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Jameela Jamil alega ‘armação’ após vazamento de mensagens ofensivas contra Blake Lively

Jameela Jamil reage ao vazamento de conversas onde chama Blake Lively de "mulher-bomba". Atriz alega contexto distorcido.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura
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A batalha judicial que envolve os bastidores do filme “É Assim Que Acaba” (It Ends With Us) fez uma nova vítima colateral nesta semana. Documentos deslacrados pela justiça americana expuseram trocas de mensagens privadas de agosto de 2024, nas quais a atriz e ativista Jameela Jamil tece críticas ferrenhas à postura de Blake Lively. O vazamento ocorre meses antes do julgamento previsto para maio de 2026, reacendendo a discussão sobre a “guerra fria” de Hollywood.

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Nas conversas reveladas com a publicista Jennifer Abel, Jamil não economizou adjetivos para descrever o comportamento de Lively durante a desastrosa turnê de imprensa do filme. A britânica classificou a estrela como uma “mulher-bomba” (suicide bomber) e uma “vilã bizarra”. A terminologia forte, agora pública, forçou Jamil a se pronunciar, alegando que o vazamento seletivo de conversas de 18 meses atrás tem o objetivo claro de prejudicar sua imagem de defensora das mulheres.

O contexto do termo “Mulher-Bomba”

Em sua defesa, publicada via TikTok, Jamil contextualizou que o termo “mulher-bomba” não era uma ameaça literal, mas uma análise de imagem corporativa. Na época, Blake Lively enfrentava uma crise de relações públicas por promover sua marca de produtos capilares e responder de forma leve e “floral” a perguntas sobre um filme focado em violência doméstica.

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Para Jamil, que é sobrevivente de abuso, a atitude de Lively soava como um suicídio profissional. Ela explicou que estava “desabafando com uma amiga” sobre como as entrevistas da protagonista pareciam frias, sarcásticas e ofensivas para vítimas reais de violência. A atriz argumenta que existe uma diferença crucial entre o ativismo público e a frustração privada, e que seus comentários foram uma reação visceral à “violência específica” de ver uma narrativa séria ser diluída por marketing fútil.

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Privacidade violada e o julgamento de 2026

O ponto central da defesa de Jamil é a cronologia. As mensagens datam de agosto de 2024, quatro meses antes de Blake Lively processar o diretor Justin Baldoni por assédio sexual e manipulação social, em dezembro daquele ano. Jamil afirma categoricamente que desconhecia as alegações legais na época e que seu nome foi mantido sem tarjas nos documentos propositalmente para criar caos midiático.

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A atriz britânica expressou indignação com o que chama de tentativa “sinistra” de invalidar sua trajetória feminista usando fofocas privadas antigas. Ela ressaltou que, quando uma amiga é maltratada por figuras poderosas — referindo-se indiretamente ao isolamento sofrido por Baldoni em Hollywood —, sua lealdade é inabalável e, no privado, ela defende os seus “com unhas e dentes”.

Exaustão com o drama de Hollywood

Apesar de ter sido arrastada para o centro do furacão, Jamil tentou encerrar o assunto com um apelo por perspectiva. Demonstrando impaciência com a obsessão da mídia pelo caso “É Assim Que Acaba”, ela declarou que sua preocupação real está em crises humanitárias globais, como as guerras na Palestina, Sudão e Congo, e não em brigas de celebridades milionárias.

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Ainda assim, o episódio serve como um “aperitivo” amargo para o que está por vir. Com o julgamento entre Lively e Baldoni marcado para 18 de maio, o público pode esperar que mais segredos de bastidores venham à tona, provando que o drama fora das telas superou, em muito, a ficção adaptada da obra de Colleen Hoover.

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