Com a recente estreia de A Múmia, filme que marca o início do universo compartilhado de Monstros da Universal, e em conjunto com nosso especial de criticas dos oito principais filmes que inspiram gerações até hoje (veja mais), seria mais do que injusto se não listássemos aqui TODOS os filmes de monstros produzidos pela Universal e que marcaram para sempre a história do Cinema!

Segurem-se bem, pois aí vai um baita listão!

“O Homem Que Ri” (1928), clássico de Paul Leni.

 Década de 1920

O Corcunda de Notre-Dame (The Hunchback of Notre Dame, 1923), de Wallace Worsley

O filme que deu a inicio a tudo e se estabelece como um marco até hoje. Não só por ter sido um dos primeiros filmes de terror a serem lançados pelo estúdio ou um dos filmes mudos mais bem financeiramente sucedidos de todos os tempos, mas também por ter sido a primeira (de muitas) adaptações da famosa e trágica história de Victor Hugo no Cinema. Tudo acobertado por uma fascinante aura de terror psicológico e drama!

O Fantasma da Ópera (The Phantom of the Opera, 1925) de Rupert Julian

Depois do sucesso de O Corcunda de Notre-Dame, dentre os longas produzidos ainda na década de 1920, O Fantasma da Ópera é um dos poucos filmes de monstros lembrados até hoje. Claro que pode se dizer que não é a melhor versão da história do icônico personagem, mas é marcante pela performance do grande Lon Chaney no personagem título.

O Gato e o Canário (The Cat and the Canary, 1927), de Paul Leni

Um dos filmes mais subestimados da lista, esta obra, do grande Paul Leni, em razão de sua mistura brilhante de aura expressionista e toques de humor macabro, conseguiu ser um marco da Era do Cinema Mudo e servir de inspiração para muitos filmes do gênero.

O Homem que Ri (The Man Who Laughs, 1928), de Paul Leni

Memorável, outro filme de Paul Leni a marcar presença aqui e na história, tudo graças à sua brilhante mistura de romance trágico com o horror macabro, impressionante até os dias de hoje.

O Último Aviso (The Last Warning, 1929), de Paul Leni

Último filme de Leni antes de sua morte, O Último Aviso é um thriller repleto de toques macabros, além de uma singeleza dramática impactante.

O Último Espetáculo (The Last Performance, 1929), de Pál Fejös

Outro título esquecido, mas também fascinante dos clássicos da Universal. O filme conta uma história envolvendo o meio artístico do mundo dos atores e toda a força maligna que pode assombrá-lo.

The Cat Creeps (Idem, 1930), de Rupert Julian e John Willard

Um filme infelizmente perdido e que nunca teve a chance de ser visto nos dias de hoje, mas que foi o pré inicio da Era de Ouro dos filmes de monstros da Universal!

La Voluntad Del Muerto (Idem, 1930), de George Melford e Enrique Tovar Ávalos

Remake em língua espanhola de O Gato e o Canário e The Cat Creeps. Porém, assim como este último, ironicamente, o filme também se perdeu. Quem sabe um dia possamos assistir a ambas versões!

O inesquecível Bela Lugosi na pele do Conde Drácula (1931).

Década de 1930

Drácula (Dracula, 1931), de Tod Browning

Visto por muitos hoje como uma versão cafona e brega da história do conde Drácula, mas que merece sim seu status de icônico, pois não só trouxe ao estrelato o brilhante Bela Lugosi, como marcou gerações até hoje e deu um louvável inicio à Era de Ouro dos filmes de Monstros da Universal!

Leia a crítica completa do filme Aqui.

Drácula (Idem, 1931), de George Melford

Pois é, pessoal, até o clássico com Lugosi teve seu remake espanhol, e surpreendentemente muitos consideram-na uma versão superior à original. Talvez basta apenas escolher sua preferência, afinal, ambos filmes são ótimos.

Frankenstein (Idem, 1931), de James Whale

O clássico dos clássicos dos monstros, talvez a criatura mais icônica do cinema em seu filme definitivo. Tudo graças à fantástica direção expressionista e dramática de James Whale e as ilustres e icônicas performances de Colin Clive como Henry Frankenstein e Boris Karloff como a icônica criatura!

Leia a crítica completa do filme Aqui.

