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O Denuvo caiu: Comunidade pirata zera a lista de jogos protegidos

A comunidade pirata anunciou que 100% dos jogos com Denuvo foram quebrados ou burlados.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura
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O eterno jogo de gato e rato entre a comunidade de pirataria e o temido sistema antipirataria Denuvo parece ter chegado ao seu clímax. Segundo relatos oficiais dos próprios grupos da cena, a partir de ontem, a lista de jogos protegidos pelo DRM que ainda não haviam sido quebrados ou burlados chegou a um redondo zero.

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A notícia não é exatamente uma surpresa para quem acompanha os bastidores dessa guerra cibernética, mas representa um marco colossal para o submundo digital.

O golpe duplo contra o DRM

A queda da muralha do Denuvo foi resultado de um ataque em duas frentes. No final de 2025, o coletivo MKDev e o prolífico DenuvOwO criaram um desvio baseado em hipervisor (conhecido como HVB). Na prática, essa ferramenta instala um driver em nível de kernel profundo no PC para interceptar e enganar as verificações de segurança do Denuvo. Embora não remova o software da máquina, cumpre o seu papel para destravar o jogo.

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Em paralelo, a cena contou com o trabalho pesado do conhecido cracker voices38. Ele foi responsável por arrancar o DRM pela raiz e quebrar definitivamente alguns títulos de peso recentes, incluindo o estrondoso sucesso Resident Evil: Requiem.

O contra-ataque que pune o jogador honesto

Como era de se esperar, a indústria não aceitou a derrota de braços cruzados. Em resposta direta a esses métodos, a Denuvo e a 2K Games decidiram implementar uma verificação online obrigatória a cada 14 dias em títulos como NBA 2K25, NBA 2K26 e Marvel’s Midnight Suns.

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Como o método HVB não consegue emular a comunicação direta com os servidores oficiais da Denuvo, essa trava exige uma conexão real com a internet de tempos em tempos. O grande problema é que isso ressuscita a “era das trevas” dos jogos para um jogador: a medida pune duramente consumidores honestos que possuem conexões instáveis de internet ou que viajam muito. Pior ainda, se os servidores da Denuvo caírem ou apresentarem instabilidade, quem pagou pelo jogo legalmente será impedido de jogar.

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O preço da “gratuidade”: a segurança do PC em risco

A atual versão do método de desvio (HVB V3) facilitou bastante a vida dos usuários. No início de 2026, usar esses arquivos piratas exigia mexer na interface UEFI da placa-mãe e desativar o Secure Boot do computador. Agora, a barreira de entrada é menor, mas ainda flerta com o perigo.

Para rodar os jogos “liberados”, o usuário precisa fazer o seguinte:

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  • Desativar o Isolamento de Núcleo (Proteção de Memória) do Windows.
  • Desligar a Imposição de Assinatura de Driver (DSE) antes de iniciar o game, podendo reativá-la depois.

Mesmo com essas “facilidades” e com a famosa repacker FitGirl endossando a segurança dos lançamentos da dupla DenuvOwO e voices38, o risco é inerente. Ao desativar recursos vitais do Windows e dar permissão de nível de kernel para arquivos criados por hackers anônimos, o jogador escancara as portas do próprio PC para vulnerabilidades de segurança significativas.

Tags: #Denuvo
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