Tecnologia

Nvidia pode adiar RTX série 60 para 2028, aponta vazamento

Vazamento do insider kopite7kimi sugere que a arquitetura Rubin da Nvidia só deve chegar aos jogadores em 2028.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura

A próxima geração de placas de vídeo da Nvidia, batizada de RTX série 60, pode não chegar antes de 2028, segundo um novo vazamento do insider kopite7kimi, conhecido por seu histórico de acertos sobre os planos da fabricante. Se confirmado, o atraso representaria a maior lacuna entre gerações de GPUs para jogos em vinte anos, rompendo o ritmo de lançamentos que a companhia vinha mantendo havia mais de uma década.

Em publicação na rede social X, o vazador escreveu: “Espero que o Jensen possa ver a paixão de todos e lançar novos produtos para jogos o mais rápido possível”, antes de lamentar que “infelizmente, o GR20x é um produto de 2028”, numa referência direta à arquitetura Rubin, adiada novamente segundo suas fontes. Kopite7kimi afirmou ainda que vai “tentar minimizar atualizações até que haja notícias definitivas”, reconhecendo que rumores anteriores sobre a data já haviam se mostrado equivocados.

Um ritmo de lançamentos quebrado pela primeira vez em anos

A Nvidia nunca confirmou oficialmente uma janela de lançamento para a série RTX 60, mas o histórico recente da empresa ajuda a dimensionar o tamanho da possível quebra de padrão. As placas Ampere, da série RTX 30, chegaram em 2020, seguidas pela arquitetura Lovelace da série 40 em 2022, e pela atual geração Blackwell, lançada em janeiro de 2025, cerca de 27 meses depois de sua antecessora. Historicamente, o maior intervalo entre gerações da companhia havia ocorrido entre as séries GeForce 8000 e GeForce 400, por 2006.

Rumores anteriores já indicavam 2027 como uma possível data para a nova geração, mas os boatos mais recentes vêm empurrando essa expectativa cada vez mais para frente, um movimento que especialistas atribuem à escassez de componentes e à realocação de recursos da fabricante para outras frentes de negócio.

A prioridade da Nvidia mudou para os data centers de IA

O principal fator por trás do possível atraso está diretamente ligado ao boom da inteligência artificial. Segundo estimativas do setor, a Nvidia projeta faturar cerca de 20 bilhões de dólares apenas com a plataforma Vera Rubin, voltada a data centers, já no terceiro trimestre de 2027, um retorno financeiro muito superior ao que costuma vir das placas voltadas exclusivamente a jogadores. Diante da capacidade limitada de fabricação da TSMC e da escassez global de memória, a companhia parece estar priorizando os produtos corporativos em detrimento do mercado gamer tradicional.

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Esse cenário já vem afetando diretamente o consumidor final. A RTX 5090, atual carro-chefe da linha gamer da Nvidia, tem enfrentado escassez crescente nas lojas porque empresas de inteligência artificial passaram a comprar a placa aos paletes inteiros para uso em infraestrutura local de treinamento de modelos, competindo diretamente com jogadores comuns por um estoque que já era limitado. A crise global de memória DRAM, que elevou os preços ao longo de 2026, agrava ainda mais a situação das placas equipadas com grandes quantidades de memória GDDR7, caso justamente da RTX 5090.

Refresh Super pode preencher o vazio até a nova geração

Rumores anteriores davam conta de que novas placas RTX 50 Super poderiam chegar já em 2026, mas essa expectativa também foi empurrada para 2027, sugerindo que toda a linha do tempo da Nvidia está sendo reorganizada em bloco. Esses modelos intermediários, tradicionalmente lançados no meio de cada geração para renovar o catálogo sem exigir uma arquitetura totalmente nova, podem se tornar a principal novidade para jogadores enquanto a Rubin não chega ao mercado consumidor.

Diante desse cenário, cresce a pressão sobre concorrentes como a AMD para preencher a lacuna deixada pela Nvidia no segmento de placas de alto desempenho voltadas exclusivamente para jogos, num momento em que a demanda por hardware dedicado a data centers parece caminhar em direção oposta à disponibilidade de produtos pensados unicamente para o público gamer.

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