Os Assassinos da Rua Morgue (Murders in the Rue Morgue, 1932), de Robert Florey

Outro subestimado filme da lista que conta não só com uma soberba performance de Lugosi, como marca uma das primeiras adaptações de Edgar Allan Poe para o cinema, em um filme que captura o macabro e a violência do autor de forma tenebrosa!

A Casa Sinistra (The Old Dark House, 1932), de James Whale

Melhor conhecido pelo seu remake de 1963, o filme de Whale não deve ser esquecido ou desmerecido, ainda mais por contar com uma construção de atmosfera e terror de forma simples e puramente sublime!

A Múmia (The Mummy, 1932), de Karl Freund

Outro clássico que se destaca por criar a aura do terror de sua criatura em uma história de romance trágico sublime e antológica!

Leia a crítica completa Aqui.

O Segredo da Alcova (The Secret of the Blue Room, 1933), de Kurt Neumann

“Tenebrosa” define bem a experiência que o diretor Kurt Neumann cria aqui para o público, na qual vemos uma jovem ser engolida pela encarnação das trevas de forma quase surrealista.

O Homem Invisível (The Invisible Man, 1933), de James Whale

Uma das marcas da fase dos anos 30 dos monstros da Universal é como quase todos lidavam dentro de sua aura de horror com temas tão complexos como a moral, a psicologia, a humanidade e o amor, e o filme de James Whale consegue ser a mistura de todas essas vertentes de forma simplesmente soberba!

Leia a crítica completa Aqui.

O Gato Preto (The Black Cat, 1934), de Edgar G. Ulmer

O primeiro grande encontro de Lugosi e Karloff, em  um de seus melhores filmes. Até hoje, é um dos marcos dos filmes de terror!

O Mistério de Edwin Drood (The Mistery of Edwin Drood, 1935), de Stuart Walker

Quem poderia imaginar que pegariam uma história das mais sombrias de Charles Dickens e fazer um filme de suspense macabro?. Infelizmente, um filme pouquíssimo conhecido que merece uma revisita!

A Noiva de Frankenstein (The Bride of the Frankenstein, 1935), de James Whale

A continuação que tem o risco de ser um filme ainda superior. Não só por James Whale ainda manter de forma fantástica a aura expressionista trágica do primeiro filme, mas por também conseguir se aprofundar em novos níveis dramáticos e trazer uma performance também antológica de Elsa Lanchester como a personagem titulo!

Leia a crítica completa Aqui.

O Lobisomem de Londres (The Werewolf Of London, 1935), de Stuart Walker

Longe do mesmo nível do antológico clássico filme de 1941, mas ainda consegue ser bem divertido (será que esse foi a inspiração para o filme de John Landis de 1981 com o nome ligeiramente bem parecido?)

O Corvo (The Raven, 1935), de Lew Landers

Outro embate antológico entre Korloff em Lugosi num divertidíssimo filme macabro e aterrorizante.

A Filha do Drácula (The Dracula’s Daughter, 1936), de Lambert Hyllier

Uma ideia interessantíssima e até ousada de continuar a história do filme original, se bem que talvez não da forma dramaticamente certa. E peca em não conseguir capturar a essência gótica de seu antecessor ou o mesmo carisma de seu protagonista, embora Gloria Holden tenha muito charme como a misteriosa antagonista!

O Poder Invisível (The Invisible Ray, 1936), de Lambert Hillyer

Outra junção da infalível da dupla Korloff e Lugosi num  filme de terror que mistura  elementos de ficção científica com aventura brilhantemente.

A Chave Noturna (The Night Key, 1937), de Lloyd Corrigan

Mais um dos subestimados da lista, talvez não tanto pela qualidade do filme em si mas pela performance tão diferente de Boris Karloff , porém, magnética como sempre. Uma obra que merece ser conhecida.

A Sombra Destemida (The Phantom Creeps, 1939), de Ford Beebe e Saul Goodkind

Um filme de um cientista louco que inventa uma máquina monstruosa imparável misturado com filme de espião? Olha, pode não ser lá essas coisas mas bem que vale a pena assistir só por essa definição!

O Filho de Frankenstein (The Son Of Frankenstein, 1939), de Rowland V. Lee

Talvez este sofra um pouco da suposta maldição do terceiro filme, mas a terceira desventura da história da criatura de Karloff está longe de ser um filme fraco e ainda sempre vale a pena poder vê-lo em seu icônico papel contracenando com Lugosi como um bom Ygor.

