Últimas
Slay the Spire 2 sofre review bomb após jogadores notarem nome de crítica feminista…Nintendo promete grandes jogos para compensar alta no preço do Switch 2Mixtape tem maior nota do ano e virou alvo de ódio onlineForza Horizon 6 vaza por acidente no Steam dez dias antes do lançamentoDiário da Princesa 3 terá Anne Hathaway como rainha e filmagens na EuropaO Diabo Veste Prada 2 já superou toda a bilheteria do primeiro filme no…Dua Lipa processa Samsung por US$ 15 milhões após uso não autorizado de sua…O Agente Secreto vence sete categorias no Prêmio Platino e supera Ainda Estou AquiSlay the Spire 2 sofre review bomb após jogadores notarem nome de crítica feminista…Nintendo promete grandes jogos para compensar alta no preço do Switch 2Mixtape tem maior nota do ano e virou alvo de ódio onlineForza Horizon 6 vaza por acidente no Steam dez dias antes do lançamentoDiário da Princesa 3 terá Anne Hathaway como rainha e filmagens na EuropaO Diabo Veste Prada 2 já superou toda a bilheteria do primeiro filme no…Dua Lipa processa Samsung por US$ 15 milhões após uso não autorizado de sua…O Agente Secreto vence sete categorias no Prêmio Platino e supera Ainda Estou Aqui
Bastidores®
  • Início
  • Notícias
    • Viral
    • Cinema
    • Séries
    • Games
    • Quadrinhos
    • Famosos
    • Livros
    • Tecnologia
  • Críticas
    • Cinema
    • Games
    • TV
    • Quadrinhos
    • Livros
  • Artigos
  • Listas
  • Colunas
  • Início
  • Notícias
    • Viral
    • Cinema
    • Séries
    • Games
    • Quadrinhos
    • Famosos
    • Livros
    • Tecnologia
  • Críticas
    • Cinema
    • Games
    • TV
    • Quadrinhos
    • Livros
  • Artigos
  • Listas
  • Colunas
Publicidade
Catálogo

Crítica | O Doutrinador – Um Justiceiro nacional com abordagem imatura

No fim, o grande mérito que O Doutrinador merece é o de existir. Finalmente temos uma produção nacional

Lucas Nascimento
Lucas Nascimento Redação
24 de outubro de 2018 · 5 min de leitura
Publicidade

Sempre fui a favor do cinema de gênero no audiovisual brasileiro, que raramente flerta com produções populares que não sejam comédias de um nível bem baixo – ver as franquias De Pernas pro Ar, Até que a Sorte nos Separe e outras produções com o selo da Globo Filmes. Dito isso, sou a primeira pessoa a se empolgar quando anunciam que teremos um “filme de super-herói” brasileiro com O Doutrinador, lançando convenientemente em um período de eleições presidenciais no país.

Publicidade

A história também é situada em um ano eleitoral, nos apresentando a Miguel (Kiko Pissolato), membro do D.E.A., divisão mais avançada da polícia militar no país. Quando sua filha é morta por uma bala perdida e falece pela falta de apoio de um hospital público, prejudicado pelo desvio de dinheiro de um governador local, Miguel faz justiça com as próprias mãos e assume a identidade do Doutrinador. Agindo como vigilante pela cidade, a figura mascarada persegue políticos corruptos que sejam responsáveis pelo colapso interno do Brasil, contando com a ajuda da hacker Nina (Tainá Medina) ao mesmo tempo em que passa a ser perseguido pelas autoridades do qual ele mesmo faz parte. 

É a premissa básica de um filme do Justiceiro, com Miguel adotando a persona de vigilante violento e que pretendo triunfar sobre as amarras da corrupção, com uma moralidade duvidosa e muita violência. O problema é que falta à equipe de O Doutrinador, tanto no roteiro quanto na direção, maturidade e foco para lidar com sua temática, que parece essencialmente focada em um público mais adolescente. Ao passo em que tenta abordar a situação política do país, O Doutrinador também tenta oferecer entretenimento do nível de séries de TV de heróis – onde acaba soando mais como um Titans do como Justiceiro ou Demolidor, no que diz respeito a valor de choque.

Publicidade

O roteiro assinado pelo batalhão de Mirna Nogueira, L.G. Bayão, Rodrigo Lagos, Denis Nielsen, Guilherme Siman e Gabriel Wainers egue de perto a fórmula desse tipo de narrativa, com a perda do protagonista afetando suas ações subsequentes. Nada de errado com a fórmula, mas é executada através de diálogos tão artificiais e capengas, onde claramente nota-se que os roteiristas pensavam em determinadas frases em inglês (por trazer jargões típicos de blockbusters americanos) e que soam risíveis quando ditos em voz alta no bom e velho português, com “Sou hacker, caralho” sendo um de meus exemplos favoritos. 

