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Vendas do PS5 caem 36%, mas lucro da Sony sobe puxado por tarifas dos EUA

Sony reporta queda de 36% nas vendas do PS5 no trimestre, mas lucro sobe puxado por reembolsos de tarifas dos EUA.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura

A Sony divulgou nesta quinta-feira (30) os resultados financeiros do primeiro trimestre do ano fiscal de 2026, confirmando o que analistas já vinham antecipando: o interesse por PS5 está desacelerando. A empresa vendeu 1,6 milhão de consoles no período encerrado em 30 de junho, uma queda de 36% frente aos 2,5 milhões vendidos no mesmo trimestre do ano passado.

Com o resultado, o total de PS5 vendidos historicamente chega a 95,3 milhões de unidades. Apesar da desaceleração, o número representa uma leve melhora frente ao trimestre imediatamente anterior, quando a Sony havia vendido apenas 1,5 milhão de consoles, o pior resultado trimestral da história do PS5.

Um trimestre que ainda não reflete o aumento de preço nem a polêmica dos discos

Um detalhe importante contextualiza esses números: o período avaliado, encerrado em 30 de junho, é anterior tanto ao aumento de preço do PS5 implementado ao longo de 2026 quanto ao anúncio do fim da produção de discos físicos, feito em julho. Isso significa que qualquer impacto real dessas duas decisões nas vendas só deve aparecer nos resultados do segundo e do terceiro trimestres, esperados para os próximos meses.

Para efeito de comparação, o segundo e o terceiro trimestres do ano fiscal anterior tiveram desempenho bem mais forte, com 4 milhões e 7,9 milhões de consoles vendidos respectivamente, o que torna os próximos balanços um termômetro decisivo para medir a reação real do público às polêmicas recentes.

Como o lucro subiu mesmo com menos consoles vendidos

Apesar da queda nas vendas de hardware, a divisão de games e serviços de rede da Sony registrou lucro operacional de ¥202 bilhões, cerca de US$ 1,26 bilhão, alta de 37% frente ao ano anterior. A receita total do segmento ficou praticamente estável, em ¥937,1 bilhões, com a companhia atribuindo o resultado a reembolsos de tarifas comerciais dos Estados Unidos e a efeitos cambiais favoráveis, que compensaram a queda nas vendas de hardware e de jogos de terceiros.

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A base de usuários também segue crescendo: a PlayStation Network atingiu recorde de 125 milhões de contas ativas mensais no trimestre, alta de 2% frente ao ano anterior. A fatia de compras digitais de jogos se manteve estável em 82% do total, reforçando a tendência já consolidada de migração para o formato digital.

O que a Sony já sinaliza sobre o próximo console

Nos próprios documentos financeiros, a Sony voltou a mencionar investimentos crescentes em uma “plataforma de próxima geração”, uma referência indireta ao desenvolvimento do PlayStation 6, ainda sem anúncio oficial. A companhia também alertou que o volume de vendas de hardware ao longo do ano fiscal vai depender diretamente da disponibilidade de memória a preços razoáveis, em meio à crise global de custos de RAM impulsionada pela demanda de data centers voltados à inteligência artificial.

Somente com os resultados do terceiro trimestre, que devem contemplar o período de lançamento de GTA 6 em novembro, será possível medir com mais clareza se a queda nas vendas do PS5 reflete apenas o amadurecimento natural do ciclo de vida do console ou se as recentes polêmicas em torno de preço e discos físicos estão pesando de fato na decisão de compra do consumidor.

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