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GameStop diz que fim dos discos de PS5 é ‘irrelevante’

Ryan Cohen, CEO da GameStop, chama o fim dos discos físicos de PlayStation de "totalmente irrelevante" para a empresa.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura

“Irrelevante”: CEO da GameStop chocou os próprios clientes ao comentar fim dos discos

Ryan Cohen, CEO da GameStop, escolheu palavras que pegaram muita gente de surpresa. Ao ser questionado sobre o impacto da decisão da Sony de encerrar a produção de discos físicos de PlayStation, ele respondeu sem qualquer hesitação: “não importa em nada”.

A resposta, dada em entrevista à Bloomberg TV, chama atenção justamente por vir do topo de uma rede varejista historicamente construída em cima da venda e revenda de jogos físicos. Segundo Cohen, hoje o software representa menos de 12% do faturamento da empresa, enquanto colecionáveis, como cartas do card game de Pokémon, já respondem por mais da metade da receita.

Uma loja de games que já não vive de games

O argumento de Cohen tem respaldo nos próprios números divulgados pela companhia. Segundo a Bloomberg, jogos físicos e digitais somados representam apenas 18% da receita total da GameStop atualmente, enquanto colecionáveis já ultrapassaram os 40% no primeiro trimestre deste ano. Quem visita uma loja física da rede hoje encontra prateleiras dominadas por Funko Pops, pelúcias e produtos licenciados, com jogos e consoles ocupando um espaço cada vez menor.

A resposta gerou reação imediata entre jogadores nas redes sociais, muitos ironizando que a própria palavra “game” segue estampada no nome da empresa, mesmo com o negócio principal migrando cada vez mais para longe dos jogos em si.

Cohen evita falar sobre GTA 6

Um momento da entrevista chamou atenção pela omissão. Ao ser perguntado especificamente sobre o potencial de vendas de GTA 6, um dos lançamentos mais aguardados da história dos games e que não deve ter versão física com disco, Cohen simplesmente desviou do assunto, dizendo preferir voltar a falar sobre o eBay.

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A menção não é aleatória: a GameStop protagonizou em maio uma oferta não solicitada de US$ 56 bilhões para comprar o próprio eBay, rejeitada pela empresa sob a justificativa de que a proposta não era nem crível nem atraente. Ainda assim, Cohen segue defendendo publicamente a ideia, chegando a projetar que uma eventual fusão entre as duas empresas poderia gerar um negócio avaliado em US$ 1 trilhão.

Um trimestre recorde em meio às polêmicas

Apesar do desconforto gerado pelas declarações, os números recentes da GameStop dão a Cohen um argumento de peso: a empresa registrou US$ 143 milhões em lucro operacional no primeiro trimestre de 2026, o melhor resultado da história da companhia, segundo o próprio executivo.

Questionado sobre críticas recorrentes da imprensa em relação à sua gestão, Cohen rebateu de forma direta, questionando por que a mídia tradicional pareceria torcer contra o sucesso da GameStop. A declaração chega pouco depois de outra polêmica: a tentativa fracassada de comprar o eBay não é a primeira aposta arriscada da era Cohen à frente da empresa, que já havia lançado e depois encerrado, após 18 meses, um marketplace próprio de NFTs em 2022.

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