Últimas
Armie Hammer é acusado de nova agressão contra ex-namorada, diz jornal britânicoSean Astin, de O Senhor dos Anéis, fala sobre luta contra IA em HollywoodA Odisseia bate recorde de bilheteria de segundo fim de semana nos EUATradutora de A Odisseia detona filme de Nolan: ‘Teria vergonha de ter escrito isso’‘Talvez a gente ainda se redima’: Downey Jr. já viu Vingadores: Doutor Destino e…Kevin Feige rebate críticas e compara construção de Doutor Destino a ThanosPor que os códigos de GTA 6 no Japão expiram em apenas 170 diasPor que Dragon Age pode ficar anos parado, segundo veterano da BioWare
Bastidores®
  • Início
  • Notícias
    • Viral
    • Cinema
    • Séries
    • Games
    • Quadrinhos
    • Famosos
    • Livros
    • Tecnologia
  • Críticas
    • Cinema
    • Games
    • TV
    • Quadrinhos
    • Livros
  • Artigos
  • Listas
  • Colunas
  • Início
  • Notícias
    • Viral
    • Cinema
    • Séries
    • Games
    • Quadrinhos
    • Famosos
    • Livros
    • Tecnologia
  • Críticas
    • Cinema
    • Games
    • TV
    • Quadrinhos
    • Livros
  • Artigos
  • Listas
  • Colunas
Catálogo

Crítica | Tinha Que Ser Ele?

Apesar dos breves momentos humorísticos, Tinha Que Ser Ele? segue o padrão de seus predecessores, não acrescentando em nada

Thiago Nolla
Thiago Nolla Redação
16 de março de 2017 · 4 min de leitura
Crítica | Tinha Que Ser Ele?

O gênero cômico, tanto na literatura quanto no audiovisual, passou por seus ápices e declínios. Fosse com as narrativas irreverentes dos contos de fada ou com as histórias de comédia romântica adolescente que se tornaram praticamente atemporais – ou até mesmo com o humor ácido de obras mais introspectivas -, tal estilo tornou-se muito saturado pelos roteiros formulaicos e pelas delineações superficiais de seus personagens, transformando-se na comédia pastelão (a base dos longas criados por Adam Sandler, por exemplo).

Tinha Que Ser Ele? traz uma premissa nada original: a narrativa principal gira em torno de um pai (Bryan Cranston) que viaja para o sul da Califórnia para conhecer o namorado magnata (James Franco) de sua filha mais velha (Zoey Deutch). Não é muito difícil prever o que vai acontecer: os dois protagonistas irão se desentender e desencadear uma série de eventos em cadeira totalmente impossíveis e que, querendo ou não, arrancam uma ou outra risada do público.

O elenco também é formado por faces muito bem-vindas, incluindo a de Megan Mullally (cuja afinidade com a comédia vem de seus tempos de glória em Will & Grace), Keegan Michael-Key (dando vida a um personal stylist e treinador cômico e nem tanto caricaturado como se é de costume) e o novato Griffin Gluck, que emerge como o personagem mais maduro dentro de uma família desequilibrada e desajustada.

O principal problema do longa realmente reside na narrativa. A inverossimilhança, tão evitada em blockbusters norte-americanos ou até mesmos em filmes de menos circuito comercial, corre solta e causa estranhamento por serem foco das viradas principais e das superações de obstáculos. Tinha Que Ser Ele? inicia com uma conversa pelo Skype tão cruamente escatológica que a timidez das risadas talvez venha acompanhada de uma certa vergonha alheia – e as coisas apenas aumentam o nível da falta de bom senso: bordões repetitivos e desnecessários se mesclam com objetos de cena gritantes e pretensiosos, reafirmando de modo redundante a excentricidade de Laird (Franco).

Apesar disso, não posso negar que o filme tenta fugir aos estereótipos de produções similares, mesmo que não o consiga com tanto êxito. É de se esperar que tanto a máscara do pai quanto a máscara do namorado caiam e suas verdadeiras intenções sejam reveladas – porém, a personalidade destoante entre os dois formam uma camada relativamente complexa, provando que as aparências realmente enganam.

