Cinema

Diretor de Resident Evil quer fazer filme do Batman sobre capanga do Coringa

Zach Cregger, de A Hora do Mal, diz que Henchman mostraria Gotham pelos olhos de um anônimo, mas nega conversa com James Gunn.

Matheus Fragata
Matheus Fragata 3 min de leitura

Gotham já foi vista pelos olhos de órfãos bilionários, palhaços assassinos e detetives cansados. Zach Cregger quer mostrar a cidade por outro ângulo: o de um farmacêutico qualquer. O diretor de A Hora do Mal e do novo Resident Evil voltou a dizer que ainda sonha tirar do papel um roteiro ambientado no universo do Batman, centrado num homem comum que acaba virando capanga do Coringa.

O projeto se chama Henchman, termo em inglês para os capangas que costumam apanhar do Cavaleiro das Trevas sem sequer ganhar nome.

Um anônimo no meio da guerra

Cregger já tinha descrito a premissa. O protagonista vive em Gotham, trabalha numa farmácia e é arrastado sem querer para a disputa de poder entre Batman e Coringa. Aos poucos, descobre que se tornou peça importante de algo muito maior que ele. O cineasta admite que é um filme estranho.

Em nova entrevista, ele explicou por que a ideia o fascina tanto. Cregger diz preferir histórias pequenas, íntimas e relativamente simples, que comparou a uma formiga empurrando um grão de areia. Quer um problema que o público consiga entender por completo, longe das grandes engrenagens de política e mitologia dos quadrinhos.

Para ele, o mundo já viu histórias demais do Batman. O que interessa é o ponto de vista de alguém que só observa, à beira de tudo. O próprio diretor confessa não ser o maior fã do herói, mas diz ter se apegado ao personagem e ao que acontece com ele.

A fórmula de Resident Evil

A ideia conversa diretamente com o que Cregger fez em Resident Evil, que estreou no Brasil em 17 de setembro. Em vez de recontar a saga de Leon e Claire, o filme acompanha Bryan, vivido por Austin Abrams, um entregador de material médico preso numa noite infernal em Raccoon City. A trama corre às margens dos eventos de Resident Evil 2.

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O olhar do sujeito comum diante do caos também atravessa Noites Brutais e A Hora do Mal, os dois terrores que transformaram Cregger num dos nomes mais disputados de Hollywood. Em ambos, pessoas normais tropeçam em algo monstruoso.

Calma, não é Coringa e Arlequina

Cregger, porém, tenta conter a empolgação dos fãs. Ele já disse que a história ganhou proporções exageradas na internet. Segundo o diretor, não se trata de um roteiro de Coringa e Arlequina, e ele nem conversou com James Gunn sobre o projeto.

O detalhe pesa. Gunn comanda a DC Studios ao lado de Peter Safran e decide o que entra no novo universo cinematográfico da editora. Por enquanto, Henchman segue como um desejo do cineasta, sem estúdio, elenco ou data.

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