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Organizador de festas bizarras de Diddy dá detalhes dos eventos em julgamento

Diddy é julgado em Nova York por tráfico sexual e coerção. Promotores alegam abuso em festas; rapper nega acusações.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura
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O rapper e produtor musical Sean “Diddy” Combs, de 55 anos, está sendo julgado em Nova York sob graves acusações, incluindo tráfico sexual à força, coerção e transporte de pessoas com fins de prostituição. O processo, iniciado em 5 de maio, promete revelar detalhes perturbadores sobre festas privadas organizadas por Combs, conhecidas como “freak-offs”.

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Segundo os promotores federais, essas festas consistiam em encontros repletos de drogas, sexo grupal e presença de profissionais do sexo contratados sob disfarce de “modelos”. Testemunhas afirmam que mulheres eram manipuladas e drogadas para participar de atos sexuais, criando um ambiente sistematicamente coercitivo.

“Libertinagem de parede a parede”

Uma organizadora de eventos — que trabalhou com Combs e agora coopera com a acusação — descreveu as festas como “libertinagem de parede a parede”. Em entrevista ao New York Post, ela relatou que havia sexo em todos os cômodos, com convidados nus espalhados pelo chão, sofás e demais espaços. Ela alegou ainda que foi contratada para providenciar decoração, comida, bebida e entretenimento, enquanto Diddy selecionava pessoalmente os “modelos” com base em aparência física, incluindo peso e altura.

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Outro organizador confirmou que os critérios de seleção eram rígidos, com preferência por mulheres jovens, atraentes e com roupas reveladoras. De acordo com documentos do processo, investigações nas propriedades do rapper em Miami e Los Angeles resultaram na apreensão de quase 1.000 frascos de óleo de bebê e lubrificante, corroborando a narrativa de que esses encontros eram premeditados e estruturados para abuso.

Defesa contesta, mas acusações são graves

A defesa de Combs nega categoricamente as acusações, alegando que todas as interações sexuais foram consensuais e que nenhuma das pessoas envolvidas foi coagida ou drogada sem consentimento.

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O julgamento irá considerar principalmente os relatos de quatro denunciantes — uma delas, segundo informações preliminares, deve depor publicamente, renunciando ao anonimato. Os promotores federais sustentam que o rapper utilizava poder, influência e drogas para manter as vítimas subjugadas e dependentes.

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Por tratar-se de um caso federal, o processo não será televisionado. Combs responde por acusações de extorsão e tráfico sexual, crimes que podem resultar em prisão perpétua caso seja considerado culpado. A estimativa é de que o julgamento dure entre oito e dez semanas.

Carreira e colapso público

Combs, figura central da música pop e hip-hop nas décadas de 1990 e 2000, enfrenta agora um momento crítico em sua trajetória pública. Além da queda em sua reputação, o ex-empresário e dono da gravadora Bad Boy Records já perdeu contratos e parcerias com marcas e artistas após as primeiras denúncias virem à tona em 2023.

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O caso marca mais um capítulo da recente onda de responsabilização de figuras poderosas da indústria do entretenimento por abuso sexual sistêmico — fenômeno intensificado após o movimento #MeToo.

Tags: #Diddy
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