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Giovanna Ewbank rebate ataque de ódio aos filhos e avisa seguidor: ‘Vai precisar de advogado’

Após postar foto de Ano Novo com a família, Giovanna Ewbank reage a ataque que citava "síndrome de branco salvador" e perversões.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura
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A apresentadora e atriz Giovanna Ewbank, de 39 anos, utilizou sua plataforma no X (antigo Twitter) nesta semana para confrontar diretamente um usuário que proferiu ataques à sua família. O episódio ocorreu após a publicação de uma imagem celebrando a chegada de 2026, onde Giovanna aparece ao lado do marido, o ator Bruno Gagliasso, e de seus três filhos: Chissomo (Títi), de 12 anos, Bless, de 11, e Zyan, de 5. O que deveria ser uma mensagem de “saúde, amor, paz e alegria” tornou-se palco para um embate judicial iminente.

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Ao se deparar com um comentário que misturava ofensas pessoais com termos sociológicos utilizados de forma pejorativa, a comunicadora não ignorou a situação. Em uma resposta curta e incisiva, que rapidamente viralizou entre seus seguidores, Ewbank sinalizou que levará o caso para as esferas legais. “Boa sorte. Você vai precisar. De um advogado também”, escreveu ela, deixando clara a intenção de judicializar a ofensa.

O teor do ataque e o uso de termos sociológicos

O comentário que desencadeou a resposta de Giovanna Ewbank extrapolou a crítica comum, adentrando no terreno da injúria e do discurso de ódio. O usuário, cuja identidade foi preservada nas reproduções da discussão, atacou a estrutura familiar do casal Gagliasso-Ewbank utilizando conceitos distorcidos.

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A mensagem classificava o casal como o “extrato do branco moderno”, acusando-os de sofrer de “White Guilt” (Culpa Branca) — um termo sociológico que descreve o remorso que pessoas brancas podem sentir pelos privilégios históricos decorrentes do racismo. Além disso, o internauta afirmou que o casal possui “auto ódio” e uma “síndrome de branco salvador”, sugerindo que a defesa de minorias e a adoção de seus filhos seriam apenas uma forma de humilhação autoimposta ou performance social. O ataque culminou com acusações graves e infundadas sobre “fetiche por perversões sexuais”.

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Histórico de tolerância zero com o racismo

Para quem acompanha a trajetória de Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank nos últimos anos, a reação firme não é surpresa. O casal estabeleceu, ao longo da última década, uma política de tolerância zero contra racismo e ataques virtuais direcionados aos seus filhos. Como figuras públicas, eles se tornaram vozes ativas na luta antirracista no Brasil, frequentemente utilizando sua visibilidade para cobrar punições mais severas para crimes de ódio na internet.

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Este novo episódio remete a casos anteriores de grande repercussão. O mais notório ocorreu em um clube de praia em Portugal, quando Giovanna defendeu fisicamente e verbalmente seus filhos de ataques racistas proferidos por uma mulher no local. Além disso, o casal já moveu e venceu processos contra “socialites” e influenciadores que atacaram a aparência e a dignidade de Títi e Bless no passado. A postura de acionar advogados imediatamente reforça a mensagem de que a internet não é uma terra sem lei.

As implicações legais do comentário

Especialistas em direito digital apontam que o comentário dirigido à família pode ser enquadrado em diversos crimes previstos no Código Penal Brasileiro. As acusações de “perversões sexuais” podem configurar difamação ou injúria, enquanto o contexto do ataque aos filhos e à motivação da adoção pode ser interpretado sob a luz das leis de racismo e injúria racial, que tiveram suas penas endurecidas nos últimos anos.

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Ao avisar que o usuário “precisará de um advogado”, Giovanna Ewbank sinaliza que já possui a materialidade do crime (os prints e os dados do perfil). Mesmo que o comentário seja apagado ou o perfil desativado, a justiça brasileira possui mecanismos para quebrar o sigilo de dados junto às plataformas (neste caso, o X) para identificar o autor das ofensas. O caso serve como mais um alerta sobre a responsabilidade civil e criminal de comentários feitos em redes sociais.

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