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Lista | 10 Filmes que foram Alterados por conta da Reação do Público

Você imaginaria que Titanic fosse alterado significativamente após uma exibição teste muito negativa? Ou Os Bons Companheiros? Por vezes, até mesmo os poderosos diretores e produtores de Hollywood precisam aceitar que sua visão original para uma obra pode não ser a melhor para a saúde financeira do filme nas bilheterias.

Por conta dessas exibições teste que deram muito errado, diversos filmes que hoje nós amamos tiveram que ser alterados. Logo, devemos muita coisa para esses espectadores que foram certeiros em apontar as bizarrices das produções que logo descobrirá na lista abaixo.

Gravidade

A primeira exibição de Gravidade pode ter deixado muitos sabores amargos na boca de Alfonso Cuáron, prestigiado diretor que até venceu um Oscar pelo filme. O público reclamou que a obra era terrivelmente chata e sem nexo, falhando em capturar a alma da personagem e, por consequência, gerar empatia com o púiiblico.

As pessoas pediram por sequências mais intensas e interessantes. Obviamente isso rendeu o plano sequência inicial espetacular onde tudo dá incrivelmente errado para o grupo de astronautas liderados por Sandra Bullock.

Blade Runner

Esse caso em particular é bastante famoso, pois somente foi alterado anos depois de Blade Runner ter sido exibido nos cinemas e falhar estrondosamente na bilheteria. A narração over de Deckard Cain, vivido pelo eterno Harrison Ford, sempre incomodou tanto o público, o diretor Ridley Scott e até mesmo o próprio Ford.

Com as exigências do estúdio em firmar um final feliz para um filme totalmente pessimista, a narração dita com pouco entusiasmo por Ford e o uso de imagens de arquivo de outros filmes como O Iluminado não tornaram a primeira experiência de Blade Runner nada memorável.

E.T.: O Extra-terrestre

Certamente o final original de E.T. era absolutamente desalmado, pois o simpático alienígena que cativou milhões de espectadores simplesmente morria no final, sem conseguir voltar para casa.

Obviamente, um final depressivo desse foi rejeitado ferrenhamente pelo público e Spielberg considerou reformar seu terceiro ato, o tornando mais agridoce e coerente com o clima de despedida entre E.T. e Elliot no final que sempre parte nossos corações.

Titanic

O filme colossal do mestre James Cameron simplesmente era colossal demais para as primeiras plateias que reclamaram da duração gigantesca da obra que durava praticamente quatro horas em sua versão original.

Reconhecendo seus excessos e obedecendo o estúdio que tinha investido muitos milhões de dólares, Cameron se livrou de cenas desnecessárias e encurtou outras importantes.

Extermínio

Extermínio basicamente é o filme que ofereceu a maior parte do reconhecimento que Danny Boyle conquistou hoje. Sua versão sobre um apolipse zumbi muito plausível, assustou milhares de pessoas com os zumbis frenéticos e senso de desesperança completo.

Tanto que na primeira versão da obra, Boyle exagerou e conferiu um final aberto muito deprimente, matando o protagonista e deixando os dois coadjuvantes à própria sorte naquele mundo maldito. Os espectadores se sentiram traídos em acompanhar toda aquela jornada sem nenhuma recompensa. Boyle, então, mudou o final para o que temos hoje, bem mais esperançoso apesar de perigoso.

 Os Bons Companheiros

Martin Scorsese é um dos poucos diretores que tem o direito ao corte final dos filmes que dirige. Entretanto, como Os Bons Companheiros era seu filme mais caro até então, a Warner pediu com insistência que ele testasse a obra antes, e assim foi feito. As reações não foram nada animadoras, pois cerca de 40 pessoas se mandaram da sala antes dos dez primeiros minutos da obra, reclamando da violência.

Depois, os que ficaram, ainda desgostaram da duração e do terceiro ato, excessivamente lento. Para resolver isso, Scorsese teve que recorrer à montagem e realizar diversas elipses para apressar um pouco mais o final do filme, mesmo que ele tivesse a intenção do ritmo ser bem mais lento no final.

Uma Linda Mulher

Até mesmo esse clássico Richard Gere e Julia Roberts passou pela desaprovação inicial do público. O roteiro original era bem mais sombrio envolvendo uso de drogas e contando com um final nada agradável com Vivan sendo abandonada por Edward. Obviamente que a Disney não permitiu isso e decidiu que Gary Marshall filmasse finais diferentes, incluindo o final que é bem feliz.

Obviamente que o público reagiu melhor ao final feliz a la contos de fadas.

A Bruxa de Blair

Apesar de muita gente ter medo desse clássico do terror, o filme assustou bastante os realizadores que investiram oito meses de suas vidas para conseguirem montar um corte coerente para a história que queriam contar. O resultado final foi de um filme de duas horas e meia que era muito diferente da versão que conhecemos que conta apenas com oitenta minutos.

Após reclamações óbvias sobre a duração do filme e do clima nada concentrado, o produtor Kevin J. Fox ergueu as mangas e começou a trabalhar para melhorar o filme.

Um Sonho de Liberdade

O filme mais elogiado de todos os tempos segundo o IMDB também recebeu reações iniciais nada simpáticas. O final original, que não fazia parte da ideia inicial do diretor Frank Darabont, foi bastante rejeitado mostrando o protagonista Red se encontrando com Randy em uma praia, indicando que a vida dele teria conserto depois da prisão.

Bizarramente, as pessoas acharam incoerente com o tom do filme e preferiram o final mais sóbrio, aberto, que o diretor tinha planejado, deixando o destino de Red na incerteza.

O Crepúsculo dos Deuses

O maior clássico dos anos 1950 também encontrou dificuldades na época. Billy Wilder realmente conseguiu criar um clássico bastante corajoso para a época, mas simplesmente tinha apostado em um começo totalmente inesperado para o tom sombrio da fita.

No começo original, o cadáver de Joe conta sua história conversando com outros mortos no necrotério policial de Beverly Hills. Isso ocasionou em uma explosão de risadas fortíssimas pelo tom absurdo que assombraram Wilder até ele refilmar e começar o filme com a clássica cena com Joe boiando na piscina e depois trazendo sua história através de narração over.

Em alguns casos as mudanças foram drásticas e em outros, nem tanto. Mas todos concordamos que, por vezes, o público tem razão quando afirma que certas coisas simplesmente mais prejudicam um filme do que o ajudam a torná-lo memorável.

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Publicado por Matheus Fragata

Editor-geral do Bastidores, formado em Cinema seguindo o sonho de me tornar Diretor de Fotografia. Sou apaixonado por filmes desde que nasci, além de ser fã inveterado do cinema silencioso e do grande mestre Hitchcock. Acredito no cinema contemporâneo, tenho fé em remakes e reboots, aposto em David Fincher e me divirto com as bobagens hollywoodianas.

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