Ao longo de sua curta, porém expressiva, filmografia, Quentin Tarantino nos presenteou com alguns diálogos verdadeiramente lendários, que para sempre ficariam marcados em nossas memórias – certamente o suficiente para tornar a tarefa de escolher apenas cinco dos melhores algo praticamente impossível. Mas é claro que fizemos mesmo assim. Eu e Lucas Nascimento selecionamos aqueles diálogos inesquecíveis do diretor, aqueles que definiram seus filmes e sua própria carreira.

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Dito isso, confira abaixo os cinco melhores diálogos de Quentin Tarantino e nos deixe saber quais são os preferidos nos comentários abaixo!

5. O Filho do General | Os Oito Odiados

Em um dos momentos mais inspirados de Os Oito Odiados, o personagem de Samuel L. Jackson profere a grande pérola do teatro filmado de Tarantino. Ao reencontrar um velho inimigo da Guerra Civil, o confederado Sandy Smithers, Marquis Warren tenta fazer o velho perder sua paciência e tentar atacá-lo. Para isso, Warren inventa uma história maluca onde afirma ter sido o responsável por encontrar e assassinar seu filho, mas sem antes deixá-lo caminhando nu pela neve e forçá-lo a lhe pagar um boquete. A escolha de palavras do texto e a suspeita sobre a história ser ou não real é o que torna este diálogo um dos melhores e mais engraçados da carreira do cineasta.

4. A ciência da frenologia | Django Livre

Tarantino é especialista em criar tensão a partir dos diálogos. Quando os caçadores de recompensa Django e King Schultz são desmascarados pelo maléfico Calvin Candie, o fazendeiro sulista oferece uma ameaça arrepiante, e que envolve o uso de uma caveira humana para comprovar uma tese racista em relação à frenologia. O grande atrativo fica, como sempre, na escolha de palavras e no jogo inteligente de combinação de frases, com Candie repetindo o material e o modelo da mesa de jantar enquanto grita, e também pela ironia ácida do vilão.

3. Like a Virgin | Cães de Aluguel

Cães de Aluguel é um filme que praticamente não para. Mesmo nos momentos de aparente calmaria no armazém, a tensão é constante: não sabemos quem irá chegar ali, o que cada um irá fazer, se irão começar a atirar uns nos outros, ou simplesmente fugir – e no topo de tudo, ainda há a grande dúvida sobre o que aconteceu durante o roubo. O único ponto verdadeiramente “tranquilo” do filme é a sua abertura, com todos os personagens sentados em uma lanchonete jogando conversa fora. De fato, não importa que estejam falando sobre Like a Virgin, da Madonna, o fato desse ser o tópico da conversa apenas garante a acidez do roteiro de Tarantino, que em um curto prólogo, com o movimento de câmera que para sempre seria lembrado, apresenta um a um os personagens.

2. Café da Manhã | Pulp Fiction: Tempo de Violência

“Does he look like a bitch?” Não é preciso ter assistido Pulp Fiction para reconhecer essa simples pergunta. A cena do Café da Manhã é um amontoado de deliciosas falas, muitas das quais poderiam ser inclusas em melhores citações do Cinema. Partindo de uma conversa simples sobre um delicioso hambúrguer, o pilar de todo café da manhã nutritivo, mas cheia de tensão, até trocas de tiro e de “apostas duplas”, temos aqui uma das sequências mais memoráveis da filmografia do diretor, que para sempre marcaria a carreira de Samuel L. Jackson.

1. Era Uma Vez na França Ocupada pelos Nazistas | Bastardos Inglórios

Quentin Tarantino dificilmente escreverá algo melhor em sua vida. A promessa de um épico de Segunda Guerra Mundial por suas mãos já era empolgante, e os cinéfilos puderam se deliciar com a apresentação de um dos grandes vilões do cinema recente – e que, coincidentemente, – também é o melhor personagem que Tarantino já escreveu: o nazista Hans Landa. Intercalando o idioma entre francês e inglês, a sequência mostra o educado coronel investigando a presença de judeus escondidos em uma fazenda leiteira. A postura galante e delicada do coronel logo evoluem para uma presença ameaçadora e que faz jus ao apelido de Caçador de Judeus, tornando esta uma perfeita abertura para Bastardos Inglórios. Essa cena sozinha deveria ter garantido um Oscar a Tarantino naquele ano.

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