Ranking | Qual é o melhor ‘Pânico’?
Pânico 7 está prestes a estrear. Logo, muita gente vai maratonar a franquia inteira. Ranqueamos os melhores Pãnico da saga.
Se alguém me ligasse e falasse com uma voz horripilante: “What’s your favorite scary movie?”, a minha resposta seria: eu tenho seis respostas. E hoje vou colocá-las em ordem, dando abertura ao nosso ranking da franquia Pânico.
A franquia criada por Wes Craven em 1996 não só revitalizou o slasher como também redefiniu o gênero. Cada filme reflete sua época: da paranoia dos anos 90 à cultura de fandom tóxico da internet. Além disso, fazem um uso incrível da metalinguagem para comentar o próprio cinema de terror e o tipo de continuação que podemos esperar dentro da narrativa.
Alguns filmes da franquia são mais ousados. Outros, mais icônicos. Alguns dividem opiniões… mas todos têm algo que mantém o legado que Wes Craven criou vivo.
Agora, sem mais delongas, confiram o nosso ranking:
6° – Pânico 3 (2000)
Para mim, é o mais irregular da franquia, embora traga ótimas ideias. Desta vez, vamos para Hollywood, onde Craven explora muito bem os bastidores da indústria cinematográfica. A metalinguagem continua forte, e o foco no passado da mãe de Sidney adiciona um grande peso emocional, expandindo o enredo que começou no primeiro filme.
Entretanto, o tom mais leve, um tanto cartunesco em certos momentos, tira boa parte da tensão. O Ghostface aqui não tem o mesmo impacto dos outros. Porém, não é um filme ruim, longe disso. Mas, dentro da franquia, acaba sendo o mais fraco.
5° – Pânico VI (2023)
Desta vez, a franquia vai para Nova York, trazendo uma energia diferente: mais urbana, mais agressiva. As sequências no metrô e na loja de conveniência são pura tensão. O Ghostface aqui parece mais físico, quase imparável. Entretanto, várias decisões no final diminuem um pouco o impacto, assim como a revelação pouco surpreendente de quem está por trás da máscara desta vez. Ainda assim, algo que eu realmente gosto é a construção da possibilidade de Sam Carpenter (Melissa Barrera) se tornar uma futura Ghostface. Infelizmente, depois de toda a confusão nos bastidores, talvez nunca vejamos a continuação dessa ideia.
4° – Pânico 2 (1997)
Começo destacando a abertura no cinema, que é caótica e icônica. A ambientação na faculdade amplia o universo da franquia, e Wes Craven faz um ótimo trabalho aprofundando o trauma de Sidney aqui. O filme comenta muito bem as continuações de terror de forma inteligente, mantendo o bom uso da metalinguagem, mesmo sem alcançar o mesmo impacto do primeiro.
3º – Scream (2022)
Como fazer Pânico sem Wes Craven? Essa era uma missão difícil, mas felizmente a dupla Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett (Radio Silence) não decepcionou. Eles conseguem homenagear o passado ao mesmo tempo em que apresentam uma nova geração de forma eficiente. As críticas ao fandom tóxico são afiadas, o tom é mais sombrio, e colocar a filha (Melissa Barrera) do Ghostface original como nova protagonista foi uma ótima escolha criativa, com destaque para as alucinações que ela tem com o pai morto. Esse novo capítulo entende perfeitamente a ideia que Wes Craven sempre teve para a franquia: ser um comentário sobre o próprio terror.
2° – Pânico 4 (2011)
Aqui, Wes Craven mergulha a franquia nas questões ligadas à cultura da fama, redes sociais e obsessão por viralizar, trazendo um retorno grandioso. E precisamos admitir: Emma Roberts entregou a MELHOR Ghostface da franquia. Sua personagem é fria, calculista e completamente obcecada por fama. Não é vingança. Não é trauma. É puro narcisismo, pura inveja.
A cena em que ela se machuca para parecer vítima é simplesmente insana e icônica. Além disso, este foi o último filme dirigido por Wes Craven. Só isso já torna tudo mais simbólico. É praticamente uma despedida do mestre do terror.
1° – Pânico (1996)
O filme que começou tudo e reinventou o slasher. A abertura é uma aula de tensão. O roteiro é afiado, e as revelações continuam impactantes até hoje.
Graças a este filme, Sidney Prescott se tornou uma das maiores final girls da história do terror. Wes Craven não desaponta e entrega um novo ícone eterno do gênero: o Ghostface. É inegável o impacto que este filme teve na cultura pop, e continua tendo até hoje.