O longa também nunca sabe onde se encontra em relação a seu protagonista, tentando oferecer uma mensagem sobre a corrupção, mas tudo soa como um adolescente de 12 anos que acaba de assistir a O Cavaleiro das Trevas e Tropa de Elite 2, sendo a versão mais reduzida e genérica desses dois filmes. A moralidade de Miguel raramente é discutida, com o texto retratando o policial de forma séria e  dramática, enquanto todos os políticos são – literalmente – personagens de quadrinhos altamente cartunescos e exagerados. São dois filmes conflitantes que não parecem entrar em sintonia, e que se perdem na cronologia acelerada do filme, que pula semanas em questões de minutos de forma abrupta.

Dirigido por Gustavo Bonafé – que contou com Fábio Mendonça na co-direção -, é um trabalho que, na maioria do tempo, não prejudica, mas é genérico demais. No pior dos casos, é desesperado para causar um impacto, como a pavorosa sequência da morte da filha do protagonista, que é dramatizada ao extremo com câmera lenta, desfoques de lente e todo o tipo de artifício barato usado para exacerbar um sentimento – algo que acontece com frequência em outros momentos mais dramáticos, que só ficam pior com a trilha sonora óbvia do Instituto. 

Publicidade

As cenas de ação até que são competentes, com Bonafé e Mendonça tendo uma boa noção da espacialidade dos eventos e também da urgência com seus personagens, mas não temos nada de verdadeiramente imaginativo ou inovador aqui, até porque temos poucas cenas de lutas corporais que tragam alguma coreografia elaborada. A sequência em que o Doutrinador invade uma cobertura, sendo auxiliado por Nina através de uma escuta, porém, representa o ponto alto do longa, por finalmente vermos a ideia de um super-herói no Brasil sendo bem executada. Algo bem distante do vício da dupla em tomadas de helicóptero onde o vigilante aparece parado em uma pose dramática no topo de um telhado, que soa artificial demais – e o letreiro em neon do Rei do Mate escancarado só reforça isso.

Publicidade

No setor do elenco, a situação não melhora. Com um texto raso em mãos, não há muito o que Kiko Pissolato possa fazer para aprofundar Miguel, ainda que o ator seja nitidamente esforçado em seu campo dramático, o efeito cômico da entrega das falas claramente afetadas por estrangeirismos são inevitáveis. O mesmo acontece com Tainá Medina como Nina, ainda que a atriz consiga arrancar momentos mais inspirados graças à natureza mais “descolada” de sua hacker, mas que também sofre do problema de superficialidade – com uma subtrama envolvendo sua mãe na prisão jamais dizendo a que veio. No campo coadjuvante, Carlos Betão faz um antagonista minimamente carismático na figura do principal político corrupto da trama.

No fim, o grande mérito que O Doutrinador merece é o de existir. Finalmente temos uma produção nacional que tenta brincar com a fórmula de um gênero essencialmente enraizado na cultura americana, mas que infelizmente não atinge o potencial de sua ideia promissora, faltando um trabalho melhor de roteiro, elenco e exatamente o tipo de filme que quer ser. 

Leia também
Games

Microsoft anuncia Modo Xbox para o Windows 11 durante a GDC 2026

→

O Doutrinador (Brasil), 2018

Direção: Gustavo Bonafé, Fábio Mendonça (co-direção)
Roteiro: Mirna Nogueira, L.G. Bayão, Rodrigo Lagos, Denis Nielsen, Guilherme Siman, Gabriel Wainer, baseado na obra de Luciano Cunha
Elenco: Kiko Pissolato, Tainá Medina, Eduardo Moscovis, Carlos Betão, Eduardo Chagas, Marília Gabriela, Tuca Andrada, Natália Lage, Eucir de Souza, Gustavo Vaz
Gênero: Ação
Duração: 

Publicidade

Leia também
Games

Valve detalha processo de verificação da nova Steam Machine na GDC

→
Tags: #L.G. Bayão #Marília Gabriela #O Doutrinador
Compartilhar: Twitter Facebook WhatsApp
Lucas Nascimento
Escrito por

Lucas Nascimento

Estudante de audiovisual e apaixonado por cinema, usa este como grande professor e sonha em tornar seus sonhos realidade ou pelo menos se divertir na longa estrada da vida. De blockbusters a filmes de arte, aprecia o estilo e o trabalho de cineastas, atores e roteiristas, dos quais Stanley Kubrick e Alfred Hitchcock servem como maiores inspirações. Testemunhem, e nos encontramos em Valhalla.

Ver todos os posts →
Carregando próxima leitura…
Publicidade
Bastidores®

Aqui a crítica acontece!

📣 Quer anunciar?

Manda um email pro Matheus: matheus@nosbastidores.com.br

  • Início
  • Notícias
  • Críticas
  • Artigos
  • Listas
© 2026 Bastidores. Todos os direitos reservados. feito com café por matheus serafim

Olá, gostaria de entrar e comer um cookie?

Usamos cookies para melhorar a sua experiência, personalizar conteúdo e analisar nosso tráfego.

Política de Privacidade · Política de Cookies · Termos de Uso

Preferências de cookies

Usamos cookies para melhorar a sua experiência, personalizar conteúdo e analisar nosso tráfego.