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Crítica | Resident Evil 4: Recomeço

Um recomeço divertido em 3D.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
28 de janeiro de 2017 · 3 min de leitura
Crítica | Resident Evil 4: Recomeço

Depois de duas adaptações medianas e uma mais ou menos boa, o clássico jogo da Capcom finalmente ganha um filme que consegue sair razoavelmente na fita.

O mundo está acabado depois de quatro anos da infestação do vírus-T com cada vez menos sobreviventes. Porém, ainda resta uma esperança para a população: um lugar chamado Arcadia, que promete abrigo, comida e proteção aos não infectados.

Alice e sua balaiada clônica estão em Tóquio explodindo a sede da Umbrella com sede de vingança após os experimentos em seu corpo. Após a festinha privê de Alice e Wesker, ela tenta encontrar suas amigas (Claire e K-Mart) na tão encantada Arcadia.

Por mais incrível que pareça o roteiro do quarto do filme é satisfatório apesar do argumento boboca. Consegue seguir uma linearidade boa, um ritmo adequado e foge de alguns diálogos desnecessários, apesar de ser bem sério, puxando para o humor somente no fim do filme.

Milla Jovovich faz seu papel de Alice como sempre, ou seja, sem inovar em nada, a não ser novas poses de herói que deixaria Deadpool orgulhoso. A nossa querida e polêmica Claire (Ali Larter) consegue melhorar o seu papel graças ao seu maior destaque no filme, consequência da inclusão de Chris (Wentworth Miller), falando algumas frases de efeito somente para os fãs ficarem felizes.

Algo estranho nesse longa é sua montagem que aposta em elipses muito espaçadas. Por exemplo, uma cena Alice está numa montanha com seus equipamentos em chamas e suas roupas rasgadas, logo após muda a cena e ela está com uma roupinha de Amelia Earhart e um monomotor sobrevoando o Alasca. Agora me perguntem como ela conseguiu um monomotor e a roupa de aviadora dos anos 30 no meio de um mundo infestado de zumbis tarados por carne. Eu não faço a mínima ideia e certamente nem Milla vai saber lhe responder essa.

A direção de arte do filme é muito boa, mesclando belas paisagens e a Los Angeles pós-apocalíptica com cores sombrias e cinzentas.  Os efeitos visuais do filme sofreram uma melhora visível do terceiro para este. Apenas algumas CGs ficaram bem chulas, como o machadão do açougueiro maníaco-zumbi que, às vezes, parece mais um cabo de vassoura com um papelão pintado de guache vermelho.

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O 3D é excepcional! Os efeitos não ficaram chulos como em outros filmes que foram convertidos posteriormente para o 3D. É bem legal receber uns tiros digitais e sangue zumbi nos seus óculos.

Outros detalhes dos filmes que vou apontar, são como algumas sequências de ação são parecidíssimas com umas cenas da trilogia “Matrix”.  Chega a ser tão parecido que pode até chamar de plágio, vide os clones de Alice caindo da janela atirando para o alto, exatamente igual à Trinity em “Matrix Reloaded”.

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A direção de Paul W.S. Anderson fica mesmo em destaque, graças à condução das filmagens com os efeitos 3D, realizadas com maestria.

Depois de alguns anos sem Resident Evil nas telonas, esse chega para arrebentar, é de longe o melhor dos quatro filmes existentes. Com vários zumbis tirados do quinto game da série e uma apresentação de créditos iniciais totalmente dispensável, Resident Evil 4 deixa de ser um filme de terror e torna-se um de ação desenfreada.  Vale à pena dar uma chance a versão 3D da película, vocês não irão se arrepender de gastar um pouco mais no ingresso com esse filme. É demais tentar limpar os óculos quando o sangue espirra em você, confiram.

Tags: #Capcom #Milla Jovovich #Paul W. S. Anderson #Resident Evil
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Matheus Fragata
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Matheus Fragata

Editor-geral do Bastidores, formado em Cinema. Apaixonado por histórias que transformam. Contato: matheus@nosbastidores.com.br

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