A Torre de Londres (The Tower Of London, 1939), de Rowland V. Lee

Um drama histórico com ricos elementos de terror? Com certeza, merece ser redescoberto. E, de sobra, ainda temos uma ótima performance de Basil Rathbone ao lado de um sempre ilustre Boris Karloff!

A Volta do Homem Invisível (The Invisible Man Returns, 1940), de Joe May

A continuação do bem conhecido clássico, que, mesmo não atingindo o nível do anterior, ainda consegue manter as fortes temáticas e ser um divertido suspense!

Sexta-Feira 13 (Black Friday, 1940), de Arthur Lubin

Um divertido thriller, mas a dupla Karloff e Lugosi já fizeram bem melhores!

A Mão da Múmia (The Mummy’s Hand, 1940), de Christy Cabanne

Surpreendente ou não, o filme não se trata de uma continuação do clássico original, e aliás começou aqui sua nova própria história, que acabou originando mais 3 continuações. Ainda é bem divertido e tem um ar de aventura cheio de humor dentro de seu suposto terror, mas sua história em comparação ao original consegue ser um tanto…desinteressante.

A Mulher Invisível (The Invisible Woman, 1940), de A. Edward Sutherland

Não é uma continuação indireta do clássico e sim uma versão feminina do original, com uma história nova, mas sem o mesmo brilho.

“O Lobisomem”, de 1941.

Década de 1940

Man Made a Monster (Idem, 1941), de George Waggner

Uma misture bem divertida de vários elementos clássicos dos filmes de Monstros, mas não se pode dizer muito mais que isso de uma história bem rasa. Mas vale a sessão!

Horror Island (Idem, 1941), de George Waggner

Outro raro filme de se encontrar por aqui. Aparentemente, mistura aventura e terror em uma trama sobre um tesouro amaldiçoado. Foi o segundo filme de George Waggner para a Universal antes de realizar seu grande sucesso, que vem a seguir!

O Gato Negro (The Black Cat, 1941), de Albert S. Rogell

Mais uma adaptação de Edgar Allan Poe, mas que, surpreendentemente captura o terror e o humor macabro do escritor, mas não tem a mesma profundidade!

O Lobisomem (The Wolf Man, 1941), de George Waggner

Mais um dos amados clássicos de ouro dos monstros da Universal e que merece todos os elogios que lhe permitem. É o filme definitivo de Lobisomem.

Leia a crítica completa Aqui.

The Mad Doctor of Market Street (Idem, 1942), de Joseph H. Lewis

Infelizmente, outro filme raro no Brasil.

O Fantasma de Frankenstein (The Ghost Of Frankenstein, 1942), de Erle Kenton

A mania de intermináveis continuações não é algo atual, e aqui temos o quarto filme que continua a história do icônico monstro, agora vivido decentemente por Lon Chaney Jr. E se sustém como uma boa diversão, com surpreendentes reviravoltas, mas ainda não deixa de ser previsível, além de não ter o mesmo brilho de seus dois primeiros antecessores.

The Strange Case of Doctor Rx (Idem, 1942), de William Nigh

A trama de um médico assassino soa bem interessante, mas o filme não é lá dos mais bem avaliados. Só checando pra realmente dizer.

O Mistério de Marie Rogêt (Mistery of Marie Roget, 1942), de Phil Rosen

Outro filme raríssimo e mais uma adaptação de Edgar Allan Poe, com todo seu clima gótico e misterioso, mesmo o filme não fazendo jus. Porém, conta com uma boa performance de Maria Montez.

O Agente Invisível (The Invisible Agent, 1942), de Edwin Marin

Espécie de “quarta continuação” do filme original, se bem que esse se parece mais com um filme propagandista de guerra do que um thriller de espionagem misturado com terror(?!). Bem, pelo menos consegue divertir bastante!

Night Monster (Idem, 1942), de Ford Beebe

Outro filme do gênero estrelando Lugosi, mas que já  marca o inicio do fim de sua fama em Hollywood.

A Tumba da Múmia (The Mummy’s Tomb, 1942), de Harold Young

A continuação do filme de 1940, que aqui faz uma interessante mistura de Noir com terror. Consegue divertir, mas sua história não é das mais interessantes.

