O Gênio da Universal

História, por si mesma, é fascinante. Não digo apenas das que pertencem à ficção – essas, reservamos um espaço mais que especial para preservá-las e apreciá-las, mas falo da nossa própria história (ainda bastante desconhecida). Entretanto, dentro de todos os horrores testemunhados no século XX, talvez a lufada mais bela e apaixonante seja a consolidação da indústria cinematográfica, do cinema como linguagem, do Cinema como arte.

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Quase todos os estúdios possuem grandes histórias de fundação, crescimento e estabelecimento no mercado que despertam o interesse até do mais apático leitor. Dentre todos, nos anos 1930, a era de ouro dos estúdios hollywoodianos, a Universal se destaca por uma junção de fatores absolutos que a salvariam da Grande Depressão de 1929. Esse fator máximo tem nome: Carl Laemmle Jr., um dos gênios do sistema.

A Universal, desde sua fundação em 1912, era considera uma minor major. Ou seja, uma das menores companhias quando comparada aos titãs consolidados rapidamente como a Warner, United Artists, RKO, MGM, 20th Century Fox e Paramount. Assim como a grande maioria dos outros estúdios, a Universal controlava sua produção em três pontas: tinha a produção, distribuição e também a exibição – todos os estúdios perderiam as cadeias exibidoras após o processo da Lei Antitruste americana (uma boa história para outro artigo).

Em sua história, além de receber os louros da fundação e estabelecimento bem-sucedido do estúdio, Carl Laemmle Sr. merece elogios por sua visão de mercado. Enquanto as outras sete majors se esforçavam ao máximo em suprir as demandas do mercado interno com grandes metrópoles como Nova Iorque, Laemmle Sr. já olhava com bons olhos para o mercado europeu e suas fascinantes histórias fantásticas de horror. O movimento iniciado por Robert Wiene em O Gabinete do Dr. Caligari em 1920 já provava que o Cinema era um dos maiores popularizadores de arte da História.

O que antes era considerado cult e para poucos apreciadores, o horror expressionista alemão popularizou-se de modo nunca antes visto. E quando há muito burburinho, há dinheiro. E quando há dinheiro, existem produtores hollywoodianos atrás de novos talentos. A importação de nomes europeus para Hollywood marcou toda a década de 1920, assim como o início de 1930.

Entretanto, Carl Laemmle Sr. já sentia o peso da idade e já era podre de rico. Cansado de tanta correria e guerra de egos, Laemmle, em um movimento surpreendente, dá o cargo de presidente dos estúdios Universal para seu filho, Carl Laemmle Jr, como presente de aniversário de 21 anos em 1928.

Assim como aconteceria hoje, aconteceu em 1928. As más línguas já detonavam Laemmle Jr. como o queridinho do papai, o tachando de incompetente, além do consenso geral ser que o magnata-pai continuaria a controlar tudo em seu escritório em Nova Iorque… Porém, o destino tem suas maravilhosas surpresas para silenciar invejosos. Laemmle Sr. de fato deixou seu filho fazer o que quisesse com o estúdio. E o que Jr. fez, na verdade, era uma obra de um gênio. Um gênio do sistema.

Carl Laemmle Jr.

Nasce Uma Estrela

Em 1928, ninguém poderia prever a hecatombe financeira que atingiria a bolsa de Nova Iorque – bom, em parte, mas isso não cabe nesse artigo. Mas, em um movimento bastante esperto, Laemmle Jr. salvou muitos milhões de dólares da Universal em seu primeiro ordenamento no estúdio: vender a grande maioria das salas exibidoras precárias e ainda não atualizadas com sistemas de som. Preservando e reformando apenas os seus movie palaces, Laemmle Jr. cresceu o caixa da companhia em milhões o que permitiria uma reformulação significativa do ordenamento de produção da Universal.

