Gears of War: E-Day teria custado mais de US$ 500 milhões e vendido só 230 mil cópias na estreia
Gears of War: E-Day superaria até Marvel’s Spider-Man 2 em orçamento, mas faturou cerca de US$ 37 milhões na primeira semana.
A crítica aplaudiu, os fãs comemoraram a volta de Marcus Fenix e Dom Santiago, e o Metacritic cravou uma das maiores médias da série desde a trilogia original. Faltou só a conta fechar. Segundo relatos da imprensa americana, Gears of War: E-Day ultrapassou US$ 500 milhões em custos de desenvolvimento, sem contar o marketing. E as primeiras estimativas de vendas ficam muito longe de cobrir o investimento.
A Microsoft não comenta orçamentos de seus jogos.
Mais caro que o Homem-Aranha
O valor coloca o prelúdio entre os jogos mais caros da geração. Ele supera com folga os orçamentos atribuídos a outros grandes exclusivos, como Marvel’s Spider-Man 2, da Insomniac, cujo custo de cerca de US$ 300 milhões veio à tona num vazamento de dados da Sony em 2023.
Para chegar perto do ponto de equilíbrio, E-Day precisaria vender vários milhões de cópias. Fontes ouvidas na reportagem avaliam que nem um lançamento em várias plataformas resolveria o problema.
230 mil cópias na primeira semana
Os números iniciais não animam. Segundo estimativas da empresa de análise Alinea Analytics, o jogo vendeu cerca de 230 mil unidades na primeira semana, com receita aproximada de US$ 37 milhões.
Boa parte desse valor teria vindo de assinantes do Game Pass. Como o jogo entrou no serviço no dia do lançamento, em 6 de outubro, muitos jogadores pagaram apenas US$ 30 pela atualização para a Edição Premium, que liberava o acesso antecipado a partir de 1º de outubro. O restante simplesmente jogou pela assinatura.
Exclusividade como estratégia
A conta, segundo as fontes, não é só de vendas. E-Day chegou a ser esperado também no PlayStation 5, mas, meses antes do lançamento, a Microsoft anunciou o jogo como exclusivo de Xbox Series X|S e PC.
A aposta é que o título ajude a reativar o ecossistema Xbox, trazendo jogadores de volta ao console e ao Game Pass, principalmente em mercados considerados estratégicos. Um movimento coerente com a nova gestão de Asha Sharma, que prometeu voltar a investir em exclusivos.
O desafio é que o hardware da marca vive seu pior momento. Em setembro, as vendas de consoles Xbox nos Estados Unidos atingiram o nível mais baixo já registrado para o mês.
Editor-geral do Bastidores, formado em Cinema.
Apaixonado por histórias que transformam.
Contato: matheus@nosbastidores.com.br
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