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Rainbow Six Siege: “Vivemos uma transformação estrutural de 10 anos”, diz diretor de Esports da Ubisoft LATAM

Leandro Montoya analisa a maturidade do cenário competitivo de R6S, que migrou para um ecossistema profissionalizado e usa o modelo Free-to-Play

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura
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O cenário competitivo de Rainbow Six Siege (R6S) no Brasil atingiu um novo patamar de maturidade. A avaliação é de Leandro Montoya, Esports Director da Ubisoft para a América Latina, que analisou a evolução do jogo ao longo de sua trajetória, destacando o país como protagonista global. O Brasil é palco para o campeão sul-americano de Rainbow Six Siege ser definido neste final de semana na Oca, no Parque Ibirapuera, em São Paulo no evento SAL de 4 a 7 de dezembro.

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Segundo Montoya, o ecossistema competitivo de 2025 é drasticamente diferente do de 2015, quando as transmissões eram menores e a profissionalização era limitada. “Ao longo desses dez anos, vivemos uma transformação estrutural,” explica. “Hoje, temos um calendário global sólido, organizações altamente profissionalizadas, transmissões com padrão televisivo e uma audiência madura que acompanha narrativas, estatísticas e performance com profundidade. A principal mudança foi a consolidação de uma comunidade que enxerga Rainbow Six como um esporte de longa duração.”

Esports como motor de monetização no modelo F2P

A transição de Rainbow Six Siege para o modelo Free-to-Play (F2P) exigiu que o esports se tornasse o principal motor de engajamento e retenção. Montoya destaca que, no F2P, a monetização é impulsionada pelo acesso e, consequentemente, pela venda de itens cosméticos opcionais. O cenário competitivo, por sua vez, reforça a fidelização.

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“A comunidade quer saber quem é o melhor time de Siege do Mundo! E isso é empolgante,” afirma. Ele aponta o programa R6 Share como fundamental para a sustentabilidade do ecossistema: “Os esports influenciam positivamente na monetização através de nosso programa R6 Share, no qual os times de esports que competem em nossa liga criam skins de personagens do jogo com suas marcas. Parte da receita é direcionada às organizações, e parte fica com a Ubisoft, gerando sustentabilidade para o cenário.”

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Da paixão à Gestão da emoção

A base de fãs brasileira é conhecida por sua intensidade, o que Montoya vê como parte da identidade competitiva, mas que exige gestão: “O público brasileiro vive o competitivo com intensidade, e isso é parte essencial da identidade do nosso ecossistema. Ao mesmo tempo, essa paixão pode gerar frustração após derrotas importantes.” O papel da direção de esports inclui garantir que a relação entre comunidade, atletas e organizadores seja saudável, valorizando a paixão, mas direcionando-a de forma responsável.

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O consumo do esports da R6S também reflete uma mudança geracional. “O jovem que acompanha R6S consome conteúdo em múltiplas plataformas, valoriza interação direta com jogadores e busca comunidades digitais,” explica Montoya. “Para parte da Geração Z, o esports já ocupa o mesmo espaço emocional que esportes tradicionais, como futebol, vôlei e basquete. Não se trata de substituir — e sim de coexistir.”

Brasil Protagonista

O crescimento notável de eventos presenciais no Brasil é justificado por três fatores fundamentais: demanda real, infraestrutura capaz e um mercado disposto a investir. Segundo Montoya, o sucesso de competições recentes “comprovou economicamente que o país responde com arenas lotadas e grande audiência on-line.”

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Para o futuro, a meta é clara: manter o Brasil como região protagonista. “O Brasil é o país líder do ranking global de premiações em Rainbow Six Siege, com mais de US$ 14 milhões. Isso mostra a força e o profissionalismo do cenário competitivo do game no país,” conclui Montoya. A Ubisoft continuará tentando trazer eventos internacionais da modalidade para o país, além de focar em se aproximar de marcas brasileiras e latinas.

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