No final desse ano, Laemmle Jr. encomenda as duas produções que seriam os marcos do estúdio por eras: o musical Broadway e o épico de guerra Sem Novidade no Front. Com orçamentos que flertavam com o milhão (valor altíssimo para uma produção Universal), Laemmle Jr. teve a satisfação de ver muito sucesso de público e crítica, além de faturar o primeiro Oscar do estúdio pela recém-aberta Academia Cinematográfica – esse seria o terceiro Oscar de Melhor Filme da história da premiação.

Broadway saiu em 1929 enquanto Sem Novidade no Front estrearia em 1930, já com muita gente perdendo as esperanças de uma melhora significativa na economia. Mesmo com esses sucessos, Leammle Jr. sentiu a Grande Depressão bater à porta da Universal. No entanto, no biênio de 29-30, a Universal não chegou a perder mais do que três milhões em prejuízo enquanto as outras sete majors acumulavam déficits de 60 milhões de dólares em conjunto. Só a Warner veria seus lucros sendo assassinados por 20 milhões em prejuízo.

Mas é justamente em tempos sombrios e de grandes dificuldades que garotos viram homens. Carl Laemmle Jr. virou sim, um grande homem.

 

Bela Lugosi como Drácula.

Onde os Fracos Não Têm Vez

Sem medo de represálias, Laemmle tinha um nome a prezar: o de sua família. Não queria ver o legado de seu pai indo pelo ralo por conta de uma necessidade de autoafirmação em continuar investindo em fitas de grande custo, repletas de audácia. Ele já tinha emplacado dois sucessos e ganhado alguns Oscar somente em seus primeiros anos. Era hora de cortar o mal pela raiz.

E assim foi. O jovem produtor decidiu que o ano fiscal de 1930-31 não superaria o investimento de 7,4 milhões de dólares destinados para novas produções e marketing. As 34 novas produções já estavam definidas e Drácula de Tod Browning já era uma delas. O produtor não era nenhum idiota e já estudava muito bem as relações de seu pai com o mercado europeu. Também se lembrava dos sucessos que o estúdio havia emplacado com o astro Lon Chaney em 1924 e 1926 com O Corcunda de Notre-Dame e O Fantasma da Ópera.

O baixo custo de filmes de horror e o alto retorno que eles proporcionaram nos experimentos do estúdio nos anos 1920 inspiraram Laemmle Jr. a apostar nessas produções para superar a crise financeira. A figura de Lon Chaney era igualmente respeitada tanto que já era o escolhido para interpretar o famoso vampiro na nova produção, porém, todos foram pegos de surpresa com sua morte precoce após o diagnóstico de um câncer na faringe.

Um evento péssimo para Laemmle Jr. que conseguiu segurar as pontas de um diretor abalado – Tod Browning e Lon Chaney eram carne e unha, um dos casos mais célebres de simbiose ator/diretor. Nisso, surge a figura de Bela Lugosi que já participara em outros filmes em papeis secundários. A escolha do casting fora absolutamente perfeita tanto que hoje é inconcebível não imaginar Drácula senão a versão estupenda apresentada por Lugosi e o seu famoso Eu sou Drácula!

Lugosi e Browning conversando no set de O Drácula.

A obra ditaria ferrenhamente a estética de todos os filmes de monstro que estúdio viria a trazer em toda a década de 1930. E essa estética tinha nome e endereço: o diretor de fotografia Karl Freund que viria a dirigir A Múmia com Boris Karloff em 1933. Freund era uma das conquistas de Laemmle Jr. que o havia chamado para desenhar toda a iluminação de Sem Novidade no Front – o jovem produtor já admirava o cinegrafista em seus trabalhos sensacionais em Metrópolis, clássico expressionista alemão de Fritz Lang. Quem pesara no recrutamento de Freund seria Paul Leni, outro alemão diretor de arte que o pai do jovem produtor já tinha chamado para trabalhar em diversos clássicos silenciosos da Universal.

Freund então incorporou toda a estética expressionista de iluminação baixa e contrastes fortes que Laemmle Jr. tanto requisitara para potencializar todas as cenas de horror. E a história foi feita em 1931, na estreia de Drácula que conquistou os pesadelos do público que procurava assombrações de ordem sobrenaturais, pois as da realidade já estavam virando passado. Por sinal, uma curiosidade. Anos antes, a Paramount especulara fazer seu próprio Drácula para o mercado americano, mas a maioria dos diretores votou pela desistência do projeto taxando de “maluquice de europeu”… Se arrependimento matasse, a diretoria inteira da Paramount estaria à sete palmos naquela época.