A conexão entre Cranston e Franco por vezes varre para debaixo do tapete a falta de relação entre os personagens. Todos ali são construções individuais que não conseguem fornecer em momento algum uma centelha de química. Eles funcionam isoladamente, e cada um possui sua subtrama bem delineada, ainda que o roteiro assinado por John Hamburg (também o diretor) e Ian Helfer recorra a saídas clichês – envolvê-los em arcos de redenção ou de superação que vão de lugar nenhum a nenhum lugar.

Como já dito, o longa tem os seus momentos de descontração. Ainda que muito longas, as sequências dialogais entre os protagonistas, ou até mesmo entre Ned (Cranston) e Stephanie (Deutch), são interessantes e conferem um certo ritmo dinamizado para a história. A falha, mais uma vez, reside em sua pretensão e sua vontade exacerbada se significar algo que não é. Além disso, o exagero próprio do subgênero pastelão aumenta exponencialmente e de modo tão visceral que chega a causar repulsa. Ao final do segundo ato, o grande clímax envolve um alce empalhado conservado na própria urina e uma luta mal coreografada.

Publicidade

Confesso ser decepcionante o fato de Hamburg afastar-se tanto assim de seu estilo neste longa. Ao contrário do que vemos em Eu Te Amo, Cara, uma obra que acredita em seu potencial sem forçá-lo a uma reflexão vazia, Tinha Que Ser Ele? não sabe para que lado apontar, e cria tantas subtramas cansativas e previsíveis que podemos supor com certeza absoluta o final antes do final do primeiro ato.

A grande “mensagem” da narrativa é não julgar o outro pela aparência física, e sim pelo que ele tem a oferecer para sua construção. Entretanto, esse ideal restringe-se a um plano intangível e que não se concretiza dentro da construção fílmica. A compreensão vem através do foreshadowing, um recurso relativamente interessante dentro de obras audiovisuais de comédia, mas que por vezes atinge sua cota de originalidade.

Leia também
Artigos

O Final de Blade Runner 2049 Explicado

→

Apesar dos breves momentos humorísticos, Tinha Que Ser Ele? segue o padrão de seus predecessores, não acrescentando em nada para o gênero. A “salvação”, por assim dizer, vem com as performances e o peso atraído pelos nomes do elenco – e nem isso não significa muita coisa.

Tinha Que Ser Ele? (Why Him? – Estados Unidos – 2017)
Direção: John Hamburg

Roteiro: John Hamburg, Ian Helfer
Elenco: Bryan Cranston, James Franco, Megan Mullally, Zoey Deutch, Griffin Gluck, Keegan Michael-Key
Gênero: Comédia
Duração: 111 min.

Tags: #Bryan Cranston #Griffin Gluck #James Franco #Keegan-Michael Key #Megan Mullally #Zoey Deutch
Compartilhar: Twitter Facebook WhatsApp
Thiago Nolla
Escrito por

Thiago Nolla

Thiago Nolla faz um pouco de tudo: é ator, escritor, dançarino e faz audiovisual por ter uma paixão indescritível pela arte. É um inveterado fã de contos de fadas e histórias de suspense e tem como maiores inspirações a estética expressionista de Fritz Lang e a narrativa dinâmica de Aaron Sorkin. Um de seus maiores sonhos é interpretar o Gênio da Lâmpada de Aladdin no musical da Broadway.

Ver todos os posts →
Carregando próxima leitura…
Bastidores®

Aqui a crítica acontece!

📣 Quer anunciar?

Manda um email pro Matheus: matheus@nosbastidores.com.br

Membro do OpenCritic

Navegação

  • Início
  • Notícias
  • Críticas
  • Artigos
  • Listas

Legal

  • Privacidade
  • Termos
  • Cookies
© 2026 Bastidores. Todos os direitos reservados. feito com café por matheus serafim

Olá, gostaria de entrar e comer um cookie?

Usamos cookies para melhorar a sua experiência, personalizar conteúdo e analisar nosso tráfego.

Política de Privacidade · Política de Cookies · Termos de Uso

Preferências de cookies

Usamos cookies para melhorar a sua experiência, personalizar conteúdo e analisar nosso tráfego.