Frankenstein Encontra o Lobisomem (Frankenstein Meets the Wolf Man, 1943), de Roy William Neill

Tá aí, talvez, o alvo do novo Dark Universe da Universal: fazer crossover mirabolante entre as criaturas icônicas, algo que esse pequeno clássico de Roy William Neil já fizera aqui. Mas não se engane pelo titulo, o filme mais parece uma continuação do filme original do Lobisomem, de 1941, com a presença da criatura de Frankenstein como “antagonista” da história. Não faz nenhum sentido, mas pelo menos é bem divertido ver as duas criaturas icônicas frente a frente pela primeira vez!

A Mulher Fera (Idem, 1943), de Edward Dmytryk

Uma trama que envolve transformar uma gorila fêmea em humana…bem, com certeza o criador dessa ideia tem alguma atração por animais. Mas o filme até que parece ser bem divertido!

O Fantasma da Ópera (The Phantom of the Opera, 1943), de Arthur Lubin

Não considerado muito como parte dos clássicos filmes de Monstro da Universal, o filme é a revitalização que a história precisava. E embora não seja um filme excelente, faz jus ao clássico de 1925 e à própria história original!

Leia a crítica completa Aqui.

O Filho do Drácula (Sonf Of Dracula, 1943), de Robert Siodmak

O filme que nos deu o clichêzinho legal de um vampiro se transformar em um morcego, e o terceiro da trilogia Drácula da Universal que, assim como seu antecessor feminino, diverte, mas não é nada de mais!

O Abutre Humano (The Mad Ghoul, 1943), de James Hogan

Conta a história de experimentos sinistros e a libertação da selvageria interna dentro de uma história romântica e deamor proibido. Apenas outro dos grandes subestimados dessa lista…

Doutor Morte (Calling Dr. Death, 1943), de Reginald Le Borg

Mistério/suspense com pitadas de hipnotismo. MUITO divertido define!

Weird Woman (Idem, 1943), de Reginald Le Borg

Tramas de bruxaria que mistura romance e a luta moral e não muito mais que isso!

Jungle Woman (Idem, 1944), de Reginald Le Borg

A continuação do peculiar A Mulher Fera, que, pelo que dizem,parece ser mais uma versão feminina de Tarzan do que um filme do gênero.

A Vingança do Homem Invisível (The Invisible Man’s Revenge, 1944), de Ford Beebe

Sim, realmente chegou ao 5º filme e, como pode se prever, não é nada bom . Veja caso interesse o destino do personagem de Robert Griffin, que é tão bizarro como o próprio filme!

O Fantasma da Múmia (The Mummy’s Ghost, 1944), de Reginald Le Borg

Outra continuação que acaba sendo parecida com o seu antecessor, não apresentando nada de realmente engajador.

Clímax (The Climax, 1944), de George Waggner

Uma indireta continuação de O Fantasma da Ópera, de 1943, que, infelizmente, não se saiu bem sucedido na bilheteria, embora seja reconhecida por muitos como um bom filme. Conta com uma ótima presença de Boris Karloff como o complexo protagonista.

Dead Man’s Eyes (Idem, 1944), de Reginald Le Borg

Um thriller de suspense que nunca veio às luzes por aqui, mas sua trama envolvendo a deficiência da cegueira como o fator desconcertante da história parece ser interessante o suficiente.

A Casa de Frankenstein (The House Of Frankenstein, 1944), de Erle Kenton

O primeiro crossover entre a maioria das criaturas icônicas presentes na lista (por alguma razão a Múmia e o Homem Invisível não aceitaram o convite). E embora não tenha um bom roteiro e pouco se preocupe em querer estabelecer bem as personagens, é impagável ver o trabalho do ÓTIMO elenco. Ainda tem a participação de Karloff, não como a criatura, mas como o próprio dr. Frankenstein!

A Praga da Múmia (The Mummy’s Curse, 1944), de Leslie Goodwins

FINALMENTE, as ideias acabaram e essa saga da múmia teve seu fim.

The Frozen Ghost (Idem, 1944), de Harold Young

Nada de novo no front aqui e temos mais do mesmo thriller de suspense envolto em um mistério sobre manipulação científica.

The Jungle Captive (Idem, 1944), de Harold Young

O último filme da bizarra trilogia da mulher macaca que aparentemente surpreende ao voltar as raízes bizarras de seu filme original e mesclar com o tom de aventura de seu segundo filme. Essa trilogia é mesmo intrigante, merece mesmo ser visitada!

Strange Confession (Idem, 1945), de John Hoffman

Uma mistura do terror/mistério mesclado com ficção científica.