Somente para provar seu forte faro empreendedor, Laemmle Jr. já orquestrava, por baixo dos panos, a adaptação de Frankenstein de Mary Shelley paralelamente a Drácula. Dessa vez ele não cometeria o erro de matar a criatura no final sem poder aproveitar quaisquer potenciais de novas sequências. Porém, já com Drácula nos cinemas, Bela Lugosi sabia que tinha o poder da negociação (o que se provou um erro para ele depois).

Laemmle queria muito que Lugosi fosse a criatura de Frankenstein, mas o ator recusava pois estaria encoberto de maquiagem, o deixando irreconhecível para o público. Sem muita paciência para esse ego, Laemmle resolveu testar Boris Karloff, um gigantão com semblante melancólico juvenil que já participara de uma centena de filmes como figurante e coadjuvante durante a administração de seu pai. Aprovando o que tinha sido apresentado, Laemmle deu a chance do estrelato tardio para Karloff que já tinha lá seus 40 anos de idade.

James Whale observa o cenário de Frankenstein.

ESTÁ VIVO!

A produção de Frankenstein não teria somente dor de cabeça com Bela Lugosi e suas frescuras. O diretor original do projeto, o veterano Robert Florey, seria descartado por Laemmle Jr. por conta da total inexperiência do diretor com os talkies, filmes falados. Quem já chamava sua atenção por um bom tempo era James Whale, um britânico metido a brincalhão que criava movimentos de câmera mais que espetaculares nos filmes de Howard Hughes como Anjos do Inferno.

Ao contrário de muitos produtores, Laemmle Jr. sabia o momento de ceder. E foi assim que conseguiu Whale para dirigir Frankenstein, um projeto de escolha do próprio Whale, após ter que engolir as filmagens de um filme chamado A Ponte de Waterloo do qual ele tinha zero vontade de fazer.

Frankenstein foi uma produção abençoada depois desses entraves. Whale pode utilizar a cidadezinha construída para Sem Novidade.., além de contar com os nomes de Karl Freund na foto e o gênio maquiador Jack Pierce para criar a icônica maquiagem do monstro em Karloff que acabou ganhando mais 45 centímetro de altura.

Enquanto Frankenstein era aprovado na sala de montagem e já partia para a exibição nos cinemas também se tornando um tremendo sucesso de bilheteria ainda mais elogiado que O Drácula, Laemmle Jr. já voltava seus olhos para 1932 no qual programara lançamentos como O Assassinato na Rua Morgue, A Casa Sinistra também com James Whale e Boris Karloff e A Múmia, com direção de Karl Freund e Boris Karloff encarnando o monstro egípcio.

Boris Karloff recebendo a maquiagem icônica do personagem.

O terror estava impregnado na Universal tornando-se o gênero mais respeitado por Laemmle Jr. que, embora não trouxesse os louros das premiações, trazia coisas melhores como dinheiro e expansão de negócios. E mesmo assim, em 1932, com tantos filmes bem-sucedidos, o produtor ainda teve que engolir seu orgulho materializado com os carésimos Broadway e Sem Novidade. A Universal fechava seu terceiro ano em prejuízo: 1,7 milhões de dólares.

Embora o cenário da Universal permanecesse favorável, era inevitável que a concorrência mexeria seu planejamento para surfar na onda assombrada de Laemmle Jr. A MGM preparava A Máscara de Fu Manchu e Monstros, outro clássico de Tod Browning; a Paramount adaptaria O Médico e o Monstro e a Warner faria Dr. X.

Vendo o filão da concorrência, Laemmle teve motivo para rir à toa. Já tinha comprado os direitos das maiores histórias de horror e já planejava um futuro brilhante para sua franquia de sucesso. Em 1933, o produtor, James Whale e John Fulton, técnico de efeitos especiais, conseguiriam surpreender o mundo com O Homem Invisível, lançamento de horror solitário naquele ano.

