EA fechou a BioWare e cancelou novo Mass Effect para priorizar Star Wars Battlefront 3

Com dívida de US$ 18 bilhões, EA fechou a BioWare e cancelou Mass Effect Universe para investir em Star Wars Battlefront 3.

Matheus Fragata
Matheus Fragata 3 min de leitura

O encerramento das atividades da histórica desenvolvedora canadense BioWare na semana passada teve um pivô direto na galáxia criada por George Lucas. Segundo informações apuradas pela imprensa norte-americana junto a fontes anônimas ligadas à Electronic Arts, a decisão de fechar o estúdio de Dragon Age e cancelar o próximo capítulo da franquia Mass Effect aconteceu principalmente porque a diretoria preferiu direcionar o orçamento para a produção de Star Wars Battlefront 3.

O corte radical reflete a pressão financeira enfrentada pela publicadora após a aquisição da companhia pelo fundo de investimentos da Arábia Saudita, negócio que impôs uma dívida de US$ 18 bilhões aos cofres do grupo. Ao revisarem o calendário de lançamentos para os próximos anos diante desse passivo bilionário, os executivos perceberam que tinham dois jogos de ação e ficção científica em desenvolvimento simultâneo, cada um orçado em centenas de milhões de dólares.

Colocando na balança o potencial de retorno comercial de cada marca, a cúpula da empresa avaliou que um novo jogo de tiro de Star Wars tinha chances muito maiores de sucesso financeiro do que Mass Effect Universe, título que batizava internamente o projeto comandado pela equipe de Edmonton. Na última semana, a direção já havia comunicado aos funcionários que os estúdios DICE, criador de Battlefield, e Respawn Entertainment, responsável por Star Wars Jedi: Survivor, trabalharão juntos no novo projeto espacial.

Recepção morna de jogos recentes e posicionamento oficial da EA

Embora a disputa direta de orçamento entre as duas franquias espaciais tenha sido o fator determinante para o fim da produtora fundada em 1995, outros desgastes acumulados pesaram contra a permanência da divisão de RPGs. Os relatos de bastidores apontam que disputas políticas corporativas e o desempenho abaixo do esperado de lançamentos recentes, como Anthem, de fevereiro de 2019, e Dragon Age: The Veilguard, de outubro de 2024, enfraqueceram o prestígio interno da marca em comparação à era de ouro da trilogia original do Comandante Shepard.

Procurada pela reportagem original para comentar a troca de projetos, a Electronic Arts evitou citar nominalmente as franquias envolvidas. Em comunicado oficial, a companhia declarou que a medida foi tomada de forma conjunta após meses de planejamento, revisão e análise das condições de negócios e das dinâmicas atuais da indústria de videogames.

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No encerramento da nota, a empresa defendeu o redirecionamento de verbas para apostas consideradas mais lucrativas no mercado global: “Embora isso nunca seja fácil, em última análise temos que tomar decisões difíceis para concentrar nossas equipes nas maiores oportunidades para o nosso futuro, incluindo o investimento em novos projetos em nosso portfólio”.

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