A Casa de Drácula (House Of Dracula, 1945), de Erle Kenton

A continuação de A Casa de Frankenstein, que mais uma vez junta os icônicos monstros em cena, com uma boa pitada de humor e suspense. Vale a pena conferir só por essa impagável junção!

O Travesseiro da Morte (Pillow Of Death, 1945), de Wallace Fox

Sombrio e macabro. Esquecível, mas merece ser conferido.

The Spider Woman Strikes Back (Idem, 1946), de Arthur Lubin

Não se engane pelo titulo bem mentiroso, pois, na trama, não se encontra em nada relacionado com aranha. Na verdade, envolve uma estalagem assombrada e uma planta demoníaca. Vai entender, pelo menos deve ser ao menos divertido!

House Of Horrors (Idem, 1946), de Jean Yarbrough

O filme que tentou iniciar uma nova franquia envolvendo o “Creeper”, o stalker perseguidor monstruoso, mas que acaba talvez sendo apenas um genérico thriller/suspense com muito pouco de terror.

A Mulher-Lobo de Londres (She-Wolf of London, 1946), de Jean Yarbrough

Idealizado como uma versão feminina do clássico de 1935, só que diferentemente daquele filme, esse se preocupa de forma bem inteligente com o drama e mistério da figura da criatura, ainda mais envolvendo uma personagem feminina no papel (algo RARO de se ver hoje). Pode não ser lá essas coisas, mas é deveras interessantíssimo por seus conceitos!

The Cat Creeps (Idem, 1946), de Erle Kenton

Um previsível e genérico filme de terror e mistério sobre uma casa assombrada.

The Brute Man (Idem, 1946), de Jean Yarbrough

A continuação do fraquinho House of Horrors, que, hoje, é bem comentado e apreciado por muitos como uma subestimado continuação do filme original, sempre elogiando a boa performance de Rondo Hatton em seu complexo, tenebroso e trágico personagem.

Abbott e Costello Às Voltas com Fantasmas (Abbott and Costello Meet Frankenstein, 1948), de Charles Barton

O que é melhor do que ver o trio das icônicas criaturas do Lobisomem, monstro de Frankenstein e Drácula juntos de novo? Que tal trazer a também icônica dupla dos fabulosos Abbott e Costello, que criam aqui uma HILÁRIA aventura cheia de suspense e risadas até dizer chega!

Abbott e Costello Frente a Frente com Assassinos (Abbott nd Costello Meet the Killer, Boris Karloff, 1949), de Charles Barton

Se um já não bastasse, aí vem a continuação, onde, mais uma vez, vemos a dupla se envolvendo numa trama de mistério intrigante recheado de hilárias tiradas. Embora não seja tão bom quanto seu antecessor, ver a dupla contracenar com Boris Karloff é impagável!

“O Monstro da Lagoa Negra” foi o último grande filme de monstro da Universal.

Década de 1950

Abbott e Costello e o Homem Invisível (Abbott and Costello Meet the Invisible Man, 1951), de Charles Lamont

Impressionante como esse terceiro filme das desventuras da icônica dupla com as criaturas da Universal consegue não só prestar homenagem ao clássico original de 1933, como também ser uma possível continuação, bem humorada e divertida. Um filme subestimado e pouco reconhecido!

O Tirano (The Strange Door, 1951), de Joseph Pevney

Uma trama bem bizarra e um tanto incongruente, mas que se salva pela presença ilustre de Charles Laughton como o HILÁRIO vilão!

O Castelo do Pavor (The Black Castle, 1952), de Nathan Juran

Um perfeito filme de capa e espada com um bom toque de terror no estilo de Edgar Allan Poe. Um filme redondo e inofensivo!

A Ameaça Que Veio do Espaço (It Came From Outer Space, 1953), de Jack Arnold

Conhecido por ser o pai influente de milhares elementos dos clássicos de ficção científica, o excelente filme de Jack Arnold equilibra muito bem o tom de mistério enervante e assustador com suas tenebrosas criaturas alienígenas, como também possui uma aura tão pura e de encanto que com certeza fica claro onde diretores como Steven Spielberg, Don Siegel e John Carpenter viriam a beber de inspiração para alguns de seus grandes filmes. Um filme muito especial não só dos clássicos monstros da Universal como da própria ficção científica!

