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Crítica | Transformers: O Filme (1986)

Eis aqui a prova, que os Transformers já tiveram um filme decente.

Ayrton Magalhães
Ayrton Magalhães Redação
16 de julho de 2017 · 5 min de leitura
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Crítica | Transformers: O Filme (1986)

Os Transformers são seres alienígenas, originários do planeta Cybertron. Porém eles não são seres orgânicos, mas sim feitos de metal, capazes de se transformarem em qualquer veículo. Eles surgiram primeiramente como uma linha de brinquedo da Hasbro, e depois viraram series animadas na televisão e posteriormente filmes de grande orçamento, e assim a fama deles só foi crescendo durante décadas. Contudo, quem pensa que os filmes dos transformers só surgiram em 2007 com Michael Bay na direção, se engana completamente. Em 1986 foi lançado este filme que marcava o fim da segunda temporada da primeira série animada deles, Transformers: G1 e o início de sua terceira temporada.

O filme se inicia com uma sequência apocalíptica, onde o gigantesco planeta vivo, Unicron, devora um corpo celeste inteiro em questão de minutos, matando todos os seus habitantes. Com isso o público é apresentado a ameaça principal do longa, que é muito maior e mais perigoso que todos os outros vilões apresentados na série.

Então após isso, somos levados a Cybertron, no ano de 2005, onde está ocorrendo uma massiva guerra entre os justos e bondosos Autobots, contra os malignos e cruéis Decepticons, liderados respectivamente pelo líder Optimus Prime e por Megatron. Optimus manda um grupo com seus leais autobots para a Terra, com o objetivo de buscarem suprimentos, porem os Decepticons ficam sabendo, invadem e matam todos os tripulantes da nave que se dirigia a Terra.

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Os Decepticons então chegam a Terra e começam a atacar a base autobot, porém durante o ataque, os autobots, conseguem avisar o Líder Optimus sobre a situação, e em alguns minutos, ele chega a Terra para defender seus companheiros. Então se inicia a decisiva luta entre Optimus e Megatron, onde quem sai vitorioso é Optimus, poréem a um grande preço. Os ferimentos que Megatron lhe causou foram fatais, e ele infelizmente acaba morrendo, mas não antes de passar o comando e a Matrix da liderança para o seu leal guerreiro, Ultra Magnus.

Aqui já notamos que o longa tem um clima bem mais pesado que a série, principalmente pelas mortes significativas de personagens queridos da série, como Ironhide, Starscream, Prowl e principalmente do Líder Optimus, que teve uma linda e emocionante cena de morte, bem digna para o personagem. Isso também deixa o filme com uma sensação maior de perigo e urgência, que qualquer um pode morrer a qualquer momento.

Quanto ao Megatron, ele é lançado no espaço ainda vivo, porém seriamente danificado, junto de outros decepticons que estão na mesma situação que a dele. Eles são encontrados pelo Unicron, que os salva e os conserta e também atualiza os seus visuais, com o intuito de torna-los seus capangas, para que possam aniquilar a matriz da liderança, que é o único objeto conhecido capaz de destruí-lo.

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O Unicron é dublado pelo famoso Orson Welles, conhecido por seu papel no clássico Cidadão Kane. Infelizmente, este também foi o último trabalho de Welles, pois um ano antes da estreia, ele veio a óbito. Contudo, o resto do elenco de dublagem também não fica atrás, temos o icônico Leonard Nimoy, dublando a versão reconstruída de Megatron, Galvatron, e obviamente os marcantes dubladores da série animada em seus respectivos papéis

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O longa, além disso, é o responsável por estabelecer diversas novidades para a mitologia dos Transformers. Como a matrix da liderança, a transformação de Megatron em Galvatron, e também claro o já mencionado Unicron. São elementos que até hoje permanecem presentes tanto nas novas séries animadas, quantos nos filmes do Michael Bay. O longa conseguiu enriquecer ainda mais a mitologia dos transformers, e é bastante lembrado por causa disso também.

Infelizmente, o roteiro escrito por Ron Friedman, não está isento de ter alguns furos. Como por exemplo, na cena onde o Unicron fala que vai destruir Cybertron por causa da traição de Galvatron, pois ao invés de devorar o planeta logo, como ele fez com os outros durante o longa, ele se transforma em sua forma humanoide para fazer isso, e não obtém o mesmo resultado. Tudo bem que eles precisavam mostrar a forma robô dele, porém, poderiam ter achado uma maneira melhor que essa. Também teve a parte onde o Unicron engole o Galvatron junto com a Matrix, que era a única coisa que poderia mata-lo, e ele a jogou dentro de seu corpo. Além de ser uma ideia totalmente estúpida, ainda vai contra tudo que o Unicron argumentou durante o filme.

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Uma coisa interessante é que a trilha do filme é basicamente composta por músicas clássicas da década de 1980, que combinaram muito com o estilo aventuresco do longa. Porem em diversas situações, podemos notar que as músicas não são condizentes com o tom das cenas em questão, e acabam ficando deslocadas. Mas na maioria, elas dão um ritmo legal as cenas.

No fim, Transformers – o filme, é de fato o melhor longa sobre os personagens já feito, e desde que foi lançado em 1986, não envelheceu nada mal, principalmente pelo fato do trabalho de animação ser bem simples e totalmente feito à mão, lembrando até um anime em várias ocasiões. Um filme obrigatório para todos aqueles que são fãs dos transformers, principalmente pelos conceitos que eles estabelecem aqui, como o Unicron e a Matrix da liderança.

Transformers: O Filme  (The Transformers: The Movie, EUA – 1986)

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Direção: Nelson Shin
Roteiro: Ron Friedman
Elenco: Peter Cullen, Judd Nelson, Robert Stack, Leonard Nimoy, Orson Welles, Frank Welker
Gênero: Ficção Cientifica, Aventura
Duração: 84 minutos

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https://www.youtube.com/watch?v=_25RK5GbJIc

Tags: #Autobots #Decepticons #Frank Welker #Orson Welles #Peter Cullen #Robert Stack #Transformers
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Ayrton Magalhães
Escrito por

Ayrton Magalhães

"Todas essas lembranças se apagarão com o tempo, como lágrimas na chuva" Citação de um dos meus filmes favoritos de todos os tempos, Blade Runner - O Caçador de Androides.

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