvida no ar se aquilo seria a imaginação do protagonista ou se era real. Lee Chang-dong  acerta em criar esse um possível vilão (se levar em conta que existe um). O vilão é muito bem construído, a começar pelo sorriso cativante que diz muito sobre o personagem, com seu carisma passa a imagem de ser um homem legal, bacana e acima de qualquer suspeita. A todo instante surge com aquele sorriso de bom amigo prestes a ajudar a quem precise. A questão a se colocar é qual o motivo de tanta alegria. Há duas possibilidades: ou seria ele uma pessoa muito feliz ou seria ele apenas um dissimulador. 

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Essa questão da duvida é que engrandece Em Chamas. Até a chegada do final havia uma possibilidade de certeza em relação a quem era o assassino, mas foram tantas dicas dizendo o contrário que fica no ar uma discussão de quem realmente cometeu tal crime. O final aberto é uma decisão fantástica tomada pelo diretor, ele fecha o ciclo dos personagens, mas não diz o que foi tudo aquilo apresentado até então, diferente, por exemplo, do filme Os Suspeitos em que há a duvida em quem cometeu o crime e o diretor resolve nos mostrar quem o cometeu de fato. Aqui não há essa decisão e ela é acertada, ajuda a deixar um clima de duvida que faz com que o telespectador esmiúce tudo que foi presenciado até o momento. 

Essa ousadia, não apenas em relação ao final, mas também em transformar uma história tão simples em algo tão elaborado e diversificado é trabalho do diretor e do ótimo roteiro, ambos assinados por Lee Chang-dong (no roteiro com participação de Haruki Murakami). A forma com a qual trabalha a narrativa pode fazer com que pareça ser um filme parado, ou até mesmo enrolativo e chato, mas nada disso é verdade. Tudo que é apresentado na trama faz algum sentido e serve para ajudar a desenvolver os personagens e a dar uma noção do que está acontecendo. Em alguns momentos utilizam de métodos que ajudam a enganar o telespectador jogando para um lado ou para o outro o real motivo do desaparecimento de Hae-mi.

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A mensagem de Em Chamas existe, mesmo não parecendo haver uma. Esta mensagem está oculta e é carregada e levada em conta com relação à vida de todos os personagens que aparecem. Há, por exemplo, a questão da solidão não apenas dos cidadãos da Coréia do Sul, mas também o isolamento em relação à Coréia do Norte, dois países com o mesmo nome, mas separados por questões políticas, há também um tom de perigo, demonstrado com uma cena em que Trump aparece falando na tv. E ainda há a vida cotidiana dos personagens, todos vivem solitários, sem se relacionar e mesmo quando se relacionam é de modo superficial. 

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O diretor trabalha belamente o conceito de  solidão. Ben é irreverente, vive encontrando com amigos e tem bastante dinheiro para alguém de sua idade, em contraponto aos dois protagonistas que são sozinhos, sem amigos e vivem sem dinheiro O melhor amigo de Jong é um bezerro e quando vai às reuniões de amigos de Ben vive na dele, sem proferir uma palavra. O sorriso de Ben contrasta bastante com o de Jong-su, pois não há do que dar risada sem motivo aparente, Jong vive no mundo dele de solidão e abandono. 

O cinema sul-coreano sabe como ninguém trabalhar narrativas, sendo em Oldboy (Park Chan-wook) ou mesmo no recente O Lamento (Hong-jin Na), histórias bem amarradas e diversificadas, sempre colocando um toque de suspense durante a trama e possivelmente com um final arrasador que muda toda a trajetória dos personagens criada até então. Dificilmente se encontra uma produção do país com problemas em relação a narrativa o que mostra como as produções sul-coreanas só crescem no cenário cinematográfico. Em Chamas é apenas mais um exemplar de como o país está a frente em muitos quesitos nesse cenário cultural. 

*Esse filme foi visto durante a 42ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

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Em Chamas (Beoning, Coréia do Sul – 2018)

Direção: Chang-dong Lee
Roteiro: Jungmi Oh, Chang-dong Lee, Haruki Murakami (livro)
Elenco: Ah-In Yoo, Steven Yeun, Jong-seo Jeon, Soo-Kyung Kim, Seung-ho Choi, Seong-kun Mun
Gênero: Drama, Mistério
Duração: 158 min

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Tags: #em chamas #filme coreano #Steven Yeun
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Gabriel Danius
Escrito por

Gabriel Danius

Jornalista e cinéfilo de carteirinha amo nas horas vagas ler, jogar e assistir a jogos de futebol. Amo filmes que acrescentem algo de relevante e tragam uma mensagem interessante.

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