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PlayStation em crise de exclusivos: vendas de jogos próprios da Sony caíram por cinco anos seguidos

Dados revelam queda contínua nas vendas de jogos exclusivos da Sony por cinco anos, com Naughty Dog sem lançar nada na geração atual.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura
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Vendas de jogos exclusivos da Sony caíram por cinco anos seguidos antes de tênue recuperação em 2025

A PlayStation passou por uma seca silenciosa que os números agora tornam difícil de ignorar. Dados compilados pelo Game File a partir dos resultados financeiros anuais da Sony mostram que as vendas de jogos first-party da plataforma caíram consecutivamente por cinco anos, entre 2020 e 2024, antes de registrar uma pequena recuperação em 2025 puxada pelo lançamento de Ghost of Yotei.

A queda é ainda mais expressiva quando se compara os dois extremos do período. Em 2024, ano em que a Sony lançou Astro Bot e o fracassado Concord, o volume de vendas de jogos próprios representou menos da metade do que a plataforma movimentou em 2020, quando trouxe The Last of Us Part II, Ghost of Tsushima, Marvel’s Spider-Man: Miles Morales e Demon’s Souls, além do próprio lançamento do PS5.

Estúdios grandes em silêncio prolongado

O dado mais preocupante do relatório não é a queda em si, mas o que está por trás dela: os maiores estúdios internos da Sony simplesmente pararam de lançar jogos. A Naughty Dog, responsável pelas franquias Uncharted e The Last of Us, não lançou nenhum título nesta geração de consoles. A Haven Studios, aberta pela Sony em 2022 especificamente para desenvolver Fairgames, também não tem data de lançamento confirmada para seu primeiro projeto.

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A Media Molecule, estúdio por trás de Dreams e LittleBigPlanet, não lança nenhum jogo desde 2020. A Bluepoint Games, conhecida pelos remakes de Demon’s Souls e Shadow of the Colossus, foi fechada pela Sony no ano passado. Outros projetos live-service foram cancelados antes mesmo de chegar ao público.

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O contexto que explica parte do problema

A queda nas vendas reflete um problema maior que vai além da Sony. A indústria como um todo enfrenta ciclos de desenvolvimento cada vez mais longos e orçamentos cada vez maiores para os jogos de grande orçamento. Os anos de pandemia também inflaram artificialmente as vendas de 2020 e 2021, quando as restrições de isolamento levaram mais pessoas a jogar, tornando a comparação com anos subsequentes ainda mais desfavorável.

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Apesar da seca de exclusivos, a PlayStation vive sua geração mais lucrativa em termos de receita total. As vendas do PS5 estão próximas do ritmo do PS4 mesmo com um preço consideravelmente mais alto, e a maior parte da receita da Sony atualmente vem de assinaturas do PlayStation Plus e da comissão sobre compras de jogos de terceiros.

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A esperança está no State of Play

Os fãs direcionam as expectativas para o State of Play marcado para esta terça-feira, 3 de junho, com duração de uma hora e exibições presenciais em cinemas nos Estados Unidos. O evento deve incluir uma prévia estendida de Marvel’s Wolverine, da Insomniac Games, além de atualizações sobre outros títulos em desenvolvimento para PS5. Para uma plataforma que precisa de vitórias concretas no campo dos exclusivos, o showcase chega em um momento de pressão real.

Tags: #Playstation
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