Final de Godzilla Minus Zero explicado: quem morre e o que acontece com o Rei Ghidorah
Entenda a batalha em Ginza, a morte de Noda e o destino de Noriko no final de Godzilla Minus Zero.
Atenção: este texto contém spoilers do final de Godzilla Minus Zero.
O terceiro ato de Godzilla Minus Zero é tão barulhento quanto prometeram os relatos de quem viu o filme nas salas IMAX. Entre explosões, raios atômicos e duas criaturas colossais se enfrentando no centro de Tóquio, é fácil perder detalhes importantes. A seguir, explicamos o que acontece no desfecho da sequência dirigida por Takashi Yamazaki, que estreou ontem nos cinemas brasileiros.
Uma armadilha em Ginza
O plano final é colocar os dois monstros frente a frente no bairro de Ginza. O Rei Ghidorah é atraído com geradores, já que a criatura se alimenta de eletricidade. Para chamar o Godzilla, o biólogo Kanji Murakami cria uma máquina de ondas de ressonância que funciona com Noriko Shikishima conectada a ela.
Noriko é a peça-chave porque carrega DNA do Godzilla desde o ataque que sofreu no filme anterior. A frequência emitida a partir dela atrai o kaiju até o local do confronto.
O primeiro round termina mal para o protagonista. Ghidorah domina o Godzilla e deixa o monstro gravemente ferido. Enquanto isso, a equipe tenta prender o dragão de três cabeças e congelá-lo com nitrogênio líquido, mas a destruição ameaça a armadilha.
O preço da vitória
É aí que o filme cobra sua perda mais dolorosa. Kenji Noda, vivido por Hidetaka Yoshioka, vai pessoalmente consertar as linhas de combustível e fica preso no carro após um ataque de Ghidorah. Koichi Shikishima dispara um míssil do avião contra o monstro e, sem querer, acaba matando Noda na explosão.
A meteorologista Makoto Aoyama decide proteger Koichi da culpa e mente, dizendo que foi o próprio Ghidorah quem matou Noda. Ele é a única morte de um personagem principal, apesar das incontáveis vítimas civis.
Com a máquina de ressonância, a equipe consegue despertar o Godzilla novamente. No segundo confronto, o kaiju se recupera e usa o raio atômico para destruir o Rei Ghidorah de vez.
A máquina que ninguém pode ter
A vitória não encerra os problemas. Tropas americanas chegam ao local e começam a atacar o Godzilla, mas logo recebem ordem para recuar. A mensagem implícita é clara: os Estados Unidos querem a máquina de ressonância para atrair o monstro e usá-lo como arma.
Koichi chega a apontar uma arma para Murakami, imaginando que o cientista vai entregar tudo aos militares. A surpresa é que Murakami está do lado deles. Juntos, os três destroem o avião, a máquina e toda a pesquisa do biólogo, que já tinha preparado uma armadilha para apagar seu próprio trabalho.
A decisão tem um sentido maior no filme. Sem a máquina, ninguém mais pode controlar o Godzilla nem usar o DNA de Noriko, interrompendo o ciclo de guerra que atravessa a história. O kaiju volta livre para o oceano, enquanto Murakami acaba capturado pelos militares americanos.
E o ataque a Nova York?
Quem viu os trailers pode estranhar: a cena do Godzilla destruindo Nova York, com direito à Estátua da Liberdade, não acontece de verdade. Trata-se de um sonho de Murakami, que perdeu a família no bombardeio atômico de Hiroshima e alimenta um desejo secreto de vingança contra os Estados Unidos.
Murakami chega a planejar soltar o monstro sobre a cidade americana, mas é convencido por Noda a desistir. A sequência funciona como um dos momentos mais carregados de significado do filme, ligando o kaiju diretamente ao trauma da bomba.
Uma família em fuga
No fim, Koichi e Noriko sabem que vão passar a vida fugindo, por causa do DNA dela e do papel dele na destruição da máquina. O casal chega a cogitar deixar a filha, Akiko, para trás, para protegê-la. Diante do desespero da menina, eles desistem, e o filme termina com os três partindo juntos de moto.
Vem um terceiro filme?
O desfecho deixa várias pontas soltas: a família foragida, o Godzilla solto no oceano e Murakami nas mãos dos americanos. A Toho, porém, ainda não confirmou uma continuação. Yamazaki já disse que provavelmente aceitaria dirigir um novo capítulo se fosse convidado, mas também que ficaria satisfeito se este fosse seu último trabalho com o personagem.
Editor-geral do Bastidores, formado em Cinema.
Apaixonado por histórias que transformam.
Contato: matheus@nosbastidores.com.br
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