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Um ano depois, Preta Gil volta às telas em documentário que ela mesma idealizou

Documentário Preta – Eu Não Ando Só, idealizado pela própria cantora, estreia na Globo um ano após sua morte.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura

Exatamente um ano após a morte de Preta Gil, a Globo estreia o documentário que a própria cantora ajudou a conceber antes de morrer. Preta – Eu Não Ando Só vai ao ar em 20 de julho, logo depois da novela Quem Ama Cuida, reunindo imagens registradas pela artista no próprio celular ao longo do tratamento contra o câncer de intestino, diagnosticado em janeiro de 2023.

A ideia de documentar a própria jornada partiu de Preta, segundo a diretora artística Monica Almeida. A cantora procurou a equipe de produção com um pedido específico: um formato mais íntimo, gravado por amigos próximos, sem o distanciamento comum de produções desse tipo. Ao longo das filmagens, o projeto foi se moldando junto com os próprios rumos do tratamento, mudando de forma conforme a trajetória da artista avançava.

A visão da diretora sobre o resultado final

Sandra Kogut, diretora do documentário, descreve o filme como um retrato de proximidade extrema com Preta, sem esconder as dores do processo, mas também sem deixar de lado a vitalidade que marcou a personalidade da cantora. Segundo Kogut, mesmo em meio à doença, tudo em Preta girava em torno da vontade de viver, e o filme tenta abraçar justamente essa dualidade: a alegria e a gargalhada convivendo lado a lado com as lágrimas e a vulnerabilidade que ela decidiu mostrar ao mundo.

A narrativa alterna cenas do tratamento com passagens marcantes da carreira e da vida pessoal da artista, reconstruindo o caminho que ela percorreu ao lado da rede de afeto que a cercava até os últimos dias.

Quem participa do documentário

Entre os depoimentos reunidos no filme estão nomes como Gilberto Gil, Carolina Dieckmann, Ivete Sangalo, Regina Casé, Gominho, Ana Carolina, Caetano Veloso, Francisco Gil, Marina Morena, Ju de Paula e Sol de Maria. Ivete Sangalo, uma das vozes mais emocionadas do grupo, destacou nos trechos já divulgados a lucidez e a soberania com que a amiga encarou a doença até o fim.

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A produção assina crédito de criação para Monica Almeida, Sandra Kogut e Alice Lutz, com roteiro de Kogut ao lado de Renato Terra. A produção executiva é de Fernanda Neves, com produção de Elaine Sá e Polly Silva, sob supervisão do Núcleo de Documentários da Globo, comandado por Pedro Bial.

Uma segunda homenagem no streaming

Na mesma data, o Globoplay estreia Meu Nome é Preta, série documental com quatro episódios que amplia o retrato construído pelo longa exibido na TV aberta. A série reconstrói a trajetória completa da artista, recorrendo a filmagens em Super 8 de sua infância, registros históricos e depoimentos inéditos, passando por marcos de sua carreira como a criação da Noite Preta e do Bloco da Preta.

Ambas as produções fazem parte do projeto Quanto Mais Preta Melhor, iniciativa da Globo dedicada a celebrar a força e a autenticidade da cantora, encerrando o primeiro ano sem ela com um retrato construído, em grande parte, pelas próprias mãos de Preta.

Tags: #Preta Gil
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