Cinema

Paramount Skydance dobra lançamentos em 2026, mas prevê queda na receita de bilheteria

Paramount Skydance vai de 8 para 15 filmes em 2026, mas prevê queda na bilheteria. Fusão com Warner Bros. Discovery tem prazo até setembro.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura
Publicidade

A Paramount Skydance expandiu seu catálogo de filmes teatrais de oito títulos em 2025 para 15 em 2026. O crescimento, no entanto, vem acompanhado de uma ressalva importante: a empresa espera receita de bilheteria “significativamente menor” em relação ao ano anterior. A informação foi divulgada durante a teleconferência de resultados do primeiro trimestre de 2026.

Publicidade

A queda projetada tem uma explicação direta. Em 2025, a Paramount contou com Missão: Impossível — O Acerto Final, que gerou quase 600 milhões de dólares nas bilheterias globais. Repetir esse desempenho com uma grade mais ampla, mas de filmes em construção de franquia, é uma tarefa difícil.

Meta de 30 filmes por ano após fusão com Warner

David Ellison, presidente e CEO da Paramount Skydance, usou a teleconferência para reforçar os planos de longo prazo. Ele afirmou que a empresa está “firmemente comprometida” em lançar 30 filmes teatrais por ano após a fusão com a Warner Bros. Discovery. Ellison destacou que as duas empresas já somam 30 títulos previstos para 2026 — 15 de cada lado — e que esse ritmo está “acelerando”.

Publicidade

A fusão tem previsão de conclusão até setembro de 2026, sujeita a aprovações regulatórias. Alguns procuradores-gerais estaduais nos Estados Unidos avaliam a possibilidade de entrar com ação judicial para barrar o negócio. Ellison descreveu a aquisição como “um acelerador poderoso” para a estratégia da empresa, que mira a construção de uma companhia de mídia e tecnologia de nova geração.

Financiamento árabe e participação estrangeira

Para financiar a fusão com a Warner Bros. Discovery, a Paramount Skydance recorre a fundos soberanos de riqueza do Oriente Médio. As carteiras da Arábia Saudita, do Qatar e de Abu Dhabi comprometeram juntas 24 bilhões de dólares para o negócio. Com isso, investidores estrangeiros vão deter 49,5% da nova empresa combinada, segundo documento protocolado junto à FCC. Os três fundos do Oriente Médio concentrarão 38,5% do capital.

Publicidade

A fusão nasceu após a Netflix recusar o aumento de sua oferta pelos negócios de streaming e estúdios da Warner Bros. A Paramount entrou no lugar e fechou o acordo avaliado em 111 bilhões de dólares no fim de fevereiro. A combinação das duas empresas vai reunir mais de 200 milhões de assinantes em mais de 200 países.

Publicidade

Lucro cresce mesmo com bilheteria menor

Apesar da queda prevista na receita cinematográfica, a Paramount projeta aumento de lucratividade no segmento de estúdios em 2026. O crescimento vem da aceleração em licenciamento e outras receitas, incluindo o impacto anual completo das receitas da Skydance e contratos mais altos nos estúdios de TV.

No primeiro trimestre, a receita dos estúdios da Paramount cresceu 11% em relação ao mesmo período de 2025, chegando a 1,3 bilhão de dólares. Pânico 7 contribuiu para o resultado acima do esperado, com 122 milhões de dólares domésticos e quase 208 milhões globais — o melhor desempenho da franquia.

Publicidade

Próximos lançamentos no radar

A grade da Paramount para os próximos meses inclui o documentário de show de Billie Eilish, dirigido por James Cameron e pela própria artista, com estreia marcada para 8 de maio. No fim de semana do Memorial Day, chega o thriller sobrenatural Passenger. Em seguida, Scary Movie retorna às telas, dentro de um acordo com a Miramax. E em 26 de junho, Jackass: O Melhor e o Último encerra a franquia com o quinto e derradeiro filme.

Tags: #Paramount
Compartilhar: Twitter Facebook WhatsApp