Essa é uma lista que talvez você não encontre facilmente por aí, até porque ela não fala de um gênero ou um tipo conhecido de filmes. A ideia é colocar longas em que são encontrados lugares perdidos, cidades, civilizações, templos perdidos, e que contem como acontece o processo de exploração dando ele certo ou não. Hollywood sempre fez bons filmes de aventura a respeito desse tema como caça ao tesouro, ou a procura de uma ilha perdida e parece que esse tema está voltando com tudo para os cinemas com Z – A Cidade Perdida

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10. Atlantis – O Reino Perdido (2001)

“Em apenas um dia e uma noite de infortúnio, a ilha de Atlântida desapareceu nas profundezas do mar” com essa menção de Platão tem início a regular animação Atlantis – O Reino Perdido da Disney.  Não é por menos terem começado com essa frase do filósofo grego, foi ele o primeiro a citar o continente perdido de Atlântida.  Segundo seus contos os Atlantis tentaram invadir Atenas, não obtiveram êxito e em um dia a terra teria sucumbido e afundado no oceano. A cultura pop sempre trouxe a ideia de que exista um lugar como Atlântida por baixo do mar. Dois Atlantis muito conhecidos pelos nerds são Aquaman da DC que deve estrear filme próprio ano que vem e Namor que ainda não deve sair tão cedo do papel. Quanto ao longa animado, passou despercebido pelo público, não por ser ruim já que qualidade gráfica é boa e o tema escolhido aborda temas como ciência e história, mas por não ter uma narrativa tão bem desenvolvida e os personagens centrais não dos mais carismáticos. 

9.  Viagem ao Centro da Terra – O Filme (2008)

Viagem ao Centro da Terra é um clássico de ficção científica da literatura fantástica escrito por Júlio Verne e lançado. No filme Trevor Anderson (Brendan Fraser) é um cientista não muito reconhecido pelos colegas cientistas. Decidido a encontrar seu irmão que teria sumido de forma misteriosa ele parte para a Islândia junto com seu sobrinho (Josh Hutcherson) ainda se soma a equipe uma guia local. Durante a expedição eles acabam ficando presos em uma caverna e ao tentar sair dela acabam indo parar literalmente no centro da terra. Como não poderia ser diferente tudo é muito fantasioso. Eles estão em mundo mágico que poucos tiveram a oportunidade de encontrar e talvez o irmão de Trevor esteja preso lá. Brandon Fraser na época era o ator do momento, assim como Chris Pratt é agora. Tudo começou em 1999 com o sucesso A Múmia e ainda em 2008 teve a fantasia Coração de Tinta também indo para os cinemas. Essa é a primeira produção com atores reais a ser gravada por completo com a tecnologia 3D. E há uma sequência direta chamada Viagem 2 – A Ilha Misteriosa com Dwayne Johnson (Velozes e Furiosos 8) no papel do aventureiro e um terceiro longa está sendo feito com uma ida planejada á lua. 

8. Cristóvão Colombo – A Aventura do Descobrimento (1992)

Produção dirigida por John Glen (007 – Contra Octopussy) faz parte das comemorações dos 500 anos da chegada do navegador genovês ao continente americano. Essa não é das melhores produções a respeito do descobrimento, mas vale por tratar de um assunto histórico e por contar os bastidores do financiamento da viagem dele até a chegada. Custou 45 milhões de dólares e teve um desempenho pífio nos cinemas, arrecadando apenas 8 milhões. Talvez o resultado péssimo nas telas se deva a estreia no mesmo ano de 1492 – A Conquista do Paraíso de Ridley Scott, dois filmes sobre o mesmo assunto lançados no mesmo ano é de cansar qualquer um. 

7. Kong: A Ilha da Caveira (2017)

Recentemente estreou nos cinemas o novo filme do King Kong e tanto essa versão como a de 2005 dirigida por Peter Jackson apresentam de forma diferente a Ilha da Caveira, local em que o monstrão vive. Lá, além do gorila gigante há dinossauros, insetos que dariam medo em qualquer um e uma tribo antiga, na versão nova há muito mais monstros que foram apresentados. A ilha em questão apareceu pela primeira vez no longa de 1933. A história dessa nova versão é muito parecida com todas as outras. Uma equipe vai até a ilha inexplorada para realizar “estudos” no solo e jogam bombas para o agitar. O que descobrem não é nada animador e passam todo o filme correndo dos monstros que ali residem. A Ilha da Caveira é como uma personagem assustador e enigmático. 

6.  Congo (1995)

Essa é outra produção baseada em um livro, nesse caso do escritor Michael Crichton. Congo não é um clássico e dificilmente as pessoas lembram dele, mas é uma produção bem interessante. Tudo tem início com um grupo que vai à África para realizar uma expedição, dentre os muitos propósitos está o de descobrir mortes suspeitas de funcionários ligados a uma empresa de comunicação. Junto eles levam um gorila que aprendeu a linguagem dos sinais para se comunicar com os humanos, a ideia é soltar o gorila em seu habitat natural para conviver com outros da mesma espécie. Mas uma das pessoas na verdade não é bem o que parece ser e quer encontrar uma cidade perdida em que estariam as Minas do Rei Salomão.  Congo custou 50 milhões e teve boa receptividade nos cinemas fazendo 150 milhões. 

