Famosos

‘Agradeço a ela por isso’: Johnny Depp detalha infância com mãe abusiva e como isso o ensinou a ser pai

O ator Johnny Depp revelou em nova entrevista os abusos que sofreu da mãe na infância e, paradoxalmente, disse ser grato por isso ter lhe ensinado como não criar seus próprios filhos.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura
Publicidade

O ator Johnny Depp, de 61 anos, fez uma nova e chocante revelação sobre sua infância conturbada, detalhando os abusos físicos que sofreu de sua mãe, Betty Sue. Em uma entrevista ao jornal britânico The Telegraph neste sábado (5), o astro de Hollywood não apenas descreveu a violência, mas, em uma reflexão paradoxal, afirmou ser grato pela experiência, pois ela o teria ensinado exatamente como não criar seus próprios filhos.

Na conversa, Depp, que é o caçula de quatro irmãos, descreveu a mãe, uma garçonete, como “violenta e imprevisível”. Ele lembrou como as agressões aconteciam. “Ela me batia com um pedaço de pau, um sapato, um cinzeiro, um telefone, não importava, cara”, detalhou o ator.

A lição de como “não criar filhos”

Apesar da dureza do relato, a conclusão de Depp sobre o trauma foi o que mais surpreendeu. “Mas eu agradeço a ela por isso”, declarou, para em seguida explicar seu raciocínio. “Ela me ensinou como não criar filhos. É só fazer exatamente o oposto do que ela fez.”

Publicidade

Essa lição, segundo ele, foi o que pautou sua própria jornada como pai. Depp pôde colocar o aprendizado em prática na criação de seus dois filhos, Lily-Rose Depp, de 26 anos, e Jack Depp, de 23, ambos frutos de seu longo relacionamento com a atriz e cantora francesa Vanessa Paradis, de quem se separou em 2012.

Publicidade

Uma relação complexa e contraditória

Esta não é a primeira vez que o astro de ‘Piratas do Caribe’ fala sobre o assunto. Em 2018, em uma entrevista à revista norte-americana Rolling Stone, ele já havia contado que a mãe também teve uma infância de abusos e desenvolveu um vício em drogas. Na mesma ocasião, descreveu o pai, o engenheiro John Depp, como “extremamente ausente”.

Publicidade

A relação de Depp com a mãe sempre foi complexa. Em 2016, logo após o funeral dela, ele chegou a fazer uma declaração ainda mais dura: “A minha mãe talvez tenha sido o pior ser-humano que conheci na minha vida”. A fala, no entanto, contrasta com o fato de que ele a levou como sua acompanhante em diversos eventos de Hollywood, inclusive na cerimônia do Oscar de 2004.

Publicidade

A nova declaração do ator adiciona mais uma camada de complexidade a essa história. Ao “agradecer” pela dor, ele parece ter encontrado uma forma de ressignificar o trauma, transformando as memórias de uma infância violenta em um guia para ser um pai melhor, quebrando um ciclo de abuso e buscando oferecer aos seus filhos a estabilidade e o carinho que ele mesmo não teve.

Tags: #Johnny Depp
Compartilhar: Twitter Facebook WhatsApp