Novamente, nesse período, Laemmle Jr. mostrava ser mais do que um produtor sensato, mas um homem genuíno dos negócios. Ele sabia que a fonte estava longe de secar, mas preferiu resguardar seu poder de fogo, lançando poucas obras de terror em 1933-34. Era hora da Universal apostar em filmes femininos e dar mais atenção aos musicais sempre rentáveis. De certa forma, eram mais baratos de fazer, pois se tratavam de obras “formulaicas” com pouco custo de roteiro e produção. Na base do tapa buraco de sete rolos, a Universal conseguiu lucrar em 1934 com 300 mil dólares – sim, as outras majors ainda estavam tomando uma surra financeira.

Vendo o cenário melhorar, decidiu que era hora de assustar sua plateia mais uma vez com James Whale em A Noiva de Frankenstein, programado para estrear em 1935. Uma ideia tão boa não tinha saído da cabeça de Laemmle Jr., porém, que apenas planejava um bom filme de retorno da criatura. Foi a chegada de James Whale que fez tudo ser reescrito do zero por um bom motivo: o diretor havia decidido que esse seria seu grandiosíssimo final. Depois dessa obra, ele nunca mais revisitaria o gênero.

Whale tinha experimentado novas liberdades criativas enraizando seu humor negro em A Casa Sinistra e O Homem Invisível. Com A Noiva de Frankenstein, a coisa não seria diferente. O humor camp kitsch dessa vez viria com a performance sensacional de Elsa Lanchester que daria vida para a noiva-título em si, uma morta-viva cheia de carisma que estava longe de querer amar o monstrengo interpretado novamente por Boris Karloff.

Porém, mesmo feliz por trabalhar na sequência, Whale já estava se cansando do gênero. 4 anos haviam se passado e ele só vinha fazendo filme de terror. O diretor queria mais, queria uma nova oportunidade para mostrar seu talento.

Paralelamente a A Noiva de Frankenstein, Laemmle Jr. preparava novamente outro blockbuster star driven com Claudette Colvert chamado Imitação da Vida, dirigido por John Stahl. O filme custou gordos 665 mil dólares, mas provou ser um risco certeiro, pois atingiu lucro na bilheteria e renderia um novo Oscar para a Universal após um hiato de 4 anos. Mas tudo que é bom demais para ser verdade, geralmente é mesmo.

Hora do chá de Elsa Lanchester em 1935, nas filmagens de A Noiva de Frankenstein.

O declínio de um gênio

Em 1935, após colecionar sucessos e encher os cofres da Universal de dinheiro, Laemmle Jr. tinha motivos para dar sorrisos que dariam a volta na lua. Reconhecendo que Stahl e Whale eram seus maiores nomes na direção e também por mostrar gratidão ao ótimo trabalho, Laemmle decidiu que era hora de apostar em filmes de primeira linha novamente, assim como tinha feito em 1930. Naquela altura, seria sensato pensar que a sorte e o sucesso não iriam acabar. Mas o que aconteceu foi o completo oposto.

Stahl foi designado para o melodrama milionário Sublime Obsessão e James Whale enfim receberia o presente dos deuses que tanto queria, sua chance de ouro. O britânico foi agraciado com a refilmagem mais ambiciosa da década: o musical Show Boat – Magnólia.

Nesse momento, pela primeiríssima vez, Laemmle Jr vacilou em suas escolhas que beiraram sim a insanidade. O ego falou mais alto ao permitir a produção de duas obras de primeira linha simultaneamente, além de permitir a loucura de tirar James Whale da linha de filmes de horror do estúdio. Com o nome forte de Whale ausente desses filmes, era questão de tempo até a franquia monstruosa degringolar. Além disso, Laemmle tinha decidido ele mesmo produzir Magnólia deixando o estúdio sem qualquer capitão durante esse período.

