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Crítica | What If…? – 01×06: O que aconteceria se… Killmonger tivesse resgatado Tony Stark?

Depois de um episódio abismal como o da semana passada, What If…? teria de se superar para conseguir entregar algo ainda pior, mas felizmente esse não é o caso. Embora não seja uma obra-prima, o sexto episódio traz uma história interessante que consegue te manter acordado até o final. 

Dessa vez acontecendo ao longo dos eventos de Homem de Ferro e adiantando os acontecimentos de Pantera Negra, temos o vilão Killmonger conseguindo salvar a pele de Tony Stark antes dele sofrer o acidente explosivo que daria origem ao seu heroísmo e alter ego de Homem de Ferro. 

Novamente o roteiro é escrito por Matthew Chauncey que, ao menos dessa vez, constrói uma narrativa minimamente organizada. Espremendo uma história que renderia pelo menos dois filmes em apenas mera meia hora, é de se esperar que o episódio preserva a natureza apressada do seriado já que o Vigia parece apreciar narrativas estupidamente aceleradas. 

Preservando muito da essência dos personagens, mas explorando um pouco mais o lado egocêntrico e arrogante de Tony Stark, relembrando que o personagem também tem uma tendência ao anti-heroísmo, é interessante ver a interação entre ele e o protagonista Killmonger. 

Aqui, há um plano extremamente mirabolante e que com certeza vai exigir muito da sua suspensão da descrença – é algo mais absurdo que o plano do Zemo em Capitão América: Guerra Civil. São tantas reviravoltas insanas envolvendo tantos personagens conhecidos por serem brilhantes que é me fez considerar que o Q.I. deles também varia muito a depender do universo – o rei T’Chaka é o que mais sofre com isso. 

É curioso, porém, que muitas vezes What if…? desperdiça completamente boas oportunidades. Esse episódio, por exemplo, é uma releitura de Pantera Negra trazendo Tony Stark de coadjuvante por alguns minutos. Killmonger ainda se trata do mesmo personagem com o mesmo objetivo. 

Mas, convenhamos, não seria mais interessante ver Killmonger em uma jornada ao lado de Tony Stark nos eventos que seriam Homem de Ferro 2, Os Vingadores e Homem de Ferro 3? Mostrando uma jornada dupla na qual Tony possivelmente se tornaria o Homem de Ferro de fato ou sendo pervertido por Killmonger? Ou vice-versa? Tirar o rancor e ódio de dentro do coração do vilão através do companheirismo do grupo?

É nisso que muitas vezes What if…? se atropela. Em ficar reciclando histórias do MCU com personagens diferentes quando na verdade, o propósito do Multiverso é apresentar coisas realmente inacreditáveis como acontece no quarto episódio. 

Pelo menos, aqui, o diretor Bryan Andrews consegue entregar a mesma qualidade de ação vista no primeiro episódio da série. Menos cortes, melhor coreografia e uso de profundidade de campo do modo que faz jus à técnica de animação. Felizmente, também há algumas sequências épicas de batalha. 

O que anda se tornando um vício dentro do seriado, porém, é o uso desregulado de mortes chocantes de personagens importantes para dar alguma falsa dimensão de urgência e perigo dentro da narrativa. Além disso, mais uma vez, temos um episódio em que a narrativa não é concluída, terminando em um cliffhanger. Talvez seja o pior caso dentro da série até agora. 

Enfim, o sexto episódio entretém, diverte na medida certa, mas continua tão superficial quanto a maioria da série. Ao menos as piadas de Chauncey estão bem mais contidas, tornando a experiência agradável em maior parte. 

What If…? – 01×06: O Que Aconteceria se Killmonger tivesse resgatado o Homem de Ferro? (2021, EUA)

Showrunner: A.C. Bradley

Direção: Bryan Andrews
Roteiro: Matthew Chauncey
Elenco: Jeffrey Wright, Michael B. Jordan, Angela Basset, Paul Bettany,  Jon Favreau, Andy Serkis, Chadwick Boseman, Don Cheadle
Gênero: Aventura
Streaming: Disney+
Duração: 30 min

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Publicado por Matheus Fragata

Editor-geral do Bastidores, formado em Cinema seguindo o sonho de me tornar Diretor de Fotografia. Sou apaixonado por filmes desde que nasci, além de ser fã inveterado do cinema silencioso e do grande mestre Hitchcock. Acredito no cinema contemporâneo, tenho fé em remakes e reboots, aposto em David Fincher e me divirto com as bobagens hollywoodianas.

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