5. Allan Quatermain e a Cidade do Ouro Perdido (1986)

Quem cresceu assistindo aos filmes que passavam na TV na década de noventa se lembra bem de Allan Quatermain. O primeiro longa lançado em 1985 se chamava As Minas do Rei Salomão e a continuação recebeu o nome Allan Quatermain e a Cidade do Ouro Perdido. Quartemain é interpretado pelo carismático Richard Chamberlain (Pássaros Feridos) e seu personagem veio no mesmo momento que outro aventureiro fazia sucesso nos cinemas, era Indiana Jones de Steven Spielberg. Seu par romântico é vivido pela atriz Sharon Stone que recebeu o Framboesa de Ouro por sua atuação exemplar. O aventureiro é um outro personagem que saiu das páginas de um livro, ele foi criado pelo inglês Henry Rider Haggard no século 19. Ele ainda apareceria como personagem da história em quadrinho de Allan Moore que consequentemente virou o filme A Liga Extraordinária onde foi vivido por Sean Connery. Quanto ao longa não há muito o que se dizer já que o nome já entrega que será encontrada uma cidade de ouro perdida. A busca por tesouros sempre foi alvo de produções hollywoodianas e tudo em A Cidade do Ouro Perdido é feito de forma simples. Até hoje não se entende porque não houve mais continuações ou remakes dele, ignorem a versão de 2008 que é bem fraca. 

4. 1492 – A Conquista do Paraíso (1992)

Essa é uma produção clássica e baseada em fatos é a chegada de Colombo ao novo continente. Por sinal, 1992 foi o ano dos conquistadores na América como dito logo acima. Além desse outro longa sobre o assunto estreou no mesmo ano, é o desconhecido Cristóvão Colombo – A Aventura do Descobrimento. Isso se deve por 1992 ter completado 500 anos do descobrimento da América. Em 1492, Cristóvão é interpretado pelo ator Gérard Depardieu e tem a direção aclamado de Ridley Scott (Alien). Essa foi uma exigência do diretor para que pudesse fazer o longa, que o intérprete fosse o ator francês. Foi aí que Scott começou sua paixão por produções de época, se somaram depois dele Gladiador, Cruzada e Robin Hood. Ele já era um diretor de prestigio quando o fez e isso ajudou bastante na condução. 1492 acompanha vinte anos na vida do navegador, desde sua concepção para chegar ao Novo Mundo passando pelo descobrimento e colonização do lugar até sua velhice. É uma obra grandiosa e que merece ser vista por todos. 

3. Z – A Cidade Perdida (2017)

Em cartaz atualmente nos cinemas brasileiros Z – A Cidade Perdida é uma história que realmente aconteceu e intriga todos até hoje. Não que a cidade de Z exista, mas o arqueólogo e explorador Percy Fawcett acreditava que sim. Ele já havia feito outras explorações na região antes de ir para a aventura que iria coincidir com seu sumiço misterioso. Há muitos rumores desde a época do descobrimento que a região da floresta amazônica escondia cidades feitas de ouro, o caso mais clássico é o de El Dorado. Quanto ao filme ele tenta representar o fato como aconteceu, desde a ideia de encontrar “Z” até a expedição feita junto com seu filho. O intérprete de Fawcett é o ator Charlie Hunnam que também é o Rei Arthur que ainda está nos cinemas. Tom Holland e Robert Pattinson também participam dele, além da atriz Sienna Miller. Filme é baseado no livro de David Grann que conta o caso como teria acontecido. 

2. Aguirre, a Cólera dos Deuses (1972)

Essa é uma das produções mais realistas sobre o conto da El Dorado, em que muitos no início da colonização ao Novo Mundo acreditavam que havia uma cidade banhada de ouro maciço. Muitos lugares foram sugeridos em que ela pudesse estar, mas a Amazônia foi considerado o local ideal para um lugar desse pelos colonizadores. Aguirre se passa logo após a queda do Império Inca, e o explorador Gonzalo Pizarro envia um grupo para uma expedição rumo ao desconhecido em busca da tal cidade. Don Lope de Aguirre acaba por liderar todos em uma missão perigosa, para não dizer homicida rumo a selva amazônica. E para piorar Aguirre fica transtornado pela ambição por riqueza e isso acaba atrapalhando bastante seu julgamento em tomar decisões. O final é uma das melhores partes, não pelo o que acontece, mas o modo como tudo é mostrado. 

1. Indiana Jones e o Templo da Perdição (1984)

Indiana Jones é um dos principais aventureiros modernos do cinema. Desde Os Caçadores da Arca Perdida até agora foram quatro filmes e um quinto está em produção, além do personagem ter participado de duas temporadas da série O Jovem Indiana Jones. Indiana Jones e o Templo da Perdição  foi dirigido por Steven Spielberg com auxílio de George Lucas na produção. Harrison Ford como não poderia deixar de ser interpreta Indiana Jones e antes de atuar na produção já era conhecido por ter participado como Han Solo da saga Star Wars e depois do primeiro Indiana ainda fez o clássico Blade Runner, ou seja, já era um ator veterano quando foi escolhido para interpretar o herói que visita lugares místicos e alguns jamais visitados por alguém. Em todos os longas Jones visita locais desconhecidos e perdidos pelo tempo, mas esse talvez seja o que melhor se encaixe na lista, O Reino da Caveira de Cristal também poderia entrar, mas é um filme ruim demais para isso. 

Escrito por Gabriel Danius.

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