Abbott e Costello Enfrentando o Médico e o Monstro (Abbott and Costello Meet Dr. Jekyll and Mr. Hyde, 1953), de Charles Lamont

Só mesmo com Abbot e Costello que poderíamos vir a ver finalmente a história do Dr. Hyde e Jekyll em cena de forma sublime e absolutamente hilária, intrigante e tenebrosa. E o que dizer de Boris Karloff como o icônico personagem? Perfeição!

O Monstro da Lagoa Negra (Creature From the Black Lagoon, 1954), de Jack Arnold

Já era hora de vermos outra icônica criatura ganhando vida entre os monstros da Universal, e é aí que vem o filme de Jack Arnold e entrega exatamente isso. Não é um filme perfeito, mas é, inegavelmente, encantador.

Leia a crítica completa Aqui.

A Revanche do Monstro (Revenge of the Creature, 1955), de Jack Arnold

A  continuação do Monstro da Lagoa Negra, e tão absurdamente divertida quanto. E sem falar que conta com o primeiro papel como ator de um  jovem Clint Eastwood.

Maldição da Serpente (Cult of the Cobra, 1955), de Frances Lyon

O brilho aqui com certeza se encontra em seu formidável elenco, que conta com uma ótima Faith Domergue. Mas, no o que diz respeito à trama, deixa um pouco a desejar.

Guerra Entre Planetas (The Island Earth, 1955), de Joseph Newman e Jack Arnold

Um dos filmes que possuí a fama de pai criador de vários temas e clichês de clássicos da ficção científica. Mas uma coisa é certa: o filme, com suas mirabolantes ideias, elenco carismático e efeitos visuais SOBERBOS para a sua época, consegue ser muito especial!

Abbott e Costello Enfrentam a Múmia (Abbott and Costello Mett the Mummy, 1955), de Charles Lamont

A dupla não podia deixar de cruzar com a Múmia, não é? E mesmo esse não sendo o melhor dos filmes crossover da dupla com as criaturas, ainda continua sendo muito engraçado e encantador!

Tarântula (Tarantula, 1955), de Jack Arnold

Tinha que ter monstrão grandão destruidor aqui também, né? E logo mais um clássico feito por Jack Arnold, que cria um bem cafona mas deveras excitante filme de monstros gigantes assolando uma pobre cidade. Ah, e mais uma vez uma aparição de um breve jovem Clint Eastwood. Isso tudo já vale a obrigatória sessão!

À Caça do Monstro (The Creature Walks Among Us, 1956), de John Sherwood

O último filme da trilogia da criatura do lago que, mesmo não sendo tão bom quanto seus antecessores, consegue fechar de forma mais do que decente o arco de sua trágica criatura título.

Curuçu, O Terror do Amazonas (Curucu, Beast of the Amazon, 1956), de Curt Siodmak

Nossa, chame isso de vergonha alheia. Se você espera ver um filme de monstros sobre uma criatura brasileira, então, vá procurar em outro lugar. Isso aqui não passa de um filme de aventura bem medíocre sem nada de interessante a mostrar!

O Templo do Pavor (The Mole People, 1956), de Virgil Vogel

Uma  boa mistura de terror horripilante com aventura escapista. Nada muito impressionante, mas consegue ser um bom  divertimento!

The Incredible Shrinking Man (Idem, 1957), de Jack Arnold

Uma obra-prima. O filme que salienta de forma perfeita que Jack Arnold não era um mero diretor de filmes de monstros, e sim um cineasta de alto nível, fazendo aqui um bom, divertido e profundo cinema!

The Deadly Mantis (Idem,1957), de Nathan Juran

Bom, se teve uma Tarântula gigante, haveria que ter um Louva-Deus, não é mesmo?! Não é um grande filme, mas é um bom passatempo.

No Mundo dos Monstros Pré-Históricos (The Land Unknown, 1957), de Virgil Vogel

Um filme de aventura e ficção-cientifica sobre uma ilha habitada por dinossauros gigantes. Bem, pode não ser nenhuma obra-prima, mas é inegavelmente divertido!

Rastros do Espaço (The Monolith Monsters, 1957), de John Sherwood

Uma empreitada entre a população de uma cidadezinha contra as causas místicas de um misterioso ser. Muito bom de se assistir!

A Cabeça Satânica (The Thing That Couldn’t Die, 1958), de Will Cowan

Uma trama até interessante, mas completamente mal e fracamente executada!

