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Final Fantasy VII Remake em três jogos foi um risco, diz diretor

Naoki Hamaguchi explica por que transformar Final Fantasy VII Remake em trilogia foi uma aposta arriscada.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura

Quando a Square Enix anunciou que o remake de Final Fantasy VII seria dividido em três jogos completos, boa parte dos fãs recebeu a notícia com desconfiança, enxergando a decisão como uma forma de espremer ao máximo a franquia mais popular da empresa. Anos depois, com Final Fantasy VII Remake e Final Fantasy VII Rebirth entregues e Final Fantasy VII Revelation se aproximando do lançamento, o diretor da trilogia, Naoki Hamaguchi, decidiu esclarecer que a divisão nunca teve motivação comercial.

Em entrevista ao site Final Weapon, Hamaguchi afirmou que a escala do projeto exigiu o formato de trilogia por razões puramente criativas, mas reconheceu que, do ponto de vista financeiro, a aposta foi arriscada desde o início. “Se o primeiro título tivesse vendido muito mal e recebido críticas ruins, o que você faz com o resto dos jogos?”, questionou o diretor, resumindo o dilema que a Square Enix enfrentou ao aprovar o projeto ainda em 2015.

Um risco que a Square Enix já sentiu na pele

A preocupação levantada por Hamaguchi não é hipotética. Final Fantasy VII Rebirth, lançado em 2024 como exclusivo temporário de PS5, teve desempenho comercial abaixo do esperado pela própria Square Enix, resultado que, somado à recepção fraca de Final Fantasy XVI, levou a empresa a rever sua estratégia de exclusividade para os próximos lançamentos principais da franquia. Final Fantasy VII Revelation, por sinal, já chega simultaneamente para PS5, Xbox Series X/S, PC e Nintendo Switch 2, em 8 de abril de 2027.

Segundo Hamaguchi, além do risco financeiro direto, manter a qualidade e a coesão de uma trilogia inteira trouxe outro desafio interno: preservar a mesma equipe ao longo de todos os três jogos. Ele descreveu essa necessidade como “mais uma dor de cabeça enorme, especialmente para quem controla os cordões” do projeto, reconhecendo que sustentar times consistentes por anos de desenvolvimento é tão complicado quanto garantir o sucesso comercial de cada entrega.

Uma escala que não deve se repetir

Para o diretor, dificilmente outro jogo vai justificar uma divisão em múltiplos títulos como aconteceu com Final Fantasy VII. Hamaguchi disse não conseguir imaginar muitos outros projetos com escala parecida, e afirmou acreditar que jamais vai testemunhar algo do mesmo tamanho se repetindo dentro da indústria. “São grandes riscos que você precisa assumir” para um projeto assim, resumiu, duvidando que muitos estúdios estejam dispostos a correr o mesmo risco no cenário atual.

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A declaração ganha peso justamente no momento em que os orçamentos de grandes produções continuam disparando pela indústria, com sequências como as de Marvel’s Spider-Man exigindo investimentos cada vez mais pesados mesmo sem a complexidade extra de sustentar uma trilogia inteira ao longo de quase uma década de desenvolvimento, como fez a equipe por trás do remake de Final Fantasy VII.

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