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Estudo geológico confirma terremoto na época da crucificação de Jesus ressurge e gera debate

Uma pesquisa geológica que encontrou indícios de um terremoto no Mar Morto durante o governo de Pôncio Pilatos

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura
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Um estudo de mais de uma década atrás voltou a circular na internet e reacendeu debates acalorados. A pesquisa afirma ter encontrado evidências geológicas do terremoto descrito na Bíblia, que teria ocorrido logo após a crucificação de Jesus Cristo.

O Evangelho de Mateus relata que “a terra tremeu” no momento em que Jesus deu seu último suspiro na cruz. Em 2012, pesquisadores publicaram dados do solo que poderiam, em tese, apoiar a veracidade desse evento relatado no texto sagrado.

Uma equipe de geólogos examinou camadas de sedimentos perto do Mar Morto, a cerca de 40 quilômetros de onde se acredita ter ocorrido a crucificação. A análise revelou sinais de pelo menos dois terremotos significativos que afetaram a região na antiguidade.

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As perturbações no solo apontaram para um grande tremor ocorrido por volta do ano 31 a.C. Além disso, os cientistas encontraram marcas evidentes de um evento sísmico menor que teria acontecido em algum momento entre os anos 26 e 36 d.C.

A conexão histórica e a repercussão online

Essa janela de tempo coincide perfeitamente com os anos em que Pôncio Pilatos serviu como procurador romano da Judeia. Segundo os textos bíblicos e registros históricos, foi ele o oficial responsável por presidir o julgamento e condenar Jesus à morte.

O artigo geológico voltou a viralizar no X (antigo Twitter), sendo aclamado por muitos internautas como a prova definitiva da crucificação. Uma das publicações, que atingiu milhares de visualizações, declarou que a ciência estava confirmando o relato bíblico mais uma vez.

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Por outro lado, diversos usuários expressaram forte ceticismo sobre a datação exata e a ligação casual com o evento religioso. Os críticos argumentaram nos comentários que uma janela de dez anos não é uma evidência conclusiva para atestar a história.

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Apesar de alguns chamarem o estudo de falso, cientistas possuem métodos modernos e precisos para datar eventos milenares. Testes de radiocarbono e estudos de camadas perturbadas são algumas das técnicas validadas para ler o passado geológico da Terra.

A instabilidade geológica do Mar Morto

O Mar Morto está localizado exatamente sobre uma grande falha geológica onde as placas tectônicas Arábica e do Sinai se encontram e deslizam. Por causa dessa movimentação natural e constante, toda a área é historicamente muito propensa a atividades sísmicas.

Ao estudar os sedimentos na região de Ein Gedi, a equipe conseguiu analisar as mudanças do terreno ano a ano. Ao contar as camadas de depósitos, chamadas de “varves”, os pesquisadores identificaram as deformações incomuns que apontavam para os terremotos.

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Os cientistas concluíram que existem três possibilidades lógicas para a marca deixada no solo entre os anos 26 e 36 d.C. O tremor bíblico realmente aconteceu como descrito, um sismo regional coincidente foi incorporado ao relato, ou foi apenas um evento natural não documentado na época.

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