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Assassin’s Creed Black Flag Resynced vende 2 milhões de cópias no primeiro dia

Um retorno triunfante para a franquia Assassin’s Creed Black Flag Resynced vendeu 2 milhões de cópias nas primeiras 24 horas após o lançamento em 9 de julho, segundo anúncio oficial da Vantage Studios, subsidiária da Ubisoft responsável pela marca. O remake atingiu o primeiro lugar na Twitch no dia do lançamento e um pico de […]

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
4 min de leitura

Um retorno triunfante para a franquia

Assassin’s Creed Black Flag Resynced vendeu 2 milhões de cópias nas primeiras 24 horas após o lançamento em 9 de julho, segundo anúncio oficial da Vantage Studios, subsidiária da Ubisoft responsável pela marca. O remake atingiu o primeiro lugar na Twitch no dia do lançamento e um pico de 99.451 jogadores simultâneos na Steam, o maior número já registrado por um jogo da franquia Assassin’s Creed na plataforma da Valve, superando marcas anteriores estabelecidas por Odyssey e Origins.

Como já detalhamos em cobertura anterior sobre as melhorias técnicas do jogo no PS5 Pro, Black Flag Resynced foi reconstruído do zero usando a versão mais recente da engine Anvil, e o esforço técnico parece ter se traduzido diretamente em resultado comercial.

A melhor recepção crítica da franquia em treze anos

O jogo acumula 85% de aprovação no OpenCritic e 84% no Metacritic, tornando-se o título mais bem avaliado da série desde o Assassin’s Creed IV: Black Flag original, lançado em 2013. A IGN dos Estados Unidos deu nota 9 de 10, descrevendo o remake como “maior e melhor em todos os aspectos que realmente importam”. A Digital Foundry, referência em análise técnica, chamou o jogo de “um dos remakes mais bem executados que já vimos”.

Entre os jogadores, a recepção também tem sido positiva: nota média de 4,79 de 5 na PlayStation Store, 4,7 de 5 na Xbox Store e avaliação “majoritariamente positiva” no Steam, ainda que uma parcela dos usuários tenha criticado a quantidade de DLCs pagos, que somados custam mais do que o próprio jogo base.

O que Martin Schelling disse sobre o momento

“Black Flag sempre ocupou um lugar especial no coração da comunidade, e no nosso também”, declarou Martin Schelling, head da marca Assassin’s Creed. “Trazer esse jogo de volta com Resynced foi uma forma de honrar a paixão dos fãs pelas aventuras de Edward e pelo sentimento único de liberdade que os jogadores experimentaram naquela época. Ver tantos jogadores zarpando já no primeiro dia, além das excelentes avaliações da crítica especializada, é a maior recompensa que poderíamos esperar.”

A ironia que ninguém no comunicado menciona

O sucesso comercial do jogo chega numa semana particularmente amarga para parte da equipe que ajudou a construí-lo. Como já detalhamos em cobertura anterior, a Ubisoft demitiu 51 funcionários do estúdio de Barcelona, um dos quinze estúdios que colaboraram no desenvolvimento de Black Flag Resynced, apenas dias depois de a equipe concluir seu trabalho no jogo. O evento de lançamento planejado para comemorar com os funcionários foi cancelado, e trabalhadores da Ubisoft Barcelona seguem em greve parcial, com paralisações programadas até 16 de julho.

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O contraste entre o comunicado triunfante da matriz e a realidade vivida por parte da equipe que tornou o resultado possível não passou despercebido pela comunidade, especialmente porque o próprio desenvolvimento envolveu colaboração de estúdios da Ubisoft em Barcelona, Belgrado, Bordeaux, Bucareste, Chengdu, Da Nang, Índia, Kyiv, Montpellier, Montreal, Filipinas, Quebec, Xangai e Sófia, além da liderança da Ubisoft Singapore.

O que o resultado significa para o futuro da franquia

Segundo estimativas da Alinea Analytics baseadas apenas em pré-vendas, o jogo já havia superado as vendas de Skull & Bones, outro projeto pirata da Ubisoft lançado em 2024. O sucesso financeiro de Black Flag Resynced pode abrir caminho para mais remakes de títulos antigos da franquia, especialmente porque a própria Ubisoft já sinalizou nos bastidores um possível remake do Assassin’s Creed original.

Para uma empresa que registrou prejuízo de aproximadamente €1,3 bilhão no último ano fiscal, como detalhamos na cobertura sobre os cortes em Barcelona, um lançamento bem-sucedido como este representa um respiro financeiro real. A questão que fica em aberto é se esse tipo de sucesso vai eventualmente se traduzir em mais estabilidade para as equipes que constroem esses jogos, ou se o padrão de contratar em massa e demitir logo depois do lançamento vai continuar se repetindo, independentemente do resultado comercial alcançado.

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