God of War Laufey vai explorar panteões de deuses inéditos na saga
Faye enfrenta deuses de mitologias inéditas na franquia. Exclusivo PS5 com lançamento previsto para 2027 por insiders.
A franquia mais ambiciosa mitologicamente que já existiu
God of War começou destruindo o Olimpo. Depois atravessou os Nove Reinos nórdicos. Agora vai para além de qualquer mitologia específica, construindo um espaço chamado Everywhen, descrito pela Santa Monica Studio como o local de origem e destino final de toda a magia, acima do pós-vida que os jogadores já conhecem. É ali que God of War Laufey acontece, e a escolha do cenário torna esse o projeto mais mitologicamente ambicioso da franquia.
O jogo foi revelado durante o State of Play da PlayStation em 2 de junho, com mais de 20 minutos de gameplay. A Sony não divulgou data de lançamento, apenas “em breve para PS5”, mas o jornalista Jason Schreier confirmou que o jogo não está a anos de distância. Insiders apontam para o primeiro semestre de 2027 como janela mais provável, e o título é exclusivo de PS5 sem previsão de versão para PC.
Quem é Faye e por que isso importa
Faye pairou sobre God of War (2018) como personagem central sem aparecer uma única vez em jogo: ela havia morrido antes do início da narrativa, e a missão de Kratos e Atreus era cumprir seu último desejo. O que os jogadores foram descobrindo ao longo do jogo era que ela era na verdade uma Jötunn, uma gigante de gelo que havia escondido sua natureza por décadas. Em Laufey, ela acorda inesperadamente no Everywhen depois de seu funeral e descobre que os planos que criou para proteger sua família estão em risco. É interpretada por Deborah Ann Woll, conhecida de Demolidor.
O combate foi redesenhado para ser mais próximo do estilo hack-and-slash dos primeiros jogos da franquia, mais rápido e agressivo do que a abordagem de Ragnarök.
Os antagonistas confirmados
Os dois principais antagonistas revelados até agora vêm de tradições mitológicas que jogos de ação mainstream raramente tocam. Sekhmet é a deusa egípcia da guerra, filha do deus sol Rá, associada a epidemias, vingança e destruição. No jogo, ela aparece como uma força calculista que captura Faye logo no início e a joga em cativeiro.
Begtse é um dharmapala tibetano, um deus colérico da mitologia tibetana e senhor da guerra. Onde Sekhmet é medida, Begtse é volátil. Juntos, eles funcionam como os regentes do Everywhen quando Faye chega, e nenhum dos dois parece satisfeito com a presença dela.
Os companheiros e os mistérios não resolvidos
Faye encontra dois aliados improváveis no Everywhen. Phranque é um cubo gelatinoso protetor, com voz de Jack Quaid, que defende tanto Faye quanto as criaturas capturadas do reino. Rue é uma fita sentiente presa à espada de Faye que aparenta saber muito mais do que revela. No momento do encontro, a espada está encravada dentro de Phranque, e ganhar a confiança dos dois é parte de como Faye a reivindica como arma principal.
A teoria mais popular entre os fãs conecta Rue à Dama do Lago da mitologia arturiana, especialmente se a espada vier a ser Excalibur. Mimir, personagem já estabelecido na saga nórdica, é das Highlands escocesas, o que tornaria referências artúrias plausíveis dentro do universo do jogo.
A sombra dos deuses gregos
Nenhum deus grego foi confirmado até agora, mas o Everywhen torna a ausência deles cada vez mais difícil de justificar narrativamente. Ares, Zeus, Atena, Poseidon: todos têm reivindicação teórica sobre aquele realm, e a linha do tempo do jogo aparentemente coloca Faye operando depois da destruição que Kratos causou na Grécia. Atena, em particular, passou God of War III argumentando que Kratos lhe devia algo, e se ela estiver esperando no Everywhen desde então, Faye carrega exatamente o tipo de informação que Atena quereria.