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John Lithgow faz história no Tony Awards aos 80 anos com vitória por Giant

John Lithgow venceu o Tony por Giant e quebrou recordes históricos aos 80 anos.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
4 min de leitura
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John Lithgow fez história no Tony Awards 2026. Aos 80 anos, o ator venceu o prêmio de melhor ator em peça por Giant e se tornou o homem mais velho a ganhar um Tony competitivo de atuação.

A vitória também marcou outro recorde impressionante. Lithgow abriu o maior intervalo entre vitórias competitivas de atuação na história da premiação: 53 anos entre seu primeiro Tony, conquistado em 1973 por The Changing Room, e o prêmio recebido agora por Giant.

John Lithgow vence Tony por Giant e quebra recorde

Aos 80 anos, John Lithgow superou uma marca que pertencia a Roy Dotrice, vencedor do Tony em 2000 aos 77 anos por A Moon for the Misbegotten. A conquista coloca Lithgow em um lugar raro na história da Broadway.

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O prêmio veio por sua atuação em Giant, drama que aborda o antissemitismo de Roald Dahl. Na peça, Lithgow interpreta o escritor britânico em uma trama que revisita contradições, incômodos e debates ligados ao legado do autor.

A vitória teve peso ainda maior porque a categoria reunia nomes fortes. Lithgow venceu concorrendo contra Nathan Lane, indicado por Death of a Salesman, Mark Strong por Oedipus, Daniel Radcliffe por Every Brilliant Thing e Will Harrison por Punch.

Com isso, o ator também chegou ao terceiro Tony da carreira. Antes de Giant, ele já havia vencido por The Changing Room e por Sweet Smell of Success, musical de 2002.

Intervalo de 53 anos entre vitórias entra para a história

O recorde de idade não foi o único feito da noite. Lithgow também passou a ter o maior intervalo entre vitórias competitivas de atuação no Tony Awards.

Seu primeiro prêmio veio em 1973, logo em sua estreia na Broadway, por The Changing Room. Mais de cinco décadas depois, ele voltou ao palco da premiação para receber uma nova estatueta de atuação.

A marca supera o recorde anterior de Angela Lansbury, que havia vencido prêmios competitivos de atuação com 43 anos de distância entre eles. Lithgow ampliou esse intervalo em uma década.

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“Eu sou um ator de muita sorte. Este é meu terceiro Tony Award. O primeiro foi há 53 anos, na minha estreia na Broadway”, disse Lithgow ao receber o prêmio.

O ator também destacou a coincidência entre suas duas pontas na premiação. Segundo ele, tanto The Changing Room quanto Giant nasceram no Royal Court Theatre, em Londres, antes de chegarem à Broadway.

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Ator entra em clube raro da Broadway

Com a vitória por Giant, Lithgow passou a integrar um grupo pequeno de artistas que venceram Tony Awards em três categorias diferentes de atuação. Ele ganhou como ator coadjuvante em peça, ator principal em musical e agora como ator principal em peça.

Esse feito o coloca ao lado de Kevin Kline e Boyd Gaines, também vencedores em três categorias de atuação. Audra McDonald segue como caso ainda mais raro, com vitórias em quatro categorias diferentes.

A carreira de Lithgow sempre transitou entre teatro, cinema e televisão, mas a nova vitória reforça sua ligação profunda com os palcos. Mesmo conhecido por papéis em produções como 3rd Rock from the Sun, Dexter, The Crown e Conclave, ele construiu parte essencial de sua reputação na Broadway.

No discurso, Lithgow lembrou os muitos artistas com quem trabalhou ao longo de mais de meio século. “Tive dezenas e dezenas de momentos extáticos no palco, mas preciso dizer agora: este momento tem que ser um dos melhores”, afirmou.

Giant reforça fase prestigiada de John Lithgow

A vitória por Giant chega em um momento de forte reconhecimento para Lithgow. Aos 80 anos, o ator continua assumindo papéis exigentes e mantendo presença relevante em diferentes formatos.

A peça também coloca o intérprete diante de um material delicado. Ao abordar Roald Dahl e seu antissemitismo, Giant não trata apenas de uma figura literária famosa, mas de uma discussão sobre memória, responsabilidade pública e o peso das ideias deixadas por artistas consagrados.

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Essa combinação ajuda a explicar a força da premiação. Lithgow não venceu apenas por longevidade ou prestígio acumulado, mas por uma performance em uma obra que conversa com debates atuais.

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