CCXP de 2016 chegou ao fim no último domingo e pode se dizer que a terceira edição do evento foi um dos maiores do segmento de cultura pop já realizado em solo brasileiro. Muitos foram os eventos que atraíram multidões de nerds como o anime friends ou o antigo EEIRPG (Encontro Internacional de RPG) ou mais atuais como BGS focada em games e Bienal do Livro que tentou se popularizar com a presença de YouTubers. Mas a Comic Con desse ano parece ter ido além do quehavíamos presenciado em termos de eventos pops.

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Ainda sem números divulgados dessa edição ela levou o tema de ser épico ao pé da letra. O número de artistas nacionais e internacionais que participaram dessa edição foi recorde. Astros do cinema, desenhistas de HQs, escritores e games estiveram nessa CCXP. Artistas do cacife de Vin Diesel, Milla Jovovich e Neil Patrick Harris mostra o potencial que a Comic Con brasileira tem e que a próxima edição seja maior.

Quem já foi alguma vez ao Centro de Exposições da Imigrantes, local onde foi realizado o evento, sabe que é um lugar gigantesco. A edição desse ano mostrou que o local ficou pequeno para tanta gente. Fãs se aglomeravam aos montes para ver as atrações internacionais e filas e mais filas nos estandes.

épico

E esse foi o principal acerto do evento. A exclusividade de material é importante para o crescimento de um grande evento. Trazer atores para falarem de séries ou filmes que vão estrear e conversar com diretores que estão fazendo filme pops só coloca mais em evidência a importância e seu reconhecimento frente a outros eventos de outros países já conceituados. Tanto que o diretor do novo “Guardiões da Galáxia 2” James Gunn disse que essa foi a melhor edição que ele já participou.

Outro ponto a ser destacado foram os cosplayers. Capricharam na “fantasia” e na caracterização de personagens. Alguns criticaram dizendo que não eram cosplays originais já que algumas pessoas compravam a roupa e não a criavam como o conceito original de cosplay exige.

A estrutura como disse acima foi bem planejada. Houve diversificação nos estandes e muita oferta para os apaixonados por cultura pop. Alguns estandes decepcionaram ao trazer conteúdo pobre e sem muita originalidade.

Talvez o calcanhar de aquiles dessa edição e o que deve ser mais bem estruturado para os próximos anos são as filas e a falta de visão dos estandes. Falta de visão no sentido de que parece que eles não sabiam que o público seria tão grande. Faltou planejamento e as filas que eram para ser longas ficaram gigantescas. Elas andavam tão devagar que lembravam as das atrações do parque da Disney.

Longas filas tem em todo lugar ainda mais em uma edição de Comic Con que proporciona uma experiência “épica”. Mas há jeitos de se tratar melhor o público. No estande da Sony, por exemplo, para gravar uma frase de 20 segundos para o ator Hugh Jackmann que encarna pela última vez seu personagem Wolverine no novo filme “Logan” precisava pegar uma fila, assinar uma folha com seus dados, gravar o vídeo e depois ir sortear o seu brinde. Será que não dava para simplificar mais?

Na loja que vendia artigos do Harry Potter ela ficava quase na entrada e era um estande pequeno. Imaginaram o que aconteceu? Longas e longas filas de pessoas querendo comprar artigos do bruxo. Outro problema foram os preços. Altos demais para um evento que tem como o foco um público apaixonado e muitas com orçamento limitado. Adolescentes e crianças não tem dinheiro para gastar o que se pedia lá. Lucrar é bom, mas lá passou do limite.

Estande Harry Potter CCXP 2016

Longas Filas na Loja com Artigos do Harry Potter

Já as praças de alimentação ficavam bem localizadas nas duas extremidades do galpão. Porém tiveram o mesmo problema dos estandes. Não se prepararam para um grande público. No Bobs haviam poucos funcionários atendendo no caixa bem no horário das duas da tarde. Na quinta-feira peguei uma longa fila para realizar o pedido e pagar. Depois fui jogado para uma outra fila para pegar o lanche, chegando lá qual foi minha surpresa? O lanche havia acabado e tive que esperar vinte minutos para chegar de outro Bobs. Isso não foi apenas falta de organização, mas total falta de respeito com os consumidores. Somos nerds, mas não somos bobos. Colocar poucos funcionários e que trabalham com pouca vontade não dá.

A CCXP 2017 já está sendo preparada. Que os acertos continuem e melhorem ainda mais e que esses erros não voltem a acontecer. E que a próxima edição seja tão Épica como essa foi.

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