Games

Jogos que passam de 300 GB tornam SSD peça central para o gamer

Kingston explica por que SSDs e memórias de alta performance se tornaram essenciais com o crescimento do consumo digital de games no Brasil.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura

O tamanho dos jogos modernos deixou de ser um detalhe técnico para se tornar um problema real de espaço na vida do gamer brasileiro. Títulos como Call of Duty: Black Ops 6 já chegam a exigir cerca de 300 GB de armazenamento, número que sozinho ocupa boa parte da capacidade útil de um console como o Xbox Series X, cujo SSD interno de 1 TB entrega bem menos espaço livre na prática. Diante desse cenário, a fabricante Kingston aponta o armazenamento como peça central, e não mais coadjuvante, do ecossistema de games.

Segundo a mais recente Pesquisa Game Brasil, apenas 30% dos gamers brasileiros ainda preferem o jogo físico, consolidando o consumo digital como modelo dominante no país havia anos, puxado especialmente pela comunidade de PC Gaming, que consome títulos majoritariamente via download há mais de uma década. O mesmo levantamento mostrou outro dado revelador do momento atual: 34,5% dos jogadores brasileiros afirmam se preocupar, ao menos parcialmente, com a possibilidade de perder acesso no futuro a jogos digitais já comprados, reflexo direto da migração acelerada para bibliotecas armazenadas na nuvem ou no próprio equipamento.

Upgrade de SSD virou sobrevivência, não luxo

Para Iuri Santos, gerente de tecnologia da Kingston no Brasil, o papel do hardware local mudou de forma definitiva com essa transição. Segundo ele, o gamer brasileiro de hoje precisa expandir a capacidade da própria máquina com SSDs NVMe velozes só para conseguir abrigar a biblioteca digital que já acumulou, sob risco de enfrentar telas de carregamento cada vez mais longas.

Mesmo entre quem já experimenta serviços de jogo em nuvem, ainda incipientes no país por conta de desafios de conectividade, o hardware local segue sendo determinante. Segundo Santos, a decodificação rápida do fluxo de vídeo recebido do servidor remoto e a estabilidade do próprio sistema operacional dependem de memória RAM e armazenamento operando com latência mínima, sob risco de travamentos perceptíveis durante a partida.

Nos bastidores da nuvem, o hardware não desaparece, só muda de endereço

Do lado da infraestrutura, o desafio segue outra lógica. Segundo Santos, um erro comum é atribuir os atrasos de resposta em jogos na nuvem apenas à qualidade da conexão do usuário, quando na prática o gargalo costuma estar do outro lado da rede. “O jogo continua rodando em uma máquina física, só que dentro de um datacenter remoto”, explica o executivo, reforçando que, sem memórias RAM de alta velocidade e SSDs corporativos de altíssimo desempenho nos servidores, a latência compromete diretamente a jogabilidade entregue ao jogador final.

Publicidade

A Kingston afirma atuar nas duas pontas dessa cadeia: fornecendo SSDs corporativos e memórias de nível de servidor capazes de sustentar milhares de instâncias de jogos rodando simultaneamente em datacenters, ao mesmo tempo em que oferece componentes de alta performance voltados ao consumidor final que monta ou atualiza a própria máquina em casa.

Compartilhar: Twitter Facebook WhatsApp