O Monstro Sanguinário (Monster on the Campus, 1958), de Jack Arnold

Não é um dos melhores que Jack Arnold veio entregar ao gênero, mas ainda um bom e estiloso divertimento nas desventuras dessa misteriosa criatura.

Sanha Diabólica (Curse of the Undead, 1959), de Edward Dein

Uma mistura bem legal de Faroeste com terror e o elemento vampiresco. Mas não é lá essas coisas.

Vaidade que Mata (The Leech Woman, 1960), de Edward Dein

Deveras bem divertido e intrigante em sua execução, mas bem raso no que diz respeito ao drama.

Frank Langella em “Drácula”, de 1979.

Década de 1970

Drácula (Drácula, 1979), de John Badham

Uma das hoje esquecidas versões de Drácula que, ao contrário do que se possa pensar, consegue mesmo ser um bom e interessante filme e captar esse tom gótico e sensual que faz jus à obra de Bram Stoker. Ainda conta com  um trio de ótimas participações de Frank Langella como o icônico personagem e Donald Pleasence e Laurence Olivier!

“A Múmia”, reboot feito em 1999.

Década de 1990

A Múmia (The Mummiy, 1999), de Stephen Sommers

O remake blockbuster do clássico de 1932 que surpreendeu em conseguir capturar um tom classicista para sua narrativa de filme B e misturar ótimos elementos de ação, terror e comédia em perfeita harmonia. E de bônus ainda ter elenco carismático afiado, deixando o filme preso na memória nostálgica de muitos até hoje!

Leia a crítica completa Aqui.

Lançado em 2004, “Van Helsing” foi um fiasco.

Década de 2000

O Retorno da Múmia (The Return of the Mummy, 2001), de Stephen Sommers

Se vários dos clássicos aqui da lista receberam intermináveis continuações, então era mais do que óbvio que o filme de Stephen Sommers receberia a sua. Nada de ótimo, nada de ruim, apenas uma divertida aventura, mas sem o charme do primeiro filme!

Leia a crítica completa Aqui.

Van Helsing (Idem, 2004), de Stephen Sommers

O filme que define perfeitamente o ‘guilty pleasure’. O roteiro é claramente ruim, e, tirando Hugh Jackman, o resto do elenco é mediano. Mas é tão interessante ver como Sommers mistura vários dos icônicos monstros em um filme só.

A Múmia: Tumba do Imperador Dragão (The Mummy: Tomb of the Dragon Emperor, 2008), de Rob Cohen

A perfeita definição de um irritantemente fraco desgaste de uma franquia e um verdadeiro desrespeito aos muitos fãs dos filmes e aos próprios atores que participam. Apenas um blockbuster ruim!

Leia a crítica completa Aqui.

O Lobisomem (The Wolf Man, 2010), de Joe Johnston

Por alguma razão, essa moderna investida no mito da criatura do Lobisomem conquistou uma boa parcela de admiradores. Pra mim não passa de um filme estilizado em sua violência sanguinária e com uma fraca história dramática. Os efeitos da criatura são bons e Benício Del Toro é sempre um ilustre protagonista, mas o filme não faz jus nenhum às suas poucas qualidades!

“A Múmia” é o filme que inicia o nono universo compartilhado da Universal.

Década de 2010

Drácula –  A História Nunca Contada (Dracula Untold, 2014), de Gary Shore

O Batman Begins do Drácula, só que numa versão rasa, genérica e clichê. Luke Evans é bom ator e entrega um decente protagonista, mas infelizmente as manobras previsíveis do filme não conseguem criar uma história nem boa nem convincente para um filme nem bom nem convincente.

A Múmia (The Mummy, 2017), de Alex Kurtzman

A recente investida do gênero dos monstros da Universal está programado para ser o primeiro capitulo de um novo universo cinematográfico de monstro. O primeiro desses filmes é um longa divertido e bem intencionado, que inegavelmente possui suas irritantes falhas genéricas de um filme de ação blockbuster. As novas adaptações prometem!

Leia a crítica completa Aqui.

Ufa! Essa foi longa, mas valeu muito a pena. Esperamos que a lista te ajude a conhecer melhor  e te instigue a procurar esses filmes que a Universal entregou ao longo dos anos e que conseguem ser uma verdadeira aula de cinema. Deixe sua opinião abaixo e muito obrigado pela paciente leitura!