Remake de Black Flag remove seções da Abstergo: ‘A história de Desmond não é mais urgente’
Assassin’s Creed Black Flag Resynced chega em 9 de julho de 2026 para PS5, Xbox Series X|S e PC, e traz uma mudança que vai chamar a atenção de quem jogou o original em 2013: as seções do dia moderno ambientadas nos escritórios da Abstergo simplesmente desapareceram do remake. O diretor do jogo, Richard Knight, […]
Assassin’s Creed Black Flag Resynced chega em 9 de julho de 2026 para PS5, Xbox Series X|S e PC, e traz uma mudança que vai chamar a atenção de quem jogou o original em 2013: as seções do dia moderno ambientadas nos escritórios da Abstergo simplesmente desapareceram do remake. O diretor do jogo, Richard Knight, conversou com o GamesRadar+ e explicou a lógica por trás da decisão.
Para Knight, a questão é simples: o que era urgente em 2013 não é mais relevante em 2026. Naquela época, os jogadores haviam acabado de acompanhar o fim trágico de Desmond Miles em Assassin’s Creed 3 e queriam saber o que acontecia com seus amigos e com a Abstergo. Mais de uma década e vários jogos depois, esse fio narrativo perdeu sua tração.
O que era importante em 2013 não é mais a pergunta de hoje
Knight foi direto ao apontar a mudança de contexto da franquia. “Naquela época, era muito importante saber o que aconteceu com os amigos de Desmond. Mas o que queremos fazer é pegar Black Flag e atualizá-lo e modernizá-lo para hoje”, disse o diretor. A observação reflete uma mudança profunda na forma como a Ubisoft vem tratando o elemento do dia moderno desde Origins, em 2017, quando a série passou por uma reformulação completa de gameplay e tom.
Com Mirage e Shadows consolidando uma abordagem cada vez mais minimalista para o presente, retomar as seções da Abstergo de 2013 criaria uma descontinuidade estranha. “Essa não é realmente a pergunta que está sendo feita hoje, diante de Shadows, Mirage e assim por diante”, completou Knight.
O que substitui a Abstergo no remake
No lugar das seções originais do dia moderno, Resynced introduz quatro rifts espalhados pelo jogo. Eles são opcionais: quem quiser pode explorar esses momentos, e quem preferir pode simplesmente ignorá-los e viver a aventura de Edward Kenway sem interrupções. A proposta é manter alguma conexão com o presente sem tirar o jogador da experiência principal.
“O que criamos são esses quatro rifts que você pode encontrar se quiser, ou pode optar por ignorá-los e apenas ser Edward, o pirata e o assassino”, explicou Knight. A experiência dentro dos rifts também segue uma lógica diferente dos segmentos originais: em vez de sair completamente do universo de Black Flag, eles exploram cenários hipotéticos ligados diretamente à história de Edward. “Eles contam cenários ‘e se’, para que ainda pareça conectado ao jogo, e mesmo que você encontre essa experiência do dia moderno, você ainda está jogando Black Flag Resynced.”
Um remake que se posiciona como o Assassin’s Creed pós-Shadows
Knight deixou claro que a equipe nunca quis fazer uma cópia fiel do original. O objetivo foi tratar Resynced como o AC mais recente da franquia, com tudo o que isso implica em termos de mecânica, fidelidade visual e conteúdo. O remake foi reconstruído do zero na versão mais recente da engine Anvil e traz melhorias em combate, parkour e exploração naval, além de conteúdo adicional que a equipe original não teve tempo de incluir em 2013.
“Com Resynced, é importante para nós ter o mesmo espírito e sabor de Edward, contar essa mesma história central, mas com maior fidelidade. Isso nos dá a oportunidade de adicionar um pouco mais, não apenas modernizar e adicionar recursos que pareçam mais confortáveis hoje, mas também seguir algumas linhas de enredo que talvez eles não tenham tido tempo de desenvolver”, afirmou Knight. O jogo já está disponível para pré-venda por R$ 299,90 em todas as plataformas.