Cinema

Conan O’Brien surpreende com monólogo político e piadas ácidas no Oscar

O apresentador Conan O’Brien subiu ao palco do prestigiado Dolby Theatre na noite deste domingo para comandar a 98ª edição do Oscar. Contrariando as suas próprias promessas feitas durante as entrevistas anteriores, o veterano da comédia entregou um monólogo de abertura surpreendentemente político. O discurso rápido e ácido abordou temas espinhosos que o próprio anfitrião […]

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura
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O apresentador Conan O’Brien subiu ao palco do prestigiado Dolby Theatre na noite deste domingo para comandar a 98ª edição do Oscar. Contrariando as suas próprias promessas feitas durante as entrevistas anteriores, o veterano da comédia entregou um monólogo de abertura surpreendentemente político. O discurso rápido e ácido abordou temas espinhosos que o próprio anfitrião havia garantido que evitaria para manter o clima de celebração.

Durante a sua aguardada apresentação, O’Brien disparou piadas ousadas que miraram em diversas polêmicas recentes da indústria do entretenimento e da sociedade. O comediante não poupou nem mesmo o ator Timothée Chalamet, ironizando a sua recente controvérsia envolvendo a comunidade da ópera e do balé. Ele também aproveitou a oportunidade para alfinetar executivos poderosos, como o CEO da Netflix, Ted Sarandos, por estar presente em uma sala de cinema.

As piadas mais marcantes da noite de premiação

O roteiro afiado do anfitrião incluiu menções diretas a produções aclamadas, como o filme Uma Batalha Após a Outra e o drama Hamnet. Ao citar a cena em que a esposa de Shakespeare dá à luz sozinha na floresta, ele ironizou o inacessível sistema de saúde americano. A metralhadora de piadas também atingiu o filme F1, brincando que o sucesso da obra sobre corridas justificaria uma sequência rotulada simplesmente de CAPSLOCK.

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Nem mesmo as grandes corporações e os escândalos internacionais escaparam do radar afiado do experiente apresentador durante a cerimônia de abertura. O’Brien ironizou a ausência da Amazon Studios entre os indicados deste ano, comparando-a pejorativamente com redes varejistas como Walmart e Chewy. Ele também fez uma piada pesada sobre a falta de prisões no escândalo de Jeffrey Epstein ao comentar a ausência de atores britânicos indicados nas categorias principais.

O tom de seriedade e a mensagem de otimismo

Apesar do tom irônico e das alfinetadas constantes que marcaram grande parte do seu discurso, O’Brien fez questão de encerrar com seriedade. O apresentador abordou a atual incerteza global e a tensão gerada pela guerra no Irã, lembrando que vivemos tempos caóticos e assustadores. Ele destacou que a premiação representa trinta e um países diferentes, celebrando o trabalho árduo de milhares de pessoas que falam idiomas distintos.

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O comediante de 62 anos ressaltou que a cerimônia não presta homenagem apenas aos filmes, mas também aos grandes ideais de colaboração global. Antes do evento, ele havia confessado à imprensa o seu intenso nervosismo e a sua preparação obsessiva para comandar a transmissão ao vivo. Em sua emocionante conclusão, o anfitrião celebrou a resiliência artística e defendeu que o otimismo é uma das qualidades mais raras e preciosas da atualidade.

Tags: #Oscar
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