O provérbio é sempre verdadeiro: quando o gato sai, os ratos fazem a festa. E assim foi com a Universal que entrou em um abismo de erosão na gestão interna e de disciplina nas outras produções do estúdio. Justamente Sublime Obsessão marcou problemas intensos já que o produtor encarregado não tinha nenhum controle sobre Stahl que estava cheio de si após o sucesso do filme anterior.

As coisas começaram a dar errado muito rápido e a produção atrasou e encareceu – 25 dias e 200 mil dólares. Certamente um mal sinal que já devia trazer Laemmle Jr. de volta a realidade. Magnólia, apenas com seu elenco, custara 300 mil dólares. Só James Whale custou 90 mil para dirigir. Piorando o cenário, uma produção biográfica chamada o Czar de Ouro encontrava um problema atrás do outro envolvendo locações e o ator protagonista. O caixa da Universal estava quase entrando em colapso por conta de decisões imaturas de Laemmle Jr.

A situação estava caótica e, justamente nesse momento, Laemmle Sr. retorna à Universal City para entender o que raios estava acontecendo na gestão promissora de seu filho. Sem arredar de seu posicionamento, Jr. citou outro produtor-gênio, David Selznick: “Há dois tipos de mercadoria que podem ser produzidos com lucro nesse negócio, os filmes muitos baratos e os filmes muito caros.”. O detalhe que Jr. se esquecera de mencionar é que Selznick concentrava seu poder de fogo em um produto e um único mercado (ainda mais porque era produtor independente). Laemmle Jr. estava fazendo essa loucura com todos os produtos Universal para todos os segmentos do mercado.

Lon Chaney Jr. virando o lobisomem em O Lobisomem, 1941, um dos primeiros sucessos dos Monstros da Universal após a saída de Laemmle Jr e James Whale do estúdio.

Convencido pelo discurso do filho, Laemmle pai foi atrás de um empréstimo do diabo: pegou 750 mil dólares em um contrato no qual Cheever Cowdin, dono do empréstimo, poderia comprar todas as ações menores da Universal por 5,5 milhões de dólares, caso os Laemmle não pagassem a dívida em noventa dias.

Sublime Obsessão estrearia muito bem em dezembro de 1935, mas Magnólia continua em processo de produção em ritmo lento demais. O desastre O Czar do Ouro nem era mais considerado com qualquer potencial de lucro pela Universal e o filme de Whale estava consumindo sempre os rendimentos que Sublime Obsessão fazia na bilheteria. As coisas foram de mal à pior e noventa dias se passaram. Cowdin então comprou os 80% da companhia conforme o contrato e os Laemmle perderam a Universal. O novo presidente Robert Cochrane contratou Laemmle Sr. como chefe do conselho de diretores enquanto o garoto prodígio, Laemmle Jr. foi afastado indefinidamente. Sr. viria a morrer em 1939 e Jr. nunca mais seria visto em Hollywood.

Sob nova direção, a Universal conseguiu ver o último sucesso de Laemmle Jr e James Whale com Magnólia, porém os filmes de horror estavam fadados a um futuro incerto. A nova diretoria manteve as produções do gênero bastante ativas, mas a qualidade dos filmes entrou em queda livre em questão de pouco tempo na década de 1940. Porém, a nova gestão viu o potencial de fazer crossovers criando o primeiro universo compartilhado da História do Cinema com Frankenstein Encontra o Lobisomem em 1943 com o retorno de Boris Karloff e Lon Chaney Jr. reprisando seus icônicos personagens.

Porém, para tudo isso ver a luz do dia novamente, os novos responsáveis tiveram que suar muito para tirar a Universal da zona da falência. Felizmente, um anjo havia pousado em Universal City. E ela tinha nome: Deanna Durbin, a fofa atriz de musicais que, praticamente sozinha, salvou um estúdio inteiro.

Nesse glorioso e peculiar caso, a Bela não matou a Fera. Mas a salvou. Graças a Durbin, a Universal conseguiu manter seu cronograma cheios de monstros até 1960.

E essa é uma excelente história para outro dia.

Bibliografia: “O Gênio do Sistema”, de Thomas Schatz.

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