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Embracer se divide em duas empresas: Fellowship Entertainment vai gerir Tomb Raider e O Senhor dos Anéis

Embracer anuncia cisão em duas empresas públicas em 2027. Fellowship Entertainment assume Tomb Raider, O Senhor dos Anéis e outras IPs.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura
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A Embracer Group anunciou nesta quarta-feira (20) sua intenção de se dividir em duas empresas públicas separadas. A nova entidade, batizada de Fellowship Entertainment, será listada na Nasdaq Stockholm em 2027 e vai assumir a gestão de franquias como Tomb Raider, O Senhor dos Anéis, Dead Island, Kingdom Come: Deliverance, Metro e Darksiders. A Embracer original continua existindo como uma empresa distinta, com seu próprio portfólio e estratégia.

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A Fellowship nasce como uma empresa centrada em IPs, com foco em desenvolvimento, publicação e licenciamento de jogos sob um plano de negócios unificado. Segundo a Embracer, a receita ilustrativa da nova empresa alcançou 4,393 bilhões de coroas suecas no ano fiscal 2025/26, com um quadro de 2.169 funcionários em março de 2026.

Quem fica com o quê

Os estúdios que passam para a Fellowship Entertainment incluem 4A Games, Crystal Dynamics, Dambuster Studios, Dark Horse Media, Eidos-Montréal, Fishlabs, Flying Wild Hog Studios, Gunfire Games, Middle-earth Enterprises, Redoctane Games e Warhorse Studios.

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A Embracer original retém THQ Nordic e seus 35 estúdios e subsidiárias, além de Aspyr, Beamdog, CrazyLabs, Limited Run Games, Milestone, Tripwire e Vertigo Games. Os IPs que ficam com a Embracer incluem Destroy All Humans!, Gothic, Killing Floor, Kingdom of Amalur, Wreckfest e licenças como Hot Wheels Unleashed e SpongeBob SquarePants.

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Liderança em transição

O atual CEO da Embracer, Phil Rogers, e o COO Lee Guinchard migram para liderar a Fellowship Entertainment, junto com a CFO Müge Bouillon. A Embracer iniciou processo de recrutamento para novos CEO e CFO.

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Lars Wingefors, presidente do conselho da Embracer, justificou a decisão em carta aos acionistas: “Acredito que os ativos mantidos pela Fellowship Entertainment estão entre os mais subvalorizados da indústria. É meu dever como maior acionista mudar isso e criar uma estrutura para realizar seu pleno potencial.”

Um reconhecimento tardio dos erros do passado

Wingefors também reconheceu a controversa onda de aquisições que marcou a empresa nos anos anteriores e resultou em milhares de demissões e fechamentos de estúdios a partir de 2023. “Mesmo que, para alguns, tenhamos nos tornado associados a demissões na indústria, a realidade é que trabalhamos arduamente para reter o maior número possível de pessoas durante um período muito difícil”, disse ele, acrescentando que a empresa optou por dar a estúdios e IPs a chance de se provar em vez de fazer cortes no estilo corporativo americano.

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A divisão permitirá que a Embracer original retome sua estratégia de fusões e aquisições com mais agilidade, enquanto a Fellowship se concentra em extrair o máximo de seu portfólio criativo. Ambas as empresas serão listadas na Nasdaq Stockholm após aprovação dos acionistas em assembleia geral.

